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Camille Lima

Camille Lima

Repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap.

SE PARA ELES ESTÁ DIFÍCIL…

Bolsas de grife e whisky colocam São Paulo entre as cidades mais caras para os super-ricos viverem

Na nova edição da pesquisa Global Wealth and Lifestyle Report, da Julius Baer, a capital paulista ocupa o nono lugar na lista de municípios mais caros do mundo

Camille Lima
Camille Lima
22 de junho de 2023
10:28 - atualizado às 10:08
São Paulo cara para milionários, ricos, ricaços
Imagem: Freepik/Montagem Seu Dinheiro

É comum ouvir que “o mar não está para peixe”. Acontece que, desta vez, a terra da garoa é que não está para milionários: São Paulo tornou-se uma das dez cidades mais caras do mundo para a elite, segundo pesquisa realizada pelo grupo suíço Julius Baer.

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Na nova edição da pesquisa Global Wealth and Lifestyle Report (Relatório de Riqueza Global e Estilo de Vida), a capital paulista ocupa o nono lugar na lista de municípios mais custosos para se viver. 

Pela primeira vez na história, São Paulo apareceu no “Top 10” lugares mais exorbitantes para os super-ricos manterem o padrão de vida e excentricidades, depois de ter avançado posições a cada novo levantamento.

Para termos de comparação, os ricaços agora gastam mais em São Paulo do que em Miami para manter o padrão de vida elevado. 

Vale destacar que, em 2021, a capital ocupava a 21ª colocação, enquanto, no ano seguinte, pulou para o 12º lugar.

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Ásia no topo

A coroa de cidade mais “salgada” para manter o padrão de vida caro pertence a Cingapura, imediatamente seguida por Xangai e Hong Kong.

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A pesquisa tem como base para apurar o custo de vida uma cesta de bens e serviços premium consumida por uma população com patrimônio acima de US$ 1 milhão (cerca de R$ 5 milhões) nas 25 cidades globais mais importantes do mundo. 

Nesta lista, encontram-se gastos com itens como whisky, vinho e passagens aéreas em classe executiva. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março deste ano.

"As pessoas das nossas pesquisas conseguem salários maiores, mas também estão gastando mais. O resultado líquido disso é que, em relação aos investimentos, elas precisam olhar para melhores retornos (nas suas aplicações)", relata Esteban Polidura, chefe de estratégia de investimento nas Américas do Julius Baer. 

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A região das Américas tornou-se a segunda área que mais demanda recursos financeiros para manter o padrão de vida — atrás apenas da Ásia — devido à presença de Nova York, São Paulo e Miami na lista dos dez locais mais caros do mundo.

Com isso, os municípios americanos superaram o grupo de cidades de regiões como Europa, Oriente Médio e África.

São Paulo na esteira das cidades asiáticas

Segundo o ranking atual, São Paulo está na esteira de cidades asiáticas, que lideram a lista de locais mais caros para “viver como rico”.

"Essa [posição de São Paulo] foi uma grande surpresa", afirma Esteban Polidura, da Julius Baer. 

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"Há uma combinação de fatores em São Paulo. A mais importante tem a ver com produtos importados. No Brasil, as taxas [de importação] são mais altas do que em outros países."

A pesquisa da Julius Baer ainda revela que a capital paulista tem o custo mais elevado, entre todas as cidades do mundo, para comprar produtos como bolsas femininas, ternos masculinos, produtos de tecnologia, relógios e uísque.

Inflação contra os ricaços

A pesquisa da Julius Baer ainda revelou que o custo de vida médio para os super-ricos, especialmente no Brasil, disparou no último ano.

A média global, em dólar, foi de um crescimento de 6% nos últimos 12 meses; nas moedas locais, o valor subiu 13%.

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Por sua vez, as terras tupiniquins registraram um aumento de 18,4% no mesmo período. "A alta dos preços em moeda local foi pior, porque o dólar se mostrou forte nos últimos meses", disse Esteban Polidura.

A alta dos preços globais é explicada basicamente por dois fatores: o aumento dos preços das matérias-primas e suprimentos e a retomada da demanda por bens e serviços após o fim da fase mais dura da pandemia da covid-19.

De acordo com o levantamento, a demanda maior é evidenciada pelo aumento dos custos de itens ligados ao turismo mundial.

Um exemplo disso é o custo medido em dólar das suítes de hotel, que subiu 15,25%, e das passagens de avião de classe executiva, que registraram alta de 10,13%. 

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Na pandemia, os países fecharam as suas fronteiras na tentativa de conter o avanço do coronavírus, o que impactou todo o setor de turismo.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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