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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Os preferidos do brasileiro

A renda fixa voltou a brilhar em 2021, mas o investimento em ações não parou de crescer; veja onde o brasileiro investiu no ano passado

Segundo levantamento da Anbima, participação da renda fixa no volume investido pelas pessoas físicas voltou a crescer em 2021, depois de vários anos de queda; CDB foi tipo de ativo com maior crescimento em volume

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
2 de fevereiro de 2022
15:22
Podcast
A renda variável continuou recebendo aportes em 2021, mesmo com o mau desempenho da bolsa.

Com o início de um novo ciclo de alta na taxa básica de juros no ano passado, a renda fixa, que vinha perdendo espaço na carteira dos investidores individuais brasileiros, voltou a ganhar destaque.

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Mas quem pensa que a queda de quase 12% do Ibovespa, o principal índice da bolsa brasileira, fez a pessoa física desistir do investimento em ações está enganado. A renda variável continuou a crescer, mesmo tendo perdido espaço relativo nas carteiras.

A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgou nesta quarta (02) os dados dos investimentos dos brasileiros em 2021, nos segmentos private, varejo e varejo alta renda, que dão um raio-x de como a pessoa física investiu no ano passado.

O levantamento mostra que a renda fixa, que vinha perdendo participação no volume total investido pelas pessoas físicas nos últimos anos, viu uma aparente reversão de tendência no ano passado.

De dezembro de 2017 até dezembro de 2020, a participação dessa classe de ativos no volume investido caiu de 71,4% para 58,1%; enquanto isso, a participação da renda variável (ações e fundos de ações) subiu de 9,5% para 20,0%.

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Ao longo de 2021, porém, a fatia da renda fixa voltou a subir para 59,0%, enquanto a da renda variável caiu para 19,7%.

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Renda variável não perdeu recursos

O segmento de renda fixa foi o que mais cresceu em volume no ano passado nos segmentos private e varejo alta renda: 14,2% (R$ 56,4 bilhões) no primeiro e 12,8% (R$ 98,6 bilhões) no segundo.

No varejo tradicional, o destaque de crescimento percentual ficou com os investimentos híbridos (fundos multimercados, ETFs, fundos imobiliários e COEs), que cresceram 22,3% (R$ 15,5 bilhões), mas a renda fixa teve o maior crescimento em volume, R$ 59,6 bilhões (alta de 4,7%).

No entanto, a renda variável continuou ganhando recursos, mesmo com o mau desempenho da bolsa no ano passado, o que mostra que o brasileiro viu as quedas nos preços como oportunidades de compra e fez novos aportes.

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O volume investido em renda variável subiu 6,9% no segmento private (R$ 39,1 bilhões), 2,4% no varejo alta renda (R$ 4 bilhões) e 3,5% no varejo tradicional (R$ 3,6 bilhões).

A única rubrica negativa a aparecer nessa categoria no levantamento da Anbima foi uma queda no volume investido especificamente em fundos de ações no segmento de varejo (alta renda e tradicional), de 3,8% (R$ 2,7 bilhões). Ainda assim, uma queda inferior à do Ibovespa. O investimento direto em ações, porém, cresceu 4,6% neste segmento (R$ 8,8 bilhões).

Esta edição do levantamento da Anbima incluiu muito mais instituições financeiras do que as anteriores, tornando-se mais representativa do mercado atual de investimentos do varejo no país.

Até maio de 2021, a base de dados de varejo possuía apenas instituições com 50 agências bancárias e/ou patrimônio líquido (PL) que representasse 1% da estatística.

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Após mudança nas regras, a Anbima incluiu todas as casas que atendem o varejo e seguem o Código de Distribuição, elevando o número de instituições participantes na base de dados de 30, em dezembro de 2020, para 105 em dezembro de 2021, sendo que 78% das novas instituições da base atuam diretamente com plataformas digitais.

Os investimentos preferidos das pessoas físicas no Brasil

O volume investido pelas pessoas físicas no Brasil, dos mais aos menos abastados, cresceu 7,2% em 2021, atingindo R$ 4,5 trilhões. Mas quais foram os investimentos preferidos dos brasileiros no ano passado?

Bem, a caderneta de poupança segue como a aplicação financeira predileta, isso nem precisa falar.

Com R$ 990,9 bilhões alocados em dezembro do ano passado, a aplicação tem o maior volume de recursos, mas viu uma ligeira queda em relação a dezembro de 2020, quando tinha volume de R$ 991,2 bilhões. O motivo foi o fim do programa de auxílio emergencial, da pandemia.

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Mas fora a poupança, que é hors concours no quesito preferência do brasileiro, os destaques, em volume de recursos, ficaram com os fundos multimercados (R$ 682,5 bilhões), as ações (R$ 651,7 bilhões), os CDBs (R$ 569,9 bilhões) e os fundos de renda fixa (R$ 453,4 bilhões).

Em termos de volume investido, os CDBs foram os que mais captaram recursos de pessoas físicas no ano passado, com um acréscimo de R$ 67 bilhões no varejo, alta de 15,7%, e R$ 10,8 bilhões no private, alta de 16,7%.

As LCAs também tiveram um aumento significativo de volume investido em 2021, sobretudo no varejo, onde a captação líquida foi de R$ 30 bilhões, uma alta de 43,9%.

Já os fundos de renda fixa viram um recuo de R$ 456,2 bilhões para R$ 453,4 bilhões, uma redução de 5,6% (R$ 5 bilhões) no segmento private. No varejo, houve leve alta de 0,6% (R$ 2,1 bilhões).

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Entre os ativos de renda variável, o investimento em ações foi puxado sobretudo pelos aportes dos clientes private, que acrescentaram R$ 23,7 bilhões (alta de 5,6%) nesta classe de ativos em 2021. Os fundos de ações receberam mais R$ 15,6 bilhões (alta de 11,9%) dos investidores desse segmento.

Já os investidores de varejo preferiram os investimentos classificados como híbridos, com destaque para os fundos multimercados (alta de R$ 13 bilhões, ou 7,0%) e os fundos imobiliários (alta de R$ 12,9 bilhões, ou 24,9%).

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