🔴 SAVE THE DATE: 22/07 – FERRAMENTA PARA GERAR RENDA COM 1 CLIQUE SERÁ LIBERADA – CONHEÇA

Mais uma Super Quarta para nossa coleção: o que esperar das reuniões de política monetária aqui e nos Estados Unidos?

A semana guarda uma relevância ímpar para os mercados. Tanto no Brasil como nos EUA, os investidores estarão atentos ao comunicado que acompanha a decisão

2 de maio de 2023
7:00 - atualizado às 7:26
gavião voando para presa, representa os Bancos Centrais mais agressivos contra a inflação, o que afeta as bolsas
A política monetária em foco nesta semana. - Imagem: Shutterstock

Teremos mais uma vez aquele tipo especial de quarta-feira, em que coincidem as reuniões de política monetária no Brasil e nos EUA. A semana é especial e guarda uma relevância ímpar aos mercados. Para os brasileiros, a discussão reside sobre o início da flexibilização do tom por parte da autoridade monetária. Já no caso americano, o ponto central está no possível último aumento da taxa de juros.

Muitas críticas foram feitas sobre a atual gestão de nosso BC. O problema é que elas ganharam contornos políticos, carecendo muitas vezes de profundidade técnica, como as queixas do atual presidente Lula.

Vivemos hoje um processo conturbado de conversão da inflação para dentro das bandas da meta, o que deveria provocar uma acentuada desaceleração econômica, como um dos canais de transmissão sugere.

Fonte: BCB

Historicamente, como podemos ver acima, desde que o regime de metas foi estabelecido, no final da década de 1990, o Brasil deixou de entregar a inflação dentro das bandas por sete anos, em linha com outros pares da América Latina, como Chile (oito vezes), Colômbia (oito) e Peru (oito). Provavelmente, chegaremos à nossa oitava vez ao final de 2023; assim, não estamos muito distantes dos exemplos regionais.

Não há muita discussão sobre o caminho a ser adotado pelo Comitê de Política Monetária nesta quarta-feira (no Brasil e nos EUA, a reunião começa na terça-feira e só é concluída na quarta-feira).

ASSISTA TAMBÉM: Banco Central entre a cruz e a espada. O que vai acontecer com a Selic e onde investir?

Espaço para ajuste de política monetária?

As projeções apontam para uma manutenção da Selic Meta em 13,75% ao ano. Concordo com a indicação. A inflação ainda está elevada, principalmente os núcleos, e deverá acelerar na segunda metade de 2023.

Fonte: BCB

Só teremos uma conversão saudável para dentro da banda em 2024. Em outras palavras, o BC tem margem para manter sua política monetária contracionista por mais tempo, até mesmo porque o arcabouço acabou de ser apresentado ao Congresso e ainda precisa tramitar devidamente antes de chegar à mesa do presidente — mudanças podem acontecer no meio do caminho, como é de costume.

Com isso, o segredo fica por conta do comunicado, que pode dar os primeiros sinais de flexibilização. A redução dos juros deverá ficar apenas para a reunião de agosto, depois do encontro de junho, quando o arcabouço já tiver sido aprovado, tivermos mais clareza sobre o percurso da inflação no segundo semestre e o Ministério da Fazenda tiver desenhado melhor as formas de arrecadação que pretende se valer.

Lembre-se que não precisamos apenas controlar a inflação vigente, mas também ancorar as expectativas para os próximos anos, bem como reduzir a pressão fiscal sobre o mercado.

Chegaremos lá, mas o correto é que seja com responsabilidade e moderação. Não pode ser na canetada e, por isso, faz sentido que a taxa de juros só comece a cair no segundo semestre, gradual e marginalmente. 

ASSISTA TAMBÉM: Banco Central entre a cruz e a espada. O que vai acontecer com a Selic e onde investir?

Nos EUA, a discussão também reside em torno do comunicado

Por lá, o mercado aguarda mais um ajuste positivo de 25 pontos-base, colocando a taxa de referência entre 5,00% e 5,25% ao ano. Pode ser o último ajuste deste ciclo de aperto monetário, principalmente depois de mais uma quebra bancária nos EUA — na segunda-feira (1º), o First Republic Bank se tornou a segunda maior falência bancária americana.

