ONS defende liberar mais água em 2 usinas, termelétricas e poupar reservatórios
Na semana passada, o governo emitiu alerta de emergência hídrica para os cinco Estados banhados pelos rios: MG, GO, MS, SP e PR

Para atravessar o período seco e manter a segurança do abastecimento de energia, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) quer liberar mais vazão do reservatório de Furnas e Mascarenha de Moraes e segurar água nas cabeceiras dos rios que abastecem a maioria das usinas do País nos próximos meses. O órgão defende ainda o acionamento de todo o parque de termelétricas, que geram energia mais cara, para manter a governabilidade das bacias ao longo do ano.
Mesmo com essas medidas, o ONS prevê paralisar a hidrovia Tietê Paraná em meados de julho, quando os volumes armazenados em Porto Primavera ficarão menores. Porém, a entidade avalia que a operação é a que melhor traduz o uso equilibrado das cascatas e múltiplo das águas.
Nota técnica divulgada pela entidade nesta sexta-feira, 4, aponta uma situação crítica para as hidrelétricas que têm reservatórios atendidos pelas bacias dos rios Paranaíba, Grande, Tietê e Paranapanema, no Sudeste e Centro-Oeste do País.
O plano traçado pelo ONS considera o pior cenário possível, em que as chuvas, que normalmente voltam no fim de setembro e início de outubro, somente chegariam em novembro. É com essa previsão, que pode não se concretizar, que a entidade trabalha para assegurar o abastecimento de energia no País. Assim, em qualquer cenário o abastecimento será garantido.
Se a operação for mantida sem as alterações propostas pelo ONS, haverá "perda do controle hidráulico de reservatórios da bacia do Rio Paraná" no segundo semestre. Isso significa que as usinas teriam de operar como se não tivessem reservatórios, a fio d'água, dependendo de chuvas para manter o funcionamento, arriscando inclusive paralisações.
Leia Também
Sozinha, a Bacia do Paraná responde por 53% da capacidade nacional de geração de energia do País. Hoje, o volume de água armazenada é de 28% de sua capacidade, o segundo pior nível de armazenamento dos últimos 21 anos nesta bacia.
Para evitar o colapso do sistema, o ONS propõe a adoção de ações claras, entre elas liberar mais água em Furnas e Mascarenhas de Morais, que hoje têm 37% e 55,8% de armazenamento, respectivamente, entre junho e novembro, para poupar outros reservatórios em situações mais críticas. Nesta região encontram-se as usinas como Marimbondo (6,6%), Água Vermelha (7,4%), Nova Ponte (16,2%), Emborcação (22,1%), Itumbiara (19%), São Simão (11,3%), Ilha Solteira (47,4%) e Três Irmãos (48,6%).
"Essas usinas e respectivos reservatórios são de extrema importância para a operação do Sistema Interligado Nacional (SIN), pois os recursos neles estocados são capazes de garantir energia nos períodos secos, quando não há contribuições significativas das usinas instaladas na região Norte do País", diz trecho do relatório.
Segundo o ONS, o conjunto de reservatórios localizados na bacia do rio Paraná corresponde a 76% da capacidade máxima de armazenamento do Subsistema Sudeste/Centro-Oeste e a 53% da capacidade de armazenamento de todo o SIN.
Desde a primeira quinzena de maio, a Cesp e a CTG, responsáveis pelas usinas de Jupiá e Porto Primavera, realizaram os testes de redução das defluências dessas usinas, sendo que a defluência foi de 3.700 metros cúbicos por segundo (m3/s) para 3.200 m3/s, na hidrelétrica Jupiá, e de 4.300 m3/s para 3.800 m3/s, na usina Porto Primavera, com reduções de 100 m3/s por dia.
O objetivo, porém, é recolher ainda mais água nos reservatórios de Jupiá e Porto Primavera a 2.300 metros cúbicos por segundo (m3/s) e 2.700 m3/s a partir de julho. Essa decisão será tomada gradualmente ao longo dos próximos quinze dias, após tratativas com o Ibama e a Agência Nacional de Águas (ANA), além das empresas donas das usinas, Cesp e CTG. As informações foram antecipadas pelo Estadão/Broadcast na semana passada.
O objetivo é monitorar e diminuir os impactos para o turismo, pescadores, fauna e meio ambiente. Além de medidas na região onde a crise hídrica tem mostrado efeitos mais severos, a autarquia pretende guardar mais água também na região Nordeste, e desta maneira despachar mais térmicas.
Na semana passada, o governo emitiu alerta de emergência hídrica para os cinco Estados banhados pelos rios: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná. A informação também foi antecipada pelo Broadcast.
TAG SUMMIT 2026
De olho no marco de R$ 1 trilhão, Nu Asset coloca ETFs no centro da estratégia; entenda o que está por trás da aposta
29 de setembro de 2026 - 15:49NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus