Outra onda de calor vem aí e os líderes mundiais tomam uma decisão para tentar salvar o clima
Acordo alcançado na cúpula das Nações Unidas realizada nos Emirados Árabes Unidos deixa mais dúvidas do que certezas; entenda a razão

Uma nova onda de calor vai atingir o Brasil — a nona do ano — e as temperaturas devem passar dos 40 graus em algumas regiões até o final de semana. Do outro lado do mundo, o clima é outro: uma onda de frio atinge a China, deixando um rastro de gelo em Pequim.
Casos como esses estão cada vez mais comuns e as autoridades globais estão correndo contra o relógio em busca de uma solução para as mudanças climáticas.
Nesta quarta-feira (13), as delegações que participavam da conferência climática da Organização das Nações Unidas (COP 28) chegaram a um acordo para que o mundo se afaste dos combustíveis fósseis que aquecem o planeta.
O texto foi aprovado em uma sessão plenária em Dubai, após mais de duas semanas de discussões nas quais os participantes tentaram encontrar a forma de cumprir a meta de limitar o aquecimento global a 1,5° Celsius desde a época pré-industrial.
O acordo do clima
A proposta apela a uma “transição dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos, de uma forma justa, ordenada e equitativa, acelerando a ação nesta década crítica, para atingir zero emissões líquidas até 2050, de acordo com a ciência.”
O texto também apela à “aceleração dos esforços para a redução progressiva da energia do carvão” e à “triplicação da capacidade de energia renovável a nível mundial e à duplicação da taxa média anual global de melhorias na eficiência energética até 2030”.
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Uma solução para onda de calor?
Embora um acordo tenha sido alcançado, a nova proposta não menciona especificamente a eliminação progressiva dos combustíveis fósseis, como havia pedido uma centena de países.
No lugar disso, pede "a transição rumo ao abandono dos combustíveis fósseis nos sistemas energéticos de forma justa, ordenada e equitativa, acelerando as ações nesta década crítica".
A mudança ocorreria de modo que o planeta alcance a neutralidade em emissões em 2050 e siga os ditames da ciência climática.
As grandes empresas petrolíferas procuraram mudar o foco para a redução das emissões através de tecnologias melhoradas, em vez da eliminação progressiva dos combustíveis fósseis — a queima de carvão, petróleo e gás — que são responsáveis por mais de três quartos das emissões globais de gases com efeito de estufa.
Clima: Pacífico, uma questão à parte
Representantes dos Estados insulares do Pacífico expressaram frustração e decepção com o resultado final da COP 28, dizendo que foram deixados de fora da sala plenária quando o acordo final foi decidido.
“Não estávamos na sala quando esta decisão foi tomada. E isso é chocante para nós”, disse Tina Stege, enviada para o clima nas Ilhas Marshall, enquanto discursava fora do plenário.
Para as nações insulares do Pacífico, no entanto, e para muitos outros estados insulares e costeiros de baixa altitude vulneráveis à subida do nível do mar, o acordo deixa a desejar.
Durante a COP 27 em 2022, os líderes das ilhas apontaram urgentemente as alterações climáticas como “a maior ameaça existencial que o Pacífico Azul enfrenta” e enfatizaram a necessidade imediata de limitar o aumento da temperatura média global a 1,5 grau Celsius “por meio de medidas rápidas, reduções profundas e sustentadas” nas emissões de gases com efeito de estufa.
*Com informações da CNBC e da AP
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