Fonte: CME

Isso trouxe a crise bancária de março de volta ao foco após uma relativa calmaria nas semanas desde que o Silicon Valley Bank (SVB) e o Signature Bank faliram.

Os reguladores atuaram sobre o First Republic depois de algumas semanas tumultuadas em que os depositantes retiraram cerca de metade de seu dinheiro do banco.

Agora, o JPMorgan Chase está comprando o First Republic Bank. O movimento é um alívio para o Federal Reserve em uma semana importante. 

Provavelmente, porém, a situação deve ser um dos pilares que pode sustentar um comunicado mais comedido por parte de Jerome Powell, presidente do Fed. Em sendo o caso, teremos sobrevivido ao ciclo de aperto monetário mais duro em 40 anos.

Sem dúvida, o início da década de 2020 ficará na história da política monetária para sempre.

Compartilhe

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ibovespa repercute Orçamento congelado, privatização da Sabesp e pane em sistemas da Microsoft

19 de julho de 2024 - 8:17

Governo anuncia congelamento de R$ 15 milhões no Orçamento de 2024 em tentativa de cumprir meta fiscal

SEXTOU COM O RUY

Aumento de capital bilionário e aquisição de 4 usinas: o que isso significa para os acionistas da Eneva (ENEV3) e por que você deveria comprar as ações agora

19 de julho de 2024 - 6:07

Por 9x Valor da Firma/Ebitda, novos ativos entrando em operação e um cenário hidrológico que começou a ficar mais favorável, o papel é uma opção para a carteira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Com Biden e Trump tão diferentes e tão iguais, Ibovespa começa o dia a reboque do exterior em dia de decisão do BCE

18 de julho de 2024 - 8:10

Ibovespa retomou caminho das altas ontem e hoje flerta com os 130 mil pontos; suspeitas de intervenção no iene pressionam moedas emergentes, inclusive o real

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Qual o real significado das séries invictas?

17 de julho de 2024 - 20:00

No futebol, ficamos tentados a avaliar o potencial preditivo das séries invictas, bem como de suas quebras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nada sobe para sempre: Depois de cair pela primeira vez em julho, Ibovespa busca retomar caminho das altas com Vale, Livro Bege e guerra tecnológica no radar

17 de julho de 2024 - 8:12

Embora tenha caído pela primeira vez no mês na sessão de ontem, o Ibovespa ainda acumula alta de mais de 4% no que vai de julho

CRYPTO INSIGHTS

Trump, eleições americanas — e a salvação do bull market das criptomoedas

16 de julho de 2024 - 19:28

A rotação de alguns centímetros da cabeça, em uma fração de segundos foi o bastante para impedir uma catástrofe; há quem diga que foi também a diferença entre o BTC a US$ 30 mil e o BTC acima de US$ 60 mil

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Francis ou Francisco: dançando à beira do vulcão

16 de julho de 2024 - 9:08

Não há como subestimar o atentado contra Donald Trump. Quando Francisco Ferdinando foi assassinado, ninguém imaginou que caminharíamos para a Primeira Guerra Mundial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ibovespa flerta com os 130 mil pontos em dia de agenda fraca e mercado engajado no Trump trade

16 de julho de 2024 - 8:05

O Ibovespa continua protagonizando sua melhor sequência positiva desde a passagem de 2017 para 2018 e já acumula alta de 4,4% em julho

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Enquanto atentado impulsiona o ‘Trump trade’, democratas ainda precisam decidir quem vai perder a eleição

16 de julho de 2024 - 6:44

Atentado do último fim de semana fez aumentarem substancialmente as chances de vitória de Donald Trump em novembro

MARKET MAKERS

Governo Lula não tem dinheiro para 2027

15 de julho de 2024 - 16:52

Questões fiscais estão sendo empurrados pela barriga e o mercado financeiro está precificando em meio aos discursos do presidente

Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Continuar e fechar