Luiza Trajano estava certa? Santander eleva preço-alvo do Magazine Luiza (MGLU3) e destaca corte da Selic como fator principal
Apesar do corte da Selic à vista, o banco mantém a recomendação neutra para as ações do Magazine Luiza por não ver recuperação iminente dos resultados

Dar o braço a torcer nem sempre é fácil, especialmente quando a briga é pública. Faz pouco menos de um mês que a presidente do conselho de administração do Magazine Luiza (MGLU3), Luiza Trajano, colocou o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, em uma saia justa com cobranças para os cortes na Selic.
Não é de hoje que o setor vem sendo pressionado pelo juro alto no Brasil e um alívio das taxas é cobrado inclusive pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Agora quem agora engrossa o time de que a redução da Selic é crucial para a retomada do varejo e do próprio Magalu é o Santander.
O banco espanhol publicou um relatório nesta segunda-feira (10) em que estima um novo preço-alvo para os papéis da varejista, que podem saltar até 36% segundo as novas projeções.
Isso porque o Santander acredita que as ações do Magalu podem chegar a R$ 4,30 até o começo de 2024.
Ainda assim, o relatório ainda mantém a recomendação neutra para os papéis. Isso porque, mesmo com a redução da Selic adiante, os analistas ainda não veem uma recuperação iminente dos lucros.
No pregão de hoje, as ações MGLU3 caem 2,52% no pregão regular do Ibovespa, negociadas a R$ 3,10 por volta das 12h50.
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Magazine Luiza (MGLU3) contra a Selic
Apesar do fraco desempenho geral do setor, a ação da varejista conseguiu sustentar uma alta de quase 13% na B3 no acumulado do ano.
Mas, destaca o Santander, a falta de uma melhora relevante no ambiente de negócios pode afetar os lucros da empresa — ainda que o prejuízo deva ser revertido em 2024, segundo as projeções.
Outro ponto de atenção para a varejista é a demanda mais fraca dos bens duráveis, que deve ofuscar a melhora do desempenho operacional após o estabelecimento da logística 3P do Magazine Luiza, que faz entregas a partir de uma loja parceira.
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Mas há um(ns) porém(ns)...
O cenário macroeconômico como um todo pode piorar. A começar pela manutenção nos juros em patamares mais elevados nos Estados Unidos e a continuidade nos problemas na cadeia de distribuição de produtos, em especial vindos da China.
Por falar no gigante asiático, as varejistas chinesas também são um ponto de atenção para a concorrência brasileira.
De volta aos números da empresa, a melhora da alavancagem operacional pode aliviar os pontos negativos, bem como um ritmo de cortes da Selic mais rápidos do que os projetados atualmente.
SEGUNDO O BTG PACTUAL
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