A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2022-06-25T16:05:31-03:00
Renan Sousa
Renan Sousa
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP) e já passou pela Editora Globo e SpaceMoney. Twitter: @RenanSSousa1
FORTES SINAIS

Por que você deveria olhar a disparada de juros dos empréstimos imobiliários dos EUA com o risco iminente de recessão? Eles levaram à crise de 2008 e voltaram a subir

Os juros de financiamentos de até 30 anos saíram de 2,75% para mais de 6% em relação ao mesmo mês de 2021

25 de junho de 2022
16:05
Juros de financiamentos imobiliários nos Estados Unidos
Juros de financiamentos imobiliários nos Estados Unidos.Imagem: Shutterstock

A semana foi marcada pelo medo da recessão, que começou a tomar conta do noticiário após autoridades monetárias e analistas do mercado levantaram a possibilidade de desaceleração da economia. Porém, existe um fator que foi deixado de lado e pode ser decisivo para esse cenário se concretizar: os juros imobiliários norte-americanos. 

Quem atentou para esses fatos foram os analistas consultados pelo jornal Market Watch. Nesta semana, foram publicados dados sobre construção e vendas de casas novas nos Estados Unidos. O número de novos imóveis vem caindo desde as máximas em mais de 15 anos, atingidas em dezembro passado.

Financiamento imobiliário: juros são a ponta do iceberg

Mas o indicador mais importante são as taxas dos financiamento por lá, que dispararam depois que o Federal Reserve iniciou o ciclo de aperto monetário em março deste ano.

Os juros de financiamentos imobiliários de até 30 anos saíram de 2,75% para mais de 6% em relação ao mesmo mês de 2021. 

A combinação de moradias cada vez mais caras e taxas de juros mais elevadas tornou a aquisição de casas mais difícil nos EUA. De acordo com a Associação Nacional de Corretores de Imóveis, a acessibilidade a novos imóveis caiu para as taxas mais baixas em 16 anos.

A publicação ainda destaca os efeitos de menores índices de compras de casa e tudo que elas acarretam: menos clientes comprando itens de linha branca, decoração e por aí vai — e isto pode acelerar o passo em direção à recessão

Bolha imobiliária, crise financeira e recessão com juros do Fed

O que os juros dos empréstimos imobiliários têm a ver com recessão global?

Vamos voltar cerca de 15 anos no passado, para a crise financeira de 2008 — também chamada de crise do subprime —, considerada a pior desde a Grande Depressão em 1929. Os problemas começaram com a formação de uma bolha imobiliária nos EUA. 

Em linhas gerais, essa bolha financeira começou a se formar em 2006 quando o preço dos imóveis cresceu abruptamente. Os bancos passaram a oferecer linhas de crédito facilitadas para as pessoas financiarem suas casas — mesmo sem comprovação de renda para pagar a dívida. 

Da formação ao estouro da bolha imobiliária

Com isso, a procura por imóveis aumentou — e impera a lei do mercado: maior procura, os preços dispararam. Mas no mesmo período, a renda da população não acompanhou essa alta, o que fez com que diversas pessoas perdessem suas casas para os bancos.

A inadimplência foi às alturas e, sem o dinheiro das parcelas dos financiamentos, os bancos começaram a sentir os impactos em seus respectivos caixas. O ponto alto dessa crise foi a quebra do Lehman Brothers, que tinha ativos avaliados em US$ 639 bilhões à época.

A história se repete (?): mesmo com juros altos, cenário é diferente

Alex Pelle, economista da Mizuho Securities dos Estados Unidos, entende que o cenário é diferente do que gerou a crise de 2008. “Esperamos uma queda de vendas nos próximos meses, mas não um colapso parecido com o dos anos 2000”. 

Além disso, o comprador atual tem uma pontuação de crédito alta mais alta — mecanismo instaurado para garantir o pagamento das parcelas — e, portanto, é menos provável que se caia na inadimplência.

Apenas cerca de 2% de todas as novas hipotecas são concedidas aos chamados compradores subprime, ou àqueles com pontuação de crédito mais fraca. Para se ter uma ideia, à época da crise, esse número era de cerca de 15%.

Por que ficar de olho nisso esta semana

Na quinta-feira (29) serão divulgados os dados de inflação ao consumidor dos Estados Unidos. O PCE é o indicador preferido do Fed para balizar a decisão de juros por lá. 

Dependendo de como vier a inflação, o Banco Central americano pode reduzir a intensidade da alta dos juros e reverter a tendência da rota da recessão. Também permanecem em foco nos próximos dias as falas de representantes do Fed. 

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

BALANÇO

Inter (INBR31) reverte prejuízo em lucro de R$ 15,5 milhões no segundo trimestre; confira os números

15 de agosto de 2022 - 21:01

No semestre encerrado em 30 de junho de 2022, o Inter superou a marca de 20 milhões de clientes, que equivale a 22% de crescimento no período

BALANÇO DA HOLDING

Lucro líquido da Itaúsa (ITSA4) recua 12,5% no segundo trimestre, mas holding anuncia JCP adicional; confira os destaques do balanço

15 de agosto de 2022 - 19:52

A Itaúsa (ITSA4) esperou até o último dia da temporada de balanços para revelar os números do segundo trimestre. E a paciência dos investidores não foi recompensanda: a companhia lucrou R$ 3 bilhões, uma queda de 12,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) sobre o […]

BALANÇO

Resultado da Méliuz (CASH3) piora e empresa de cashback registra prejuízo líquido de R$ 28,2 milhões no segundo trimestre

15 de agosto de 2022 - 19:07

Os papéis da Méliuz amargam perdas de 87% no ano, mas entraram no mês de agosto em tom mais positivo, com ganho mensal de 7%

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Magazine Luiza (MGLU3) dá a volta por cima, XP vai às compras e futuro do ethereum; confira os destaques do dia

15 de agosto de 2022 - 18:52

Há pouco mais de dois meses, quando conversei com diversos analistas e gestores de mercado sobre as expectativas para o segundo semestre, poucos foram aqueles que apostaram nos setores de grande exposição à economia doméstica como boas alternativas para a segunda metade do ano.  Não que empresas ex-queridinhas como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e […]

ACIONISTAS FELIZES

Dividendos: Itaúsa (ITSA4) pagará JCP adicional e data de corte é nesta semana; veja como receber

15 de agosto de 2022 - 18:47

Vale lembrar que, após a data de corte, as ações serão negociadas “ex-direitos” e passarão por um ajuste na cotação referente aos proventos já alocados

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies