🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Renan Sousa

Renan Sousa

É repórter do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney.

MIRA LA PLATA

Crônica de um calote anunciado? Argentina firma novo plano para pagar dívida com o FMI e desafia o próprio histórico de má pagadora

Com o acordo, a Argentina terá acesso a US$ 7,5 bilhões do fundo — mas apenas na terceira semana de agosto

Renan Sousa
Renan Sousa
28 de julho de 2023
16:59 - atualizado às 16:05
Argentina X Dólar país enfrenta escassez de reservas
Imagem: Montagem Seu Dinheiro

A crise econômica na Argentina ganhou um novo capítulo. O ministro da Economia e principal candidato da situação à presidência do país, Sergio Massa, anunciou que firmou um novo acordo para o pagamento da dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta sexta-feira (28).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A notícia foi recebida pelos jornais locais com otimismo e preocupação. O acordo finaliza uma das negociações mais longas entre o país vizinho e o FMI, iniciados em 2018, ainda durante a presidência de Mauricio Macri.

Com o acordo, a Argentina terá acesso a US$ 7,5 bilhões do fundo — mas apenas na terceira semana de agosto. Porém, o dinheiro não chegará a tempo de pagar os débitos com o fundo, que vencem entre o final de julho e o começo do mês que vem, na casa dos US$ 2,6 bilhões.

Assim, Massa recorrerá a uma modalidade de empréstimo emergencial com organizações multilaterais — entre elas, a Corporación Andina de Fomento (CAF) — no valor de US$ 1 bilhão.

  • Sua carteira de investimentos está adequada para o 2º semestre do ano? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e totalmente gratuito com indicações de ativos para os próximos seis meses. Confira na íntegra, clicando aqui.

O montante seria garantido por outros créditos da Argentina com o FMI. Se você está confuso com a tomada e concessão de dinheiro, não se preocupe: as negociações internacionais entre o país e o fundo são extremamente complexas — bem como os problemas de caixa dos nossos vizinhos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em linhas gerais, o acordo conseguiu garantir que o governo entregue as contas públicas relativamente mais ajustadas para a gestão seguinte. Afinal, junto com o anúncio, Massa lançou oficialmente sua candidatura à presidência.

Leia Também

Uma das bandeiras mais importantes para a candidatura do ministro da Economia argentino será o controle das contas públicas. Resta saber se o plano dará certo até as eleições, marcadas para 22 de outubro.

O acordo da Argentina com o FMI

O dinheiro do FMI não irá entrar de mão beijada no país. Um dos compromissos estipulados pelo fundo diz respeito à obrigação de fortalecer as reservas internacionais e manter a meta de déficit fiscal — isto é, dos gastos do governo — em até 1,9% do PIB para este ano.

Além disso, o FMI exigiu a intensificação das ações para conter cotações paralelas do dólar — este é tratado como objetivo prioritário do governo. Atualmente, o país tem mais de 19 taxas oficiais, fora as extraoficiais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A depreciação do peso, outra medida exigida pelo fundo, foi mantida no pacote. O FMI disse que será necessário "conter o crescimento da massa salarial", atualizar as tarifas de energia e "reforçar o controle de gastos por meio de assistência social mais direcionada e maior racionalização das transferências correntes às províncias e empresas estatais”.

VEJA TAMBÉM — “Sofri um golpe no Tinder e perdi R$ 15 mil”: como recuperar o dinheiro? Veja o novo episódio de A Dinheirista!

Já vi essa história antes…

Diz o ditado que o papel aceita tudo. O plano pode parecer exequível pela Argentina, mas nunca é demais relembrar que o país tem um extenso histórico de calote de suas dívidas. 

Ao longo da história, nossos vizinhos já deram oito calotes, a saber:

