O melhor time de jornalistas e analistas do Telegram! Inscreva-se agora e libere a sua vaga

2022-04-07T10:08:31-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Eleições 2022

Saiba mais sobre o acordo que pode colocar Moro, Doria e Tebet juntos na terceira via contra Lula e Bolsonaro

Nome de quem representará a terceira via na disputa das eleições 2022 ao Palácio do Planalto será divulgado no dia 18 de maio

7 de abril de 2022
10:08
Senadora Simone Tebet (MDB-MS)
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) - Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado

Depois de muitas idas e vindas, o grupo conhecido como terceira via na disputa eleitoral decidiu lançar um único candidato na disputa. Com o acordo, João Doria (PSDB), Sergio Moro, que acabou de ingressar no União Brasil e Simone Tebet (MDB) podem se unir na sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em reunião realizada nesta quarta-feira (6) em Brasília, dirigentes dos três partidos e do Cidadania fecharam uma aliança e anunciaram que vão divulgar o nome de quem representará o grupo na disputa ao Palácio do Planalto no dia 18 de maio.

Tebet é a favorita para enfrentar Lula e Bolsonaro

Até agora, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) é a mais cotada para encabeçar a chapa única.

O maior problema ocorre nas fileiras do PSDB porque o ex-governador de São Paulo João Doria, vencedor das prévias do partido, está emparedado pela movimentação do correligionário Eduardo Leite.

Ex-governador do Rio Grande do Sul, Leite tenta avançar algumas casas no jogo e até admite ser vice em dobradinha com Tebet.

Os dois conversaram ontem no Senado, onde posaram para fotos. Após o encontro, disseram que só uma candidatura única é capaz de furar a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, favorito nas pesquisas de intenção de voto.

"O meu partido fez prévias, tem o seu pré-candidato estabelecido. Nós respeitamos isso, ninguém está deslegitimando as prévias, mas não se trata aqui apenas de atender a formalidades e, sim, de ajudar o País a encontrar um caminho", afirmou Leite.

Tebet mudou um pouco o discurso. Antes de se reunir com o gaúcho, dizia que o vencedor das prévias do PSDB era Doria. "O Eduardo está dizendo que respeita as prévias, mas vem como um soldado. E por trás dele vêm outros soldados", disse ela. "Estou esperançosa".

Embora o nome de Tebet seja cotado para encabeçar a chapa da terceira via, 13 líderes de diretórios do MDB, principalmente no Nordeste, querem apoiar Lula no 1.º turno.

"Qualquer candidatura, para sobreviver, precisará ser competitiva, senão rebaixa os palanques estaduais e se torna desnecessária. O MDB já conhece esse filme", disse o senador Renan Calheiros (MDB-AL), um dos líderes do movimento pró-Lula no partido.

A terceira via das eleições está morta? Ouça o podcast Touros e Ursos e saiba qual o futuro dos adversários de Lula e Bolsonaro

Como foram as negociações da terceira via

Em um dia marcado por articulações políticas, Doria e o presidenciável do PDT, Ciro Gomes - que também estavam em Brasília -, tiveram uma série de conversas reservadas, em busca de parcerias.

Ciro almoçou com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e com seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE). Pediu apoio, mas o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ainda diz que lançará candidato próprio. Nem o PSD nem o PDT fazem parte do grupo da terceira via, que se autointitula "centro democrático".

Nenhum dos pré-candidatos participou da reunião de cúpula dos partidos. Em comunicado emitido após o acordo, MDB, PSDB, União Brasil e Cidadania destacaram que o objetivo da aliança é apresentar um candidato como alternativa aos polos que atualmente dominam a disputa.

"Conclamamos outras forças políticas democráticas para que possam se incorporar a esse projeto em defesa do Brasil e de todos os brasileiros", diz o comunicado. O texto é assinado pelo presidente do União Brasil, Luciano Bivar; do MDB, Baleia Rossi; do PSDB, Bruno Araújo; e do Cidadania, Roberto Freire.

O União Brasil informou que apresentará um pré-candidato a ser submetido à análise do grupo da terceira via no próximo dia 14. O ex-juiz Sérgio Moro se filiou recentemente ao União, após sair do Podemos.

Presidido pelo deputado Luciano Bivar, o União diz, no entanto, que o projeto para Moro será em São Paulo, provavelmente disputando uma vaga na Câmara.

As divergências de Moro com dirigentes de seu novo partido - principalmente com ACM Neto, que é candidato ao governo da Bahia - ficaram nítidas na semana passada, quando ele afirmou que não será candidato a deputado federal.

O próprio Bivar tem interesse em integrar a chapa presidencial, mas seu nome sempre é citado como vice. Ontem, ele negou que a inclusão de um indicado pelo partido nas próximas conversas sobre candidatura única dificultará a construção de um consenso. "O maior mentor de criar esse consenso fomos nós."

Critérios para o escolhido

Bivar afirmou ainda que a escolha do candidato da terceira via levará em conta vários critérios, e não apenas as pesquisas de intenção de voto.

"Pesquisas são fotografias de momento. Precisa ver a capilaridade, o Fundo Partidário, a receptividade, a rejeição. Tudo isso vai ser considerado, prevalecendo um sistema de bom senso político", disse ele.

Doria passou o dia em reuniões com deputados e senadores na sede do PSDB, em Brasília, e hoje viajará para a Bahia. Desembarcará em Rio das Contas, terra natal de seu pai, para tentar construir uma nova imagem na campanha, menos elitista e mais popular.

As últimas pesquisas indicam que o ex-governador está estacionado num patamar muito baixo, na casa de 2%. É com esse argumento que adversários no PSDB, como o deputado Aécio Neves (MG) e o ex-senador José Aníbal (SP), querem tirá-lo do páreo.

Leite e Tebet também têm índices inexpressivos de intenção de voto, mas, de acordo com seus apoiadores, têm maior potencial de crescimento porque seus porcentuais de rejeição são baixos.

"Com todo respeito, qual é o projeto da Simone (Tebet), do MDB? Onde conflita com o do Ciro e por que não conversamos?", disse Cid Gomes, após o almoço com Pacheco.

"Qual é o projeto do União Brasil, que não tem candidato? Tem alguma afinidade com o que Ciro defende ou é só uma negação ao Lula e ao Bolsonaro?"

Coordenador da campanha de Ciro, o senador afirmou que o irmão tem procurado partidos de centro, mas sente falta de propostas concretas por parte da terceira via.

"O que nós temos defendido é que, para além da negação do Lula e do Bolsonaro, cada um apresente seu projeto para o Brasil e a gente veja onde é possível negociar. Não dá para ser só o projeto da negação nem só o projeto pessoal", insistiu Cid.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

CVM recua e libera distribuição de dividendos do fundo imobiliário Maxi Renda FII (MXRF11) com base no ‘lucro caixa’ — relembre o caso

A xerife do mercado de capitais reconheceu “a existência de obscuridade e contradição” na decisão original

Superou o trauma? Bitcoin (BTC) segue no patamar de US$ 30 mil; saiba se a maior criptomoeda do mundo sustentará esse nível

BTC terá também que superar os críticos às moedas digitais, que não pouparam esforços para injetar ainda mais medo nesse mercado já extremamente desorientado

CEO do JP Morgan leva cartão vermelho de acionistas e pode ficar sem bônus milionário, entenda a decisão rara

A desaprovação foi a primeira desde que o conselho do banco norte-americano enfrentou um voto negativo sobre compensações desde que as regras foram introduzidas, há mais de uma década

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Hapvida, Magazine Luiza e Nubank tombam, mas Ibovespa fecha o dia no azul; confira os destaques desta terça-feira

O maior apetite ao risco e a expectativa de manutenção no ritmo de alta no juro nos Estados Unidos ajudou o Ibovespa, que teve um dia de ganho

FECHAMENTO DO DIA

Ibovespa sustenta alta após susto inicial com Powell; dólar cai abaixo dos R$ 5

O Ibovespa fechou o dia longe das mínimas, mas o dólar caiu 2% com o apetite por risco no exterior

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies