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Troca de presidente nos Estados Unidos, início da vacinação para covid no Brasil e comunicado do Banco Central com vocabulário novo. A semana que se encerra trouxe novidades importantes.
É bem verdade que também teve notícia velha, daquelas que encontramos todos os dias: disputas políticas entre Jair Bolsonaro e João Dória, caos nos hospitais públicos e ameaças fiscais no Brasil.
Nos mercados, o saldo da semana é negativo. O Ibovespa recuou 2,47%, para 117.380,49 pontos.
Mas, além do hard news, rolou muita discussão interessante aqui no Seu Dinheiro. Separei uma seleção de textos para você ler no fim de semana:
No documentário O Código, da Netflix, o Bill Gates mostra sua rotina. Ele acorda às 6h, trabalha muito e lê uma pilha de livros toda semana. Como assim o cara é bilionário e está ralando desse jeito?
É que o tempo é o seu ativo mais escasso - e também a única coisa que ele não pode comprar. O dia do Bill tem 24 horas, assim como o meu e o seu. E ele quer fazer um bom uso de cada segundo.
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Eu ando obcecada sobre gestão do tempo. Estou testando um app que me ajuda a planejar meus dias, mede quantas horas eu gasto em cada atividade e faz um relatório de como eu uso o meu tempo. É revelador!
No caso das finanças, o tempo é uma das variáveis importantes para acumulação de patrimônio. Simplificando a matemática financeira: o dinheiro que você acumula é resultado de aportes a determinada taxa de juro em determinado prazo.
Considerando que você não pode aumentar as horas do dia ou criar novos dias para o ano, o Bruno Mérola, analista da Empiricus e colunista do Seu Dinheiro, fez uma análise sobre qual a melhor estratégia para maximizar o seu patrimônio em determinado tempo.
É melhor você investir na sua carreira e tentar ganhar mais ao longo da vida? Ou é melhor você virar um expert dos mercados e tentar aumentar seu retorno a partir da sua renda atual? Aqui está a resposta.
O “quando” é uma questão bem relevante para a economia. Esta semana o Banco Central brasileiro decidiu pela manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 2% ao ano. Mas o que chamou a atenção dos mercados não foi a decisão. Foi o comunicado sobre ela.
Sempre que sai a Selic o BC divulga um texto chato justificando sua decisão. E todo mundo fica lendo isso para tentar entender o rumo das taxas de juros no futuro. Nas últimas decisões, o BC usava uma palavra mágica para sinalizar que o juro iria permanecer baixo por um bom tempo (é o tal do “forward guidance”). Na quarta-feira, essa palavra não apareceu no comunicado. Tã-ram!!!
É praticamente unanimidade entre os economistas que a taxa de juros deve subir no Brasil. Agora eles estão debruçados sobre a questão mais importante: quando o juro vai aumentar? O Ivan Ryngelblum traz algumas opiniões nesta reportagem.
CONTEÚDO PATROCINADO
Em vez de elucidar sobre a questão, dou a palavra ao magnata John D. Rockefeller: “o melhor negócio do mundo é uma empresa de petróleo bem administrada. O segundo melhor é uma empresa de petróleo mal administrada”.
Você pode pensar na Shell, Exxon Mobil ou talvez até na Petrobras. Mas e se eu te disser que a petroleira da vez não é nenhuma delas? A Letícia Camargo traz os detalhes sobre as oportunidades de investimento em uma petroleira pequena brasileira que despertou a atenção dos mercados. Veja mais informações.
Os FIIs viraram uma febre. A possibilidade de investir no mercado imobiliário com pouco dinheiro e sem burocracia é música para os ouvidos dos brasileