Em vez de só prender os responsáveis, Lava Jato quebrou as empresas, critica o advogado criminalista Kakay, no RadioCash
O assunto no RadioCash dessa semana foi a Operação Lava Jato e seus desdobramentos; veja mais

Crítico da Lava Jato, o advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, mais conhecido como Kakay, não deixa de reconhecer o mérito da operação. Para ele, ela foi importante para desnudar “um esquema de corrupção profundo e capilarizado”, mas foram “cometidos abusos que prejudicaram (e ainda prejudicam) o país, inclusive economicamente”.
“Ao invés de fazer como todo país faz, atacar o crime e prender os responsáveis, eles quebraram as empresas”, disse Kakay em entrevista ao podcast RadioCash, da Empiricus, nesta semana apresentado pelo sócio-fundador da Vitreo, Jojo Wachsmann, e a jornalista Roberta Scrivano.
“Sem contar a Petrobras. Só o que ela teve que pagar, sendo que os elementos que subsidiaram as ações nos EUA foram fornecidos pelo Ministério Público, foi muito maior do que o que foi trazido de volta”, completou o criminalista.
Advogado de empresários, celebridades e políticos, incluindo ex-presidentes da República, Kakay diz que há comprovações de que, na verdade, a Lava Jato teria causado um prejuízo perto de R$ 172 bilhões, além de gerar “mais de 4 milhões de desempregados”, com as consequências para as empresas envolvidas.
No seu entendimento, a Lava Jato não contribuiu para a construção de um sistema anticorrupção eficaz. “Nós que criticávamos os excessos tínhamos que ouvir desse grupo que nós éramos contra o combate à corrupção. Nada. Eles são muito fracos em termos de Direito. Mas eles são muito bons de marketing, só que isso não se sustenta o tempo inteiro”, comentou, referindo-se aos responsáveis pela operação.
Leia Também
O convidado desta semana do RadioCash falou também sobre os impactos da operação nas próximas eleições presidenciais e revelou um pouco das suas preferências políticas.
Com o ex-juiz Sérgio Moro, responsável pela força-tarefa e pelos casos em primeira instância da operação, cada vez mais presente no tabuleiro político, vai ficando complicado ignorar sua influência no cenário eleitoral para o ano que vem.
Mesmo em meio à bagunça fiscal, a dificuldade do governo Bolsonaro de aprovar reformas importantes, algumas delas já praticamente prontas, e a sua inépcia no enfrentamento à pandemia, a Operação Lava Jato terá influência decisiva no próximo pleito e movimenta importantes atores da política nacional.
Kakay esteve envolvido na Ação Direta de Constitucionalidade (ADC) que derrubou a prisão em segunda instância, o que por sua vez habilitou o ex-presidente Lula a ser candidato nas próximas eleições.
Mesmo assim, o advogado nega ser petista ou lulista e atribui as críticas de que teria uma atuação politizada ao fato de que a própria atuação dos membros da força-tarefa teria motivações políticas, na sua visão.
“O que o Moro queria? Ele queria atingir o poder (...) E ele ganhou. Eu não sou petista, nem sou lulista, a minha atuação é dentro da Constituição, embora digam que eu sou advogado do Lula e tal. Veja bem: ele prendeu o principal opositor do Bolsonaro e com isso ele elegeu o Bolsonaro. Claro que isso não é o único fator, mas para mim isso é o principal fator.”
A transição para a política partidária protagonizada por alguns dos cabeças da operação é bem vista pelo advogado, já que, segundo ele, agora sim o enfrentamento se dá no espaço adequado, o que é legítimo em uma democracia.
Contudo, sua avaliação é de que pode ser difícil para o ex-juiz Sérgio Moro se tornar eleitoralmente viável: “Eu fui chamado agora pra fazer uma palestra para 60 empresários importantes de São Paulo, não tinha nenhum morista. Ninguém queria saber dele, porque todos sabem dos excessos que ele fez com as empresas.”
Kakay também trata da atuação “espetacularizada” do judiciário e como isso prejudicaria o ambiente de negócios no país: “No caso do mensalão, quando começou tudo isso, o meu cliente foi o Duda Mendonça, e ele foi absolvido. Só que durante aqueles meses de exposição massacrante, depois da absolvição dele, (nós fomos) comemorar e ele me disse que ia sair do país e abrir uma empresa em Lisboa e outra na Polônia, porque no imaginário popular ele estava condenado.”
