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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Bacharel em Jornalismo pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). Já passou pela redação do TradeMap.

E AGORA, BILL GATES?

Game over para o Xbox? Cade britânico barra compra da Activision Blizzard, dona do Call of Duty, pela Microsoft

As autoridades antitruste decidiram barrar a transação da fabricante de Xbox, que tentará outra vez convencer os reguladores de que a operação é positiva para o mercado

Camille Lima
Camille Lima
26 de abril de 2023
13:13 - atualizado às 12:05
Call Of Duty, jogo da Activision Blizzard, estúdio que foi comprado pela Microsoft
Call Of Duty, jogo da Activision Blizzard, estúdio que foi comprado pela Microsoft - Imagem: Divulgação

A manhã desta quarta-feira (26) se iniciou tão nebulosa para a Microsoft quanto se alguém tivesse jogado uma das bombas de fumaça de Call of Duty (CoD) nos arredores do prédio da dona do Xbox.

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Após mais de um ano desde o anúncio da compra da Activision Blizzard, a empresa agora enfrenta um dos maiores obstáculos para o negócio: o bloqueio pelos reguladores ingleses.

As autoridades antitruste decidiram barrar a transação, o que encurrala a dona do Windows, que tentará outra vez convencer os reguladores de que a operação é positiva para o mercado.

Se o apelo da Microsoft ao bloqueio britânico falhar ou a companhia não conseguir a aprovação de outros reguladores, ela deverá pagar à Activision US$ 3 bilhões em taxas de rescisão.

As ações da Microsoft ignoraram o anúncio negativo e avançaram 7,05% em Wall Street por volta das 10h50, ainda repercutindo o balanço forte do trimestre. Já os papéis da Activision Blizzard caíam mais de 9,4% no mesmo horário.

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A compra da Activision Blizzard pela Microsoft

A indústria de videogames mostrou-se cada vez mais atrativa para os “chefões” desse mercado, como a Microsoft e a Sony. 

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Em janeiro do ano passado, a dona do Xbox fez a principal jogada e fechou a compra da Activision Blizzard, criadora de jogos como Call of Duty e Candy Crush, por US$ 68,7 bilhões.

O objetivo da aquisição bilionária do estúdio de criação de jogos era manter o domínio sobre os concorrentes — especialmente a Sony, dona do Playstation, que ostenta a coroa de maior player do mercado de games

Porém, a companhia dependia da aprovação dos órgãos reguladores para concluir o negócio — e, ontem, a Autoridade de Concorrência e Mercados do Reino Unido (CMA, na sigla em inglês), uma espécie de “Cade britânico”, disse que se opõe ao acordo.

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Vale destacar que o Cade britânico não é o único órgão que a Microsoft precisa convencer. 

Apesar de reguladores da Arábia Saudita, África do Sul, Brasil, Chile, Japão e Sérvia terem aprovado o acordo, ainda falta o aval da União Europeia e dos Estados Unidos.

A UE deve anunciar a decisão até 22 de maio, segundo a Reuters. Já a Federal Trade Commission (FTC), dos EUA, definirá o rumo do escrutínio regulatório até 2 de agosto.

Microsoft sob a lupa dos reguladores

O regulador do Reino Unido aponta preocupações de concorrência no nascente mercado de jogos em nuvem.

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Isso porque, na visão da CMA, a Microsoft poderia tornar os jogos da Activision exclusivos para sua plataforma de jogos em nuvem, o Xbox Game Pass.

Desse modo, a Activision interromperia a distribuição para outros players importantes no setor, prejudicando a concorrência.

“Permitir que a Microsoft assuma uma posição tão forte no mercado de jogos em nuvem no momento em que começa a crescer rapidamente arriscaria minar a inovação, que é crucial para o desenvolvimento dessas oportunidades”, disse a CMA, em comunicado à imprensa.

Um remédio sem efeitos?

A Microsoft tentou propor remédios ao Cade britânico, na intenção de garantir a saúde da concorrência.

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Na intenção de acalmar as preocupações do mercado, a big tech fechou acordos com as principais rivais, como Nintendo, Sony e Nvidia, para manter a franquia Call of Duty e outros jogos disponíveis nas plataformas ao longo de um período de dez anos.

A tentativa, porém, não teve sucesso. A autoridade inglesa manteve o pulso firme da decisão, destacando que as propostas da empresa seriam muito limitadas e gerariam riscos de conflito devido ao longo período sugerido pela Microsoft.

“Dado que o remédio se aplica apenas a um conjunto definido de jogos da Activision, que podem ser transmitidos apenas em um conjunto definido de serviços de jogos em nuvem, desde que sejam adquiridos em um conjunto definido de lojas online, há riscos significativos de desacordo e conflito entre a Microsoft e provedores de serviços de jogos em nuvem, especialmente ao longo de um período de dez anos em um mercado em rápida mudança.”

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Uma nova tentativa da Microsoft

A Microsoft agora recorre à Justiça para tentar reverter o bloqueio dos reguladores. O presidente da Microsoft, Brad Smith, afirmou ao jornal The Verge que a empresa continua “totalmente comprometida com a aquisição e vai apelar [à decisão]”.

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“A decisão da CMA rejeita um caminho pragmático para abordar questões de concorrência e desencoraja a inovação tecnológica e o investimento no Reino Unido”, disse Smith, em comunicado.

“Já assinamos contratos para disponibilizar os jogos populares da Activision Blizzard em mais 150 milhões de dispositivos e continuamos comprometidos em reforçar esses acordos por meio de soluções regulatórias.”

“Estamos especialmente desapontados porque, após longas deliberações, essa decisão parece refletir uma compreensão falha desse mercado e da forma como a tecnologia de nuvem relevante realmente funciona.”

De acordo com o CEO da Activision Blizzard, Bobby Kotick, o estúdio e a Microsoft “já começaram o trabalho para apelar ao Tribunal de Apelações de Concorrência do Reino Unido”.

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“Se a decisão da CMA for mantida, ela sufocaria o investimento, a concorrência e a criação de empregos em toda a indústria de jogos do Reino Unido”, destacou Kotick.

*Com informações de CNBC e The Verge

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