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A parceria conta com os bancos privados HSBC, Standard Chartered e UBS, além de autoridades da França e Alemanha
O que antes poderia ser considerado o sistema que colocaria fim aos Bancos Centrais agora pode salvar as autarquias. O sistema global de pagamentos Swift acaba de anunciar os planos de uma criptomoeda própria para conectar todos os BCs.
Uma Central Bank Digital Currency (CDBC, ou moeda digital de banco central, na tradução do inglês) estaria em estágio de desenvolvimento pela organização por trás do Swift — o sistema de pagamentos internacionais que entrou em foco durante a guerra da Ucrânia — juntamente com autoridades de países como França e Alemanha.
A parceria também conta com os bancos privados HSBC, Standard Chartered e UBS. O principal objetivo é acompanhar a viabilidade do uso de uma moeda digital em pagamentos internacionais e checar se a conversão para moedas corrente também é possível.
Cerca de 90% dos países do mundo estão de olho na tecnologia blockchain, a mesma que permitiu a criação das criptomoedas e desenvolvem projetos próprios de CDBCs.
O BC do Brasil é um deles. O projeto do real digital deve começar a ganhar contornos mais bem definidos em 2023, mas já anima pelo avanço dos últimos anos.
Da mesma forma, a CDBC do Swift também só deve passar pelo período de testes mais intensos no ano que vem. Entretanto, o pouco que se sabe sobre essa criptomoeda é que será de fácil adoção e altamente centralizada.
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Alguns entusiastas do universo das criptomoedas não gostam de usar o tempo “criptomoeda” para as CDBC. Afinal, as moedas digitais surgiram justamente para eliminar o ente centralizador — no caso, um Banco Central.
Não ficou claro se a criptomoeda do Swift atuará apenas como uma maneira de otimizar as trocas entre países, assim como foi anunciado recentemente quando a instituição passou a fazer testes com blockchain.
Se sim, uma “moeda digital comum” teria os mesmos problemas do euro na Europa: economias mais frágeis poderiam sofrer sem o poder de emissão de uma moeda própria.
Além disso, vale lembrar que o bitcoin (BTC) também nasceu para ser uma moeda transfronteiriça, devido à dissociação com entidades nacionais.
Mesmo com a volatilidade intrínseca desse mercado, a maior criptomoeda do mundo já passou por diversos testes de estresse e sobreviveu a longos invernos.
Outra visão que pode trazer otimismo para uma criptomoeda do Swift é a grande adoção e boa reputação do sistema de pagamentos. São cerca de 200 países e 11.500 bancos conectados ao aplicativo.
Uma moeda centralizada em apenas uma instituição aumenta a possibilidade e chances de sanções internacionais.
No início da guerra, o órgão desligou parcialmente os pagamentos internacionais da Rússia, o que aumentou as chances de um calote internacional e desequilibrou os pagamentos em vário países — principalmente o Brasil, pela compra de fertilizantes.
*Com informações da Reuters
A cada queda mais intensa do preço do Bitcoin (BTC), surgem novos “profetas” anunciando o fim da criptomoeda. Desta vez, foi Michael Burry quem falou em uma possível “espiral da morte”.
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