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2022-04-26T14:09:21-03:00
Estadão Conteúdo
ESVAZIANDO OS BOLSOS

Inflação persistente: Guerra na Ucrânia deve manter conta de luz e alimentos mais caros até 2024

A crise no Leste Europeu resultou no maior choque de commodities desde os anos de 1970, de acordo com o vice-presidente do Banco Mundial para Crescimento, Finanças e Instituições Justas, Indermit Gill

26 de abril de 2022
14:07 - atualizado às 14:09
Um carrinho de mercado cheio de compras está em cima de uma seta vermelha apontando para cima
Conta de luz e o preço dos alimentos vão continuar elevados até o fim de 2024, diz Banco Mundial - Imagem: Freepik

Não é incomum manter as esperanças de que o "novo normal" vá se adequar à realidade da população. Afinal, com a inflação, até respirar está saindo caro. Mas se existia uma pitada de fé que logo poderíamos ir ao mercado sem esvaziar os bolsos a cada pequena compra feita, a guerra na Ucrânia veio para desiludir qualquer um. De acordo com o Banco Mundial, a conta de luz e o preço dos alimentos vão continuar elevados até o fim de 2024.

Para o vice-presidente do banco para Crescimento, Finanças e Instituições Justas, Indermit Gill, a crise no Leste Europeu acarretou no maior choque de commodities desde os anos de 1970.

O cenário foi agravado pelas restrições no comércio de alimentos, combustíveis e fertilizantes, que fizeram parte das sanções ocidentais contra a Rússia.

Conta de luz 50% mais cara 

O Banco Mundial projeta que o preço do petróleo Brent, referência internacional, operará em média de US$ 100 por barril neste ano, o maior nível para a commodity desde 2013.

Em 2023 a tendência é que a cotação retorne para o patamar de US$ 92.

Com isso, os produtos de energia devem saltar em torno de 50,5% neste ano, segundo o relatório Cenário do Mercado de Commodity.

Porém, de acordo com as projeções, a disparada deve desacelerar em 2023, recuando 12,4% no próximo ano.

Preço dos metais em alta

Além do petróleo e das commodities alimentícias, o Banco Mundial estima que os preços dos metais também vão subir neste ano, com alta de 22,2% para os básicos e de 3% para os preciosos.

Porém, assim como as demais projeções, a expectativa é que as cotações arrefeçam em 2023, com queda de 8,3% e de 8,9% para os metais básicos e preciosos, respectivamente.

Com energia mais cara e preço dos metais mais elevados, os custos de produção também dispararam, de acordo com o banco.

Até o momento, a maioria dos governos tentou combater o choque com cortes de impostos e subsídios. Porém, apesar de aliviar a situação no curto prazo, as medidas tendem a aquecer a demanda, o que mantém os preços elevados.

Comida de ouro?

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia também impactou os fluxos comerciais entre os países, o que pode resultar em um ambiente de inflação elevada mais duradouro.

Os alimentos podem não ser feitos de ouro, mas com certeza a trajetória de alta dos seus preços lembram a escalada do preço da onça-troy, medida padrão do mercado de metais.

A expectativa do Banco Mundial é de que as commodities de alimentos avancem 22,9% em 2022 e caiam 10,4% no próximo ano.

Porém, mesmo com a projeção de queda em 2023, a tendência é de que os valores das commodities alimentares permaneçam em patamares mais altos até, no mínimo, 2024.

No caso do trigo em específico, a estimativa é que a cotação dispare cerca de 40% neste ano e atinja o maior valor nominal, o que deve impor pressão a economias desenvolvidas.

"Os formuladores de políticas públicas devem aproveitar todas as oportunidades para aumentar o crescimento econômico doméstico e evitar ações que prejudiquem a economia global", disse o Banco Mundial em relatório.

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