Bitcoin (BTC) tem dia histórico: criptomoeda quebra novo recorde e ultrapassa US$ 109 mil
Impulsionado por adoção institucional, trégua comercial com a China e ambiente regulatório favorável, bitcoin bate máxima histórica — mas cenário ainda exige cautela dos investidores

Esta quarta-feira (21), véspera da comemoração dos 15 anos da primeira transação comercial com criptomoedas — o chamado Bitcoin Pizza Day —, entrou para a história do setor. Quatro meses após o último recorde, o bitcoin (BTC) voltou a romper barreiras e atingiu uma nova máxima histórica: US$ 109.767, segundo dados do CoinMarketCap.
Às 14h00, o BTC ainda era cotado a US$ 109.192, com alta de 3,77% nas últimas 24 horas.
Com esse avanço, a maior criptomoedas do mundo se tornou o quinto maior ativo do planeta, ao elevar seu valor de mercado para US$ 2,16 trilhões — superando a Amazon, que está avaliada atualmente em US$ 2,15 trilhões.
O recorde anterior havia sido registrado em 20 de janeiro, no dia da posse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que impulsionou o otimismo do setor com promessas de apoio às criptomoedas
A nova máxima chega cerca de um mês e meio após a mínima do ano, de US$ 76.320, registrada em 8 de abril, mesma data em que os mercados despencaram diante dos temores da disputa tarifária iniciada pelos EUA. Desde então, o BTC acumulou valorização de mais de 46%.
Uma conjuntura favorável
Desta vez, a disparada da moeda digital é atribuída a uma combinação de fatores: adoção institucional crescente, pausa de 90 dias na guerra tarifária entre EUA e China e sinais positivos no cenário regulatório.
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Além do ambiente macroeconômico favorável nos Estados Unidos, a possibilidade de cortes nos juros ainda em 2025, aliada à aprovação do Genius Act — projeto que regula o segmento de stablecoins no país — e às compras recorrentes de bitcoin por empresas e gestoras, fortaleceu o sentimento positivo.
A recente inclusão da Coinbase (COIN) no índice S&P 500 também serviu como um marco simbólico da legitimação do setor cripto.
Apesar da forte correlação com fatores macroeconômicos, há quem veja o bitcoin como uma espécie de válvula de escape ao sistema financeiro tradicional — movimento conhecido como decoupling, ou descolamento dos mercados convencionais, especialmente em momentos de tensão geopolítica ou fiscal —, fortalecendo ainda mais a criptomoeda.
- LEIA TAMBÉM: Após máxima histórica, analistas do BTG Pactual defendem que o Ibovespa ainda pode saltar até 8% – quais ações estão preparadas para aproveitar esse cenário?
Jag Kooner, chefe de derivativos da Bitfinex, acredita nesse raciocínio e afirmou ao The Block que “um fechamento decisivo acima de US$ 107 mil–US$ 108 mil nos gráficos diários pode acionar uma movimentação rumo aos US$ 114 mil–US$ 120 mil, com os mercados de opções precificando altas probabilidades de rompimento nas próximas 2 a 4 semanas”.
O mercado de criptomoedas como um todo acompanha a alta, com destaques para o ethereum (ETH), que sobe 5,11% nas últimas 24h, a solana (SOL), com alta de 5,1%, e o XRP, com ganho de 3,51%.
Confira o desempenho das dez maiores criptomoedas do mundo hoje:
| # | Nome (Símbolo) | Preço (USD) | 24h | 7d | YTD | Market Cap (USD) |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Bitcoin (BTC) | US$ 109.192,71 | 3,77% | 5,63% | 16,91% | US$ 2,17 tri |
| 2 | Ethereum (ETH) | US$ 2.588,71 | 4,55% | -0,04% | -22,29% | US$ 312,53 bi |
| 3 | Tether (USDT) | US$ 1,00 | 0,02% | 0,07% | 0,25% | US$ 151,98 bi |
| 4 | XRP (XRP) | US$ 2,41 | 3,46% | -5,17% | 16,24% | US$ 141,74 bi |
| 5 | BNB (BNB) | US$ 670,24 | 3,81% | 2,97% | -5,13% | US$ 94,43 bi |
| 6 | Solana (SOL) | US$ 173,54 | 4,80% | -1,31% | -8,30% | US$ 90,25 bi |
| 7 | USDC (USDC) | US$ 1,00 | -0,04% | -0,04% | -0,05% | US$ 61,08 bi |
| 8 | Dogecoin (DOGE) | US$ 0,24 | 7,86% | 2,77% | -26,82% | US$ 35,45 bi |
| 9 | Cardano (ADA) | US$ 0,78 | 6,68% | -3,06% | -7,84% | US$ 27,47 bi |
| 10 | TRON (TRX) | US$ 0,27 | 0,11% | -1,03% | 7,46% | US$ 25,92 bi |
Mas nem tudo são rosas para o bitcoin
Apesar do novo recorde, o clima ainda é de otimismo cauteloso. O rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s, motivado pelo crescimento da dívida federal e déficits persistentes, lança dúvidas sobre o médio prazo.
Outro ponto de atenção é a guerra comercial com a China. A trégua de 90 dias ainda é apenas temporária e, sem um novo acordo, as tarifas podem retornar ao patamar anterior de 145%.
Além disso, apenas Reino Unido e China firmaram acordos com os EUA até agora. Os demais países seguem tentando amenizar os impactos da disputa comercial com Washington.
Por fim, embora o mercado aposte em um corte de juros nos EUA a partir de setembro, o Federal Reserve, banco central norte-americano, ainda não cravou um rumo definitivo. O próprio presidente do Fed reiterou que a autoridade monetária seguirá avaliando cuidadosamente os indicadores econômicos antes de tomar qualquer decisão.
* Com informações do Money Times
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