🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

entrevista

Fusão entre Fiat e Peugeot tem objetivo de evitar o fechamento de fábricas, diz presidente da Stellantis

Operação reuniu 14 marcas sob uma única organização, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades e faturamento (antes de sinergias) de € 167 bilhões

Carlos Tavares, presidente da Stellantis. - Imagem: Groupe PSA / Reprodução / Youtube

Desde domingo, após o casamento sacramentado na véspera, Stellantis é o nome oficial do quarto maior grupo de automóveis do mundo, resultado da fusão entre a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) e a Peugeot S.A. (PSA). A operação reuniu 14 marcas sob uma única organização, com vendas de cerca de 8 milhões de unidades e faturamento (antes de sinergias) de € 167 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën são os nomes mais conhecidos do consumidor do Brasil, onde o grupo reúne três fábricas de carros - em Betim (MG), Goiana (PE) e Porto Real (RJ) -, além de uma unidade dedicada à produção de motores em Campo Largo (PR).

Em sua primeira entrevista exclusiva a um veículo de imprensa no País, o português Carlos Tavares, presidente da Stellantis, falou sobre o motivo principal por trás da fusão: a necessidade de unir forças para fazer frente aos pesados investimentos exigidos pela transição tecnológica da indústria automotiva, que, na opinião do executivo, vive o seu maior desafio de reinvenção desde o trabalho de reconstrução do pós-Segunda Guerra.

Abaixo, os principais trechos da entrevista:

Começamos o ano com o anúncio de que a Ford não vai mais produzir no Brasil. Podemos também assistir na união dos grupos FCA e PSA a uma reorganização de manufatura, com compartilhamento, por exemplo, de fábricas?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Temos na indústria do automóvel desafios importantes em termos de emissões, conectividade e condução autônoma. Todos esses desafios exigem muito investimento em tecnologia e engenharia. A melhor forma de evitar situações de prejuízo é ter uma base de volume de vendas que seja suficientemente grande para diluir todos esses custos suplementares, protegendo a rentabilidade de cada carro vendido. A fusão entre a FCA e a PSA tem como um dos seus objetivos evitar a situação triste que você citou, protegendo a nossa rentabilidade com a diluição dessas despesas numa base de vendas muito maior.

Leia Também

Existe uma necessidade de ajuste de capacidade na indústria global diante das perspectivas para o pós-pandemia?

Se a liberdade de movimento dos cidadãos não for protegida, poderemos ter uma situação em que os automóveis com alto conteúdo tecnológico e em ambientes de regulamentação muito exigente ficarão extremamente caros para uma parte da população. Obviamente, a classe média, nesta situação, não vai mais poder comprar carros novos e, se isso acontecer, haverá menos carros a serem produzidos. Se houver menos carros para produzir, obviamente precisaremos de menos fábricas, levando a situações tristes como a que você descreveu. Temos um problema a ser debatido pela sociedade a respeito da liberdade de movimento dos cidadãos, o que envolve o acesso das classes médias à compra de um veículo cujo preço pode ser muito alto se houver excesso de regulamentação. Obviamente, isso vai se traduzir em aumento do custo do automóvel.

Como vai acontecer a transição de tecnologia na Stellantis? O grupo vai buscar uma meta de 100% de eletrificação?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vamos, claro, construir essa meta ao longo dos anos. Até o fim deste ano, teremos mais dez veículos elétricos à venda (já há 29 disponíveis atualmente), e nos comprometemos a ter, até 2025, 100% de nossos modelos com, pelo menos, uma versão eletrificada. Isso está avançando bem. Temos a PSA na liderança em termos de disrupção de emissões de CO2 (dióxido de carbono) no mercado europeu, que é o mais exigente do mundo em relação à redução de emissões. A Stellantis vai ter, então, uma base tecnológica de motores elétricos e de baterias que já existe (da PSA) para todas suas marcas usarem nos mercados em que isso for demandado. Do ponto de vista dos veículos autônomos, temos do lado da FCA uma parceria com a Waymo (empresa do mesmo grupo do Google desenvolvedora da tecnologia de condução autônoma), que vai nos dar capacidade de avançar rapidamente em matéria de software de carros autônomos para aplicar também em várias marcas.

A indústria ainda vai conviver por muitas décadas com uma situação em que mercados mais desenvolvidos ou competitivos vão desenvolver e produzir carros elétricos e autônomos, enquanto carros de motor convencional a combustão interna continuarão sendo produzidos em mercados menos maduros e competitivos?

Os carros elétricos ou híbridos estão à venda. No que diz respeito ao desenvolvimento da tecnologia, ela já está disponível. O problema essencial que temos à frente é tornar essa tecnologia barata, fazer com que o custo seja reduzido para que a mobilidade de zero emissão não seja restrita a uma elite com poder de compra. Se a gente quiser provocar um impacto ambiental forte, teremos que trabalhar para reduzir custos e tornar essa tecnologia acessível a um grande número de consumidores.

Como o governo pode atuar para a tecnologia ser acessível?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Qualquer governo pode decidir hoje que, a partir de amanhã, não se vende mais carro com motor a combustão interna. Na Europa, já há países que anunciaram que a partir de 2030 não será autorizada a venda de carros a combustão interna. Quando formos comercializar esses produtos, vamos fazer a um preço que proteja a sustentabilidade da empresa, com uma certa margem a cada venda. Isso pode se traduzir em carros mais caros, inacessíveis à classe média, o que pode ter impacto forte nos volumes. É preciso coordenação entre os governos, que querem incluir rapidamente a tecnologia, e a capacidade das montadoras em reduzir custos da tecnologia de eletrificação, que são muito mais elevados do que os da tecnologia tradicional.

Considerando as transformações tecnológicas em curso na indústria e as novas soluções de mobilidade trazidas pelos aplicativos de transporte, seria exagero dizer que as montadoras enfrentam o seu maior desafio de reinvenção desde o início da produção em série?

Se a gente tomar a perspectiva de um século, talvez seja exagerado dizer isso. A Peugeot, por exemplo, foi praticamente toda destruída na Segunda Guerra. As fábricas tinham sido bombardeadas, não havia concessionárias e tudo teve que ser reconstruído. Mas certamente, nos últimos 20 ou 30 anos, é o maior desafio da indústria do automóvel. Se considerarmos o período seguinte à Segunda Guerra Mundial, podemos dizer, com alguma segurança, que estamos enfrentando o maior desafio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VOO RASANTE

Agibank emplaca IPO em Nova York com captação de US$ 240 milhões após cortar oferta pela metade, diz agência

10 de fevereiro de 2026 - 20:24

A operação acabou saindo no piso do intervalo reduzido horas antes pelo banco, a US$ 12, de acordo com a Bloomberg

DESEMPENHO OPERACIONAL

Petrobras (PETR4) confirma produção recorde em 2025; confira em detalhes os números antes do balanço

10 de fevereiro de 2026 - 19:18

Dados do quarto trimestre de 2025 servem de termômetro para o desempenho financeiro da petroleira; que será divulgado em 5 de março após o fechamento do mercado

ONDE INVESTIR

Alta renda no radar: BTG lista construtoras favoritas para 2026 e Cyrela (CYRE3) continua no topo

10 de fevereiro de 2026 - 19:15

Banco revisou estimativas para oito construtoras de média e alta renda e recomenda mais seletividade diante de juros altos e crédito restrito

MALA DE MÃO

Agibank vai à Nova York com menos bagagem: banco reduz faixa indicativa e tamanho do IPO horas antes da precificação 

10 de fevereiro de 2026 - 17:38

A faixa indicativa, que antes oscilava entre US$ 15 e US$ 18, caiu para um intervalo entre US$ 12 e US$ 13; a expectativa atual é de uma precificação no piso

BENEFÍCIO FISCAL

Braskem (BRKM5) dispara na bolsa com aprovação de urgência na Câmara para projeto que pode aumentar seu Ebitda em 50%

10 de fevereiro de 2026 - 15:24

O motivo é a aprovação de urgência para a votação de um projeto que pode elevar o Ebitda da gigante petroquímica em cerca de US$ 290 milhões em 2026 — cerca de 50% do Ebitda dos últimos 12 meses