Quer saber o que mais rolou nesse papo? Ouça abaixo a íntegra do podcast RadioCash:
NOVO OBSTÁCULO
El Niño pode atrapalhar queda da Selic em 2027 — mas há uma saída para os juros voltarem a cair, diz CEO da Bradesco Asset
29 de setembro de 2026 - 15:08ASSUNTO 'PROIBIDO'?
“Isso não ganha voto”: por que o ajuste fiscal deve ficar para depois da eleição, segundo Bruno Funchal, ex-secretário do Tesouro
29 de setembro de 2026 - 14:45CORTOU PROJEÇÕES
Maior queda do Ibovespa hoje, CSN (CSNA3) derrete 11% e divisão de mineração (CMIN3) vai junto: o que preocupa os investidores?
29 de setembro de 2026 - 13:35CHEGOU AO TST
Greve na Caixa: Justiça do Trabalho julga dissídio em meio a impasse entre banco e funcionários
29 de setembro de 2026 - 9:59PÉ NA AREIA
Lotofácil 3791 premia bolão no Nordeste; Mega-Sena corre hoje valendo R$ 52 milhões
29 de setembro de 2026 - 7:25E AGORA, PETROBRAS?
EUA podem fechar a torneira do diesel e deixar o Brasil mais vulnerável, segundo Citi; é hora de rever a carteira de BDRs?
28 de setembro de 2026 - 18:10CASAS DE APOSTAS
R$ 1,7 bilhão na mesa: bets terão de devolver dinheiro a 22,9 milhões de apostadores após MP de Lula
28 de setembro de 2026 - 17:16O PREÇO DAS ELEIÇÕES
Sem rali eleitoral? Gatilho para a bolsa brasileira fica para depois das eleições; saiba qual é, segundo o JP Morgan
28 de setembro de 2026 - 12:00INSEGURANÇA
Bets estudam medidas para tentar reverter proibição depois de MP de Lula, mas proximidade da eleição atrapalha
28 de setembro de 2026 - 10:04É BOM SABER
Milhões de brasileiros desconhecem benefício do novo RG e ficam sem acesso mais seguro ao gov.br
28 de setembro de 2026 - 9:27DANÇA DAS CADEIRAS
+Milionária acumulada promete R$ 99 milhões, mas Mega-Sena se aproxima; confira o ranking dos maiores prêmios das loterias da Caixa
28 de setembro de 2026 - 6:41NAS MÃOS ERRADAS
Fim da humanidade? Desenvolvimento da IA sem controle pode levar a um bilhão de mortes, diz Bill Gates
27 de setembro de 2026 - 17:01O QUE BOMBOU NO SD
O sumiço das LCIs e LCAs, os R$ 10 bilhões do Bradesco e os dividendos da Petrobras (PETR4): as mais lidas da semana
27 de setembro de 2026 - 15:01FIIS DE LAJES CORPORATIVAS
Locação do Esther Towers pelo Itaú Unibanco, maior da história, abre alerta; entenda o que acontece com setor de escritórios agora
27 de setembro de 2026 - 11:30ELEIÇÃO, JUROS E FISCAL
“Essa taxa se torna insustentável”: os juros que enchem o bolso do investidor podem estar virando problema para o Brasil
26 de setembro de 2026 - 17:19DESTAQUES DA BOLSA
Magazine Luiza (MGLU3) ganha fôlego e Natura (NATU3) fica na lanterna: veja os altos e baixos do Ibovespa na semana
26 de setembro de 2026 - 16:08TOUROS E URSOS
Seu próximo carro será chinês? BYD, GWM e a nova guerra do mercado automotivo
26 de setembro de 2026 - 15:00DE OLHO NAS DÍVIDAS
Desenrola 3.0: governo Lula quer renegociar até R$ 150 bilhões em dívidas — mas como vai bancar essa conta?
26 de setembro de 2026 - 11:24Conteúdo Empiricus
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
26 de setembro de 2026 - 9:00O CRONOGRAMA DO RESGATE