Investe em precatórios? Entenda PEC do governo que vem gerando polêmica por risco de calote
Segundo o ministro da Economia, o governo propõe um parcelamento de parte das dívidas pois não há capacidade de pagamento

“Devo, não nego, pagarei assim que puder”. A frase do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) dos precatórios — dívidas do governo reconhecidas pela Justiça — caiu como uma bomba para quem detém esses títulos.
Guedes negou, em evento nesta terça-feira (3), que o governo esteja tentando dar um calote, mas confirmou que a proposta prevê o parcelamento de dívidas superiores a R$ 450 mil. "O sapo vai ter de pular, porque não há capacidade de pagamento”, afirmou o ministro.
Já para o que ele chama de "superprecatórios" — títulos que superam os R$ 66 milhões — a intenção do governo é diluir os valores em nove parcelas anuais.
O ministro, no entanto, não deu previsões para os pagamentos: “nós achamos que todas as sentenças menores de R$ 450 mil serão pagas à vista, pelo menos nos próximos anos”.
Origem do problema
O desenho de uma nova PEC voltada para os precatórios surgiu após o governo descobrir que teria de pagar R$ 89,1 bilhões já em 2022 por causa de sentenças judiciais das quais não pode mais recorrer. O valor supera em quase R$ 35 bilhões as estimativas que a equipe econômica tinha para a despesa.
O montante comprometeria a capacidade de gastos da máquina pública e inviabilizaria, por exemplo, o lançamento de outro programa social. Às vésperas do ano eleitoral, a promessa de um novo e turbinado Bolsa Família é uma das apostas do presidente Jair Bolsonaro para a reeleição.
Leia Também
Fim da escala 6×1: nova regra pode sair do papel antes do segundo turno? Entenda em que pé está a votação
O texto da proposta ainda não está finalizado, mas Paulo Guedes participou ontem (2) de uma reunião com outros ministros e com os presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco, para tratar da PEC.
Detalhes da PEC dos precatórios
Ainda segundo o ministro, todos os títulos de até 60 salários mínimos — ou cerca de R$ 66 mil — serão pagos integralmente e de forma instantânea.
Para os “superprecatórios”, incluindo os que surgirem nos próximos anos, valerá a dinâmica de 15% do valor pago à vista, seguido de nove parcelas anuais de mesma soma.
O governo também pedirá ao Congresso a implantação de uma regra semelhante à vigente em Estados e municípios. O dispositivo limita o pagamento de sentenças judiciais a um percentual da receita corrente líquida.
Investimento em precatórios
Com o pagamento previsto na Constituição, ainda que sem um prazo determinado, os precatórios sempre atraíram a atenção de grandes investidores para as oportunidades de rendimento.
Neste tipo de aplicação, compra-se o direito de receber a dívida do credor original, que recebe os recursos na hora, mas por uma quantia inferior ao que será pago futuramente pelo governo.
Esse mercado tornou-se mais aberto a partir de 2017 após uma mudança nas normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que permitiu que o valor dos títulos fosse fracionado e vendido em cotas.
Com a nova regra, plataformas autorizadas, como a Blox, Precatórios Já e a Hurst Capital, passaram a oferecer a pessoas físicas fatias dos precatórios a preços mais acessíveis. Na Hurst, por exemplo, o valor mínimo inicial para o investimento começa em R$ 10 mil.
Por falar em investimentos, veja se vale a pena investir na Raízen (RAIZ4). Esta análise exclusiva mostra que a ação tem tudo para se VALORIZAR mais de 50%; confira o vídeo e inscreva-se no canal do Seu Dinheiro no Youtube:
*Com informações do Estadão Conteúdo e Agência Brasil
ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA
A mulher por trás da farsa da Theranos quebra o silêncio: o que esperar do documentário que revela sua versão da história?
2 de outubro de 2026 - 14:07BOLA DIVIDIDA
Lotofácil 3794 posiciona 3 ganhadores a meio caminho do primeiro milhão de reais; Mega-Sena 3065 acumula e prêmio aumenta para R$ 82 milhões
2 de outubro de 2026 - 6:28OLHO NO CALENDÁRIO
INSS e BPC/LOAS outubro 2026: veja quando os benefícios serão depositados
2 de outubro de 2026 - 5:07O FUTURO DA BOLSA
Eleições 2026: o que pode levar o Ibovespa aos 248 mil pontos — ou derrubá-lo a 165 mil, segundo a XP
1 de outubro de 2026 - 19:50AÇÃO NO EXTERIOR