BIG TECHS

Alphabet, dona do Google, planeja emissão histórica de títulos de 100 anos para financiar corrida pela IA

10 de fevereiro de 2026 - 15:21

Operação em libras pode ser a primeira de uma empresa de tecnologia com prazo tão longo desde os anos 1990

PEQUENO EMPREENDEDOR

O ‘reizinho dos ovos’: como um menino de apenas seis anos criou um negócio familiar para realizar o sonho de estudar

10 de fevereiro de 2026 - 14:10

Atualmente, o menino divulga os produtos na rede social Instagram, monitorada pela sua mãe

CRISE CONTINUA

Fictor: perícia encontra subsidiárias sem operação e credores pedem ampliação da recuperação judicial

10 de fevereiro de 2026 - 13:32

Entre as exigências está a apresentação de uma relação de credores mais completa, organizada por empresa, com os respectivos valores e a natureza dos créditos

PARA SAIR DO BURACO

Raízen (RAIZ4) contrata assessores para solucionar dívidas, liquidez e cortes de rating

10 de fevereiro de 2026 - 11:29

O anúncio da contratação dos escritórios vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por três empresas empresas de rating

DANO AMBIENTAL

Vale (VALE3): Justiça suspende mina após vazamento de sedimentos em MG, mas bloqueios de R$ 2,85 bilhões foram suspensos

10 de fevereiro de 2026 - 11:00

A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.

LITHIUM OPEN AIR

Explosão de powerbank em aviões: por que equipamentos eletrônicos como baterias portáteis e até um MacBook específico têm regras para ir aos céus; veja a lista do que pode e não pode

10 de fevereiro de 2026 - 10:36

A Anac define regras específicas para as baterias de lítio, que são comuns em celulares, notebooks e powerbanks

DANÇA DAS CADEIRAS

Mais uma troca no alto escalão: Gafisa (GFSA3) anuncia novo presidente do conselho; veja quem assume agora

10 de fevereiro de 2026 - 10:17

Saída de Mariana de Oliveira se soma às mudanças na diretoria executiva da construtora; entenda o movimento

APETITE RENOVADO

Antes do IPO, Aegea garante cheque de R$ 1,2 bilhão da Itaúsa e GIC — e se prepara para disputa pela Copasa

10 de fevereiro de 2026 - 9:36

Aumento de capital acontece enquanto mercado anseia por IPO e empresa avalia novos ativos de saneamento

LADEIRA ABAIXO

Fitch corta nota de crédito da Raízen (RAIZ4) pela segunda vez no mesmo dia; rating passou de B para CCC

9 de fevereiro de 2026 - 20:09

Agora, Fitch, S&P Global e Moody’s — as três principais agências de rating — rebaixaram a companhia para nível especulativo

ANOTE NA AGENDA

Dividendos ou JCP? Itaúsa (ITSA4) anuncia calendário de pagamentos de proventos em 2026; confira as datas e os valores

9 de fevereiro de 2026 - 19:56

Segundo a companhia, esses pagamentos serão realizados a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2026

PREPAREM OS BOLSOS

BB Seguridade (BBSE3) vai distribuir quase R$ 5 bilhões em dividendos após lucro recorde em 2025

9 de fevereiro de 2026 - 19:40

Na prática, cada papel BBSE3 vai receber R$ 2,54996501627 por ação, valor que será corrigido pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2025 até a data do pagamento

DEPOIS DA CRISE

O problema não é a vitrine, é o caixa: BTG Pactual entra no debate do FGC após crise do Banco Master

9 de fevereiro de 2026 - 19:03

Para o maior banco de investimentos do país, o problema não está na distribuição — mas no uso excessivo do FGC como motor de crescimento

SOB PRESSÃO

S&P Global tira grau de investimento da Raízen (RAIZ4) e alerta para risco crescente de calote em meio a dívida alta e queima de caixa

9 de fevereiro de 2026 - 18:40

Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia

BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

9 de fevereiro de 2026 - 18:13

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

SINAL DE ALERTA

O que os dividendos da Petrobras (PETR4) têm a ver com a cautela de analistas e investidores em relação à estatal

9 de fevereiro de 2026 - 18:01

O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar