Têm fundos imobiliários no ‘kit Lula’: Corretora indica quatro FIIs para investir após a vitória do petista
A Toro Investimentos aponta FIIs que, na visão da corretora, fazem parte da melhor estratégia de alocação para o próximo ciclo político brasileiro

As ações do “kit Lula” já são amplamente conhecidas do mercado e avançam nesta segunda-feira (31) após o resultado das eleições. Mas o que alguns investidores ainda não sabem é que, além das empresas, alguns fundos imobiliários também podem ser beneficiados pela vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em relatório divulgado hoje, a Toro Investimentos aponta FIIs que, na visão da corretora, fazem parte da melhor estratégia de alocação para o próximo ciclo político brasileiro.
Considerando as propostas de Lula e também a postura do presidente eleito nas duas ocasiões em que esteve à frente do Planalto, o time de análises da Toro acredita que quatro fundos devem estar na sua carteira em 2023.
Pensando no equilíbrio do portfólio, dois ativos são fundos de tijolo — ou seja, cujo patrimônio está em ativos reais —, enquanto a outra metade do “kit Lula versão FIIs” investe em títulos de crédito ligados ao setor imobiliário.
Tijolo, consumo e Lula: a combinação de sucesso para 2023
Além de pertencerem ambos no segmento de tijolo, os dois primeiros fundos indicados pela Toro Investimentos têm outra característica em comum: estão, de alguma forma, ligados ao consumo.
Lula é conhecido pelas políticas de distribuição de renda e, com a expectativa de estímulo ao crédito, os analistas creem que o “segmento de shopping centers deve continuar apresentando bons resultados”.
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“Ao longo de 2022, foi possível observar os shoppings voltando a performar bem, com métricas inclusive superiores ao período pré-pandemia, em que o setor também estava aquecido”, destaca a Toro.
Para capturar esse bom momento, a corretora indica o Malls Brasil Plural (MALL11). O FII “é uma alternativa interessante para a carteira dos investidores”, comentam os analistas.
Ainda na linha de uma visão positiva para os ativos ligados ao consumo, os analistas acreditam que os fundos imobiliários de logística também podem estar bem posicionados graças à tendência de crescimento do e-commerce.
“Com o varejo digital ganhando força e as empresas brigando por fretes cada vez mais velozes, entendemos que o FII Bresco Logística (BRCO11) é uma excelente oportunidade, pois é focado em galpões logísticos de alto padrão e preferencialmente no “last-mile” (entregas próximas aos grandes centros urbanos)”, recomenda a Toro.
Vale ressaltar que o BRCO11 é o fundo imobiliário mais recomendado nas carteiras recomendadas compiladas pelo Seu Dinheiro há três meses consecutivos.
Considerando todo o ano de 2022 até agora, o FII focado na locação, compra e venda de galpões logísticos foi o mais indicado pelos especialistas em oito ocasiões.
Também tem papel na lista
A liberação de crédito melhora as perspectivas para o consumo, mas o quadro não é tão favorável do ponto de vista da inflação. Além do incremento na demanda, há dúvidas a respeito da flexibilização do teto de gastos, o que poderia impactar os preços no país.
Se concretizadas, as pressões inflacionárias adicionais são um gatilho de alta para as cotas e dividendos de fundo de papel cujo portfólio está atrelado ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
“O VBI CRI (CVBI11) é um fundo que investe em uma carteira pulverizada de CRIs e consegue ter excelentes resultados em períodos de inflação mais alta”, citam os analistas.
Nesse contexto, outra categoria de fundos de papel também pode entrar na carteira: aqueles ligados ao CDI. O cenário no qual o aperto na taxa Selic precisaria ser mantido por mais tempo beneficia fundos que apostam no indexador.
Um desses FIIs é o Kinea Rendimentos (KNCR11). Além da carteira concentrada em CDI, a Toro também destaca o baixo risco de crédito do portfólio.
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