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O governo norte-americano atingiu o limite de endividamento permitido por lei, de US$ 31,4 trilhões, em janeiro — e tem até agosto, segundo projeções, para resolver o impasse em torno da dívida

É um pássaro? É um avião? Não, é a "super-dívida" dos EUA. Em meio a um impasse com o Congresso, o governo norte-americano se vê mais sob o risco de um calote trilionário que nem o Federal Reserve (Fed) de Jerome Powell poderá salvar.
O governo dos EUA atingiu em janeiro deste ano o limite de endividamento permitido por lei, de US$ 31,4 trilhões. Desde então, o Tesouro está usando manobras contábeis para continuar pagando todas as contas em dia — o problema é que essas manobras funcionam apenas por um tempo limitado.
Grupos independentes como o Bipartisan Policy Center e o Congressional Budget Office estimam que, em algum momento deste verão (que, no Hemisfério Norte, vai de junho a agosto) ou no início deste outono (setembro a novembro), o governo dos EUA não poderá mais pagar todas as contas em dia.
A Moody's estima que o prazo, conhecido como “X-date” (data X), cairá em 15 de agosto deste ano.
Isso significa que a maior economia do mundo não conseguirá cumprir com seus compromissos financeiros, deixando, por exemplo, detentores de títulos da dívida dos EUA, beneficiários da Previdência Social e funcionários federais sem pagamento.
Se a falta de pagamento de dívidas de uma empresa chacoalham o mercado — a exemplo do que aconteceu recentemente com a Americanas (AMER3) por aqui — os efeitos do calote da maior economia do mundo seriam catastróficos.
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Além do fechamento de vários departamentos federais, a exemplo do que ocorreu no governo de Donald Trump, um dos efeitos mais imediato é a perda de 1 milhão de empregos e a recessão, segundo projeções da Moody's Analytics.
O dano pode aumentar para 7 milhões de empregos perdidos e uma crise financeira no estilo de 2008 no caso de uma violação prolongada do limite da dívida, alertou o economista-chefe da Moody's Analytics, Mark Zandi, em um painel do Senado na terça-feira (7).
A crise de 2008 foi marcada pela quebradeira de gigantes de Wall Street, milhões de norte-americanos desempregados, queda de dois dígitos da Bolsa de Nova York e a injeção de trilhões de dólares do Federal Reserve (Fed) para tentar tapar o buraco de uma economia em recessão e um mercado em colapso.
Falando nesta quarta-feira (8) no segundo dia de depoimentos ao Congresso dos EUA, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que a autoridade monetária não dispõe de instrumentos eficientes para proteger a economia norte-americana em um cenário de calote.
Se o banco central não pode ajudar, quem pode? O Fed pode apoiar a economia a lidar com os efeitos colaterais de um default, assim como fez em 2008, mas está nas mãos do Congresso o poder de salvar os EUA do calote.
E é aí que está o problema. A queda de braço entre o governo democrata de Joe Biden e a oposição republicana pode fazer os EUA pararem de novo. E os efeitos dessa paralisação não podem ser medidos agora: os efeitos do calote são proporcionais ao tempo que um entendimento levará para ser alcançado.
Por isso, Powell expressou hoje preocupação com o risco de que o Congresso não aumente o teto da dívida, embora tenha ponderado que não é papel do Fed se envolver em discussões sobre a política fiscal.
Os republicanos da Câmara estão exigindo profundos cortes de gastos de Biden em troca de votar para aumentar a capacidade de endividamento, o que limita quanto dinheiro o governo pode tomar emprestado.
Essa queda de braço deve ganhar um novo capítulo na quinta-feira (9), quando Biden divulga a última proposta de orçamento. Espera-se que o presidente norte-americano proponha reduzir a dependência dos EUA de dinheiro emprestado, aumentando os impostos sobre os que ganham mais e as grandes corporações.
Mas os especialistas dão quase como certo que Biden não alcançará o nível de cortes de gastos que satisfará as demandas republicanas para equilibrar o orçamento.
“A única opção real é que os legisladores cheguem a um acordo e aumentem o limite da dívida em tempo hábil. Qualquer outro cenário resulta em danos econômicos significativos”, disse disse Zandi, da Moody's Analytics.
“A economia está muito vulnerável. Mesmo sem o drama do limite da dívida, os riscos de recessão são altos. Não vai demorar muito para nos empurrar para a recessão”, acrescentou.
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