  • 1827: Dez anos após a independência, a Argentina se abriu para o comércio exterior e vendeu títulos da dívida em Londres para financiar a emancipação da Espanha — que nunca foram pagos aos credores. Foram mais de três décadas até a quitação dos débitos;
  • 1890: A Argentina se endividou para construir a infraestrutura do país, com a criação de linhas de trens e cidades “expoentes do progresso”, como Buenos Aires. Entretanto, uma queda no preço das commodities naquele ano fez o país suspender o pagamento da dívida e entrar em moratória, recorrendo mais uma vez ao dinheiro inglês para pagar os novos credores;
  • 1951: Os reflexos do golpe militar de 1930 fez com que o país tivesse 8 presidentes em 20 anos. (Parece muito? Veja o que aconteceu em 2001.) Aquele período também foi marcado pela política de substituição das importações, fechando a economia para o comércio internacional — e, consequentemente, para um default (termo técnico de calote);
  • 1956: A política de Juan Perón, chamada de peronismo, começou com a eleição do presidente em 1946. Porém, um segundo golpe militar em 1955 mergulhou a economia (agora com uma presença maior do Estado) em incertezas. No mesmo ano, foi criado o Grupo de Paris, para evitar uma moratória generalizada.
  • 1982: Mais uma vez recorrendo aos bancos ingleses, a ditadura argentina quintuplicou a dívida externa do país, de US$ 8 bilhões para US$ 46 bilhões. O choque dos juros nos EUA somado com a crise nos países latinoamericanos fez com que a Argentina e outros 11 países da região dessem calote, inclusive o Brasil;
  • 1989: Os reflexos dos problemas econômicos deixados pelos militares continuaram e no mesmo ano da moratória, Carlos Menem foi eleito. Ele foi responsável pela criação do “plano Real” argentino, chamado Plano Cavallo. Entretanto, a inflação galopante e a dívida crescente fizeram Menem deixar o governo com o país novamente em recessão e o peso ainda mais desvalorizado;
  • 2001: Naquele ano, a crise argentina havia encolhido o PIB do país em dois terços. No fim de 2001, a Argentina teve cinco presidentes em duas semanas e declarou o que foi, na época, a maior moratória de todos os tempos: o pagamento de US$ 95 bilhões da dívida foi suspenso;
  • 2014: Sob a presidência de Cristina Kirchner, o governo não quitou o pagamento de juros sobre as suas dívidas após um juiz americano determinar que a Argentina só poderia pagar credores após honrar seus débitos com o grupo de investidores. A disputa legal foi encerrada em 2016, Mauricio Macri pagou todos os credores e, assim, o país pode novamente buscar financiamento externo.

A mão que afaga… A nova crise da Argentina

O ex-presidente Maurício Macri também foi responsável por uma nova tomada de empréstimo junto ao FMI, à época de US$ 57 bilhões, em 2018. Por diversas vezes, analistas internacionais estimaram que a Argentina daria um novo calote internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inclusive, a atual vice-presidente do país, Cristina Kirchner, defendeu a moratória. Entretanto, as primeiras negociações chegaram no valor de US$ 50 bilhões, em razão de dificuldades fiscais.

Em março de 2022, o presidente atual Alberto Fernández fez uma renegociação deste acordo com o fundo, no valor de US$ 45 bilhões.

O afrouxamento da dívida se deve às intensas negociações de Sergio Massa com o fundo e ao entendimento do FMI de que a seca impediu o pagamento dos credores.

*Com informações do La Nación, Clarín, Bloomberg e Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BALDE DE ÁGUA FRIA?

Desvendando a ata do Fed: como o novo sinal sobre os juros nos EUA pode mexer com a bolsa brasileira

18 de fevereiro de 2026 - 17:31

O investidor local tem visto uma enxurrada de dinheiro gringo entrar na bolsa brasileira, mas a ata desta quarta-feira (18) mostra como essa dinâmica pode mudar — ainda que momentaneamente

LENDA DE WALL STREET

O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada

18 de fevereiro de 2026 - 16:05

O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

O PREÇO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Amazon perde US$ 450 bilhões em valor de mercado e encara prova de fogo com gastos bilionários em IA

18 de fevereiro de 2026 - 11:55

As ações da big tech despencaram 18% na pior sequência de perdas desde 2026, enquanto mercado questiona plano de US$ 200 bilhões em investimentos

CONTRA O FLUXO

Dólar e inflação na Argentina: o que pensa Juan Carlos De Pablo, o economista que Javier Milei ouve antes de tomar decisões

17 de fevereiro de 2026 - 17:45

Ao contrário do que pensam seus colegas economistas, De Pablo descarta a tese de que o BC argentino esteja sofrendo para sustentar o valor do peso

PARA ANOTAR NO CADERNO

A hora da qualidade: JP Morgan ensina a maior lição para quem quer investir em ações

17 de fevereiro de 2026 - 16:15

Além da tese de investimentos, o banco norte-americano ainda deixa um alerta sobre o efeito da inteligência artificial (IA) sobre as carteiras

VAI DAR LITÍGIO?

Por que o casamento entre a IA e o dólar pode custar caro para a maior economia do mundo

17 de fevereiro de 2026 - 15:31

A tradicional resiliência do dólar em tempos de crise está sob escrutínio, segundo o Deutsche Bank, à medida que a alta exposição das ações dos EUA à inteligência artificial cria uma nova vulnerabilidade cambial

A MÃO INVISÍVEL

China coloca time nacional em campo para forçar a queda das ações de IA na bolsa

16 de fevereiro de 2026 - 19:38

Segundo o The Wall Street Journal, as autoridades chinesas estão tentando conter a especulação excessiva em ações de empresas ligadas à inteligência artificial

PRESSÃO TOTAL

PIB fraco e iene em alta: o nó econômico que a primeira mulher no comando do Japão tenta desatar

16 de fevereiro de 2026 - 18:15

Em busca de juros baixos, Sanae Takaichi teve um encontro com o chefe do BoJ nesta segunda-feira (16), mesmo dia em que os dados oficiais mostraram um PIB fraco

GANHO EM DÓLAR

Vale, BB Seguridade ou Bradesco: qual ADR se valorizou mais em uma semana?

16 de fevereiro de 2026 - 16:59

BB Seguridade avança, apesar de corte no preço-alvo pelo Goldman Sachs; Bradesco e Vale recuam, e EWZ cai mais de 1%

CLUBE DOS 12 DÍGITOS

O bilhão é pouco: Anthropic cria fábrica de novos bilionários da IA ao alcançar US$ 380 bi em valor de mercado 

16 de fevereiro de 2026 - 15:45

Enquanto Elon Musk isola-se no topo, fundadores da Anthropic escalam o ranking da Forbes; confira as fortunas

EU TÔ COMPRANDO. QUEM QUER VENDER?

Entre War e Banco Imobiliário, Trump polemiza com ideia de comprar a Groenlândia, mas não é a primeira vez; EUA seriam bem menores se não abrissem a carteira

16 de fevereiro de 2026 - 9:18

A última grande aquisição do país ocorreu em 1917, quando os EUA compraram as Ilhas Virgens, que pertenciam justamente à Dinamarca, atual “dona” da Groenlândia

TENSÃO POLÍTICA

“Efeito Benito”? Trump ataca Bad Bunny e pode pagar preço político com voto latino nas eleições nos EUA

15 de fevereiro de 2026 - 17:00

Enquanto Trump tece críticas à performance do cantor porto-riquenho no Super Bowl, apoio dos latinos mostra sinais de retração

GIRO LATAM

7 Inesquecíveis x 7 Magníficas: o ‘time de valor’ atropela o crescimento e faz o Ibovespa brilhar na América Latina

13 de fevereiro de 2026 - 19:02

Com alta de 17% no ano, o índice brasileiro aproveita a reprecificação global de energia e materiais básicos; veja por que o investidor estrangeiro continua comprando Brasil

PIX BILIONÁRIO

Anthropic passa a valer US$ 380 bilhões na bolsa e mostra que o “Apocalipse da IA” pode ter sido só o começo

12 de fevereiro de 2026 - 19:43

A empresa que provocou a queda de gigantes do software aqui e lá fora conseguiu levantar US$ 30 bilhões em financiamento

POR UM TRIZ

Roubo do século evitado no Uruguai tinha brasileiros envolvidos, vínculo com PCC e participante do assalto ao Banco Central em Fortaleza

12 de fevereiro de 2026 - 11:39

Evitado a tempo, o crime candidato a “roubo do século” no Uruguai foi desbaratado quando criminosos já haviam escavado um túnel de 300 metros mirando agência do maior banco do país

APÓS A ELEIÇÃO HISTÓRICA

O Godzilla acordou: por que o fim do “dinheiro grátis” no Japão pode chacoalhar sua carteira no Brasil

12 de fevereiro de 2026 - 6:05

Depois de décadas de sono profundo, a economia japonesa acordou — e o estrago pode ser sentido da bolsa ao câmbio; entenda como a guinada nos juros por lá e os planos de gastos do governo criam um “aspirador de dólares” global

NÃO É O FIM DOS TEMPOS

Armageddon da IA: é o fim das empresas de software como serviço (SaaS) ou a maior promoção de ações do setor da década? 

11 de fevereiro de 2026 - 18:00

O medo de que a inteligência artificial torne o software tradicional obsoleto provocou uma liquidação generalizada no setor de SaaS; bancos veem exagero e apontam onde estão as chances de bons retornos

NOVA PANDEMIA NO RADAR?

Vírus Nipah: Entenda o risco real para o Brasil durante o Carnaval

11 de fevereiro de 2026 - 9:58

Veja onde o vírus Nipah está ativo no momento e quais são os sintomas conhecidos da doença que pode matar até 3 em cada 4 pessoas infectadas

CEO CONFERENCE 2026

“Os EUA em primeiro lugar, mas não sozinhos”. O recado do braço direito de Trump para a América Latina em papo com André Esteves

10 de fevereiro de 2026 - 14:45

O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, participou de um painel da CEO Conference, evento do BTG Pactual, nesta terça (10); confira os principais pontos da sua fala

H2O NO PLANETA VERMELHO

Crise hídrica de outro mundo: tempestade de poeira explica como parte da água de Marte evaporou

10 de fevereiro de 2026 - 13:28

Pesquisa realizada em conjunto por cientistas espanhóis, japoneses e belgas e lança luz sobre como a água de Marte evaporou ao longo do tempo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar