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Exchanges e corretoras estão sujeitas às leis de cada país e a maneira de se prevenir é colocar seu dinheiro em uma wallet digital

A crise no mercado de criptomoedas não se restringe apenas ao cenário internacional terrivelmente difícil para o universo das moedas digitais. Os problemas internos das plataformas e corretoras (exchanges) também afetam as cotações à vista dos artigos criptográficos nos últimos dias.
Depois da suspensão de saques e depósitos da Celsius e a crise no fundo Three Arrows Capital (3AR), outras corretoras e plataformas também congelaram as criptomoedas dos clientes. O motivo para essa medida drástica é simples: a falta de liquidez nas negociações.
Mas como fica o investidor quando não pode negociar suas criptomoedas? Em um mercado que funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, perder uma boa oportunidade de compra ou venda pode custar alguns milhares — ou milhões — para o usuário.
A maneira de se proteger dessa situação pode parecer simples, mas não é tão fácil assim. Ao invés de deixar suas criptomoedas nas exchanges, o investidor deve optar por manter a custódia dos seus ativos em uma carteira digital (wallet) própria.
Aqui vão alguns motivos para você não usar exchanges e como criar sua própria carteira digital:
O que acontece hoje pode ser explicado como reflexo da extinção do protocolo Terra (LUNA), que retirou bilhões de dólares do mercado em formato de criptomoeda e stablecoin — em especial a TerraUSD (UST).
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Os investidores passaram a liquidar suas posições em criptomoedas devido ao pânico do mercado, o que tirou recursos de plataformas e protocolos de liquidez, que encontram dificuldades para manter suas operações. A partir daí, diversos aplicativos foram obrigados a congelar as negociações para se manter de pé.
O primeiro e mais emblemático caso foi o congelamento da Celsius, que suspendeu as negociações na plataforma de lending e staking de criptomoedas.
A Celsius ficou em foco durante muito tempo no noticiário, mas outras empresas também registraram problemas parecidos.
Na última sexta-feira (1º), a exchange Voyager Digital anunciou a suspensão de saques, depósitos e negociações em sua plataforma, após o Three Arrow dar um calote de mais de meio bilhão na corretora.
Ainda, nesta segunda-feira (04) outra exchange também anunciou a suspensão das operações. A corretora com sede em Cingapura Vauld também precisou pausar as negociações alegando falta de liquidez e “condições macroeconômicas desfavoráveis”.
Até mesmo corretoras que não tiveram suas operações paralisadas tiveram que vir a público para desmentir os rumores que correm pelo mercado.
Johnny Lyu, CEO da Kucoin, afirmou que a suspensão de negociações na exchange não passava de um boato — no jargão do mercado, FUD ou “medo, incerteza e dúvida”, na tradução.
Quem está sentindo falta de uma explicação sobre o porquê da suspensão de negociações em reais da Binance aqui no Brasil tem que olhar para o cenário local. A maior corretora do mundo não sentiu falta de liquidez mas, sim, teve problemas com o Banco Central por aqui.
Uma das métricas utilizadas pelo mercado é o número de tokens (criptomoedas) em exchanges.
Em linhas gerais, quando há um volume maior de moedas nas corretoras, os analistas esperam uma queda nos preços pela facilidade de venda e negociação desses ativos nessas plataformas.
O contrário também é verdadeiro: com um fluxo maior de criptomoedas para fora das exchanges, os investidores têm uma tendência maior de holdar (segurar) suas moedas.
Dessa forma, é possível esperar que os investidores migrem cada vez mais de plataformas centralizadas ou onde seus tokens estejam sob custódia de outros para métodos mais seguros de gestão dos seus ativos.
Se você pretende fazer staking ou lending de criptomoedas, o risco de uma plataforma congelar seus tokens sempre existe. Conhecer o projeto e ficar atento ao mercado são algumas formas de se prevenir quanto a isso.
Mas se você só quer manter a custódia dos seus investimentos, uma alternativa são as wallets, as carteiras digitais. Existem dois tipos principais:
As hot wallets são mais indicadas para o investidor que pretende negociar constantemente suas criptomoedas. Uma alternativa para manter seus tokens seguros é adicionar mais um fator de segurança no aplicativo dessas carteiras quentes — biometria, token extra de acesso, palavra-chave e por aí vai.
Algumas delas são conhecidas, como Exodus, Metamask e Jaxx Liberty — mas lembre-se de guardar suas palavras em locais seguros e prestar atenção no passo a passo.
Já as carteiras frias também podem estar no formato hard wallet, uma espécie de pen-drive maior e criptografado. Quando o usuário quer negociar os ativos em carteira, precisa conectar seu aparelho à internet antes de começar.
Além de guardar bem as suas chaves de acesso e não se conectar à links maliciosos, o investidor precisa estudar cada ativo e carteira para entender qual é o melhor para o seu perfil. Algumas wallets não tem conexão com as redes de certas criptos, o que dificulta o investimento mais diversificado.
No último Papo Cripto, José Arthur Ribeiro, CEO da corretora de criptomoedas Coinext e entrevistado desta semana, explicou os motivos para você não usar as exchanges de carteira — e a conversa completa você ouve aqui. Dê o play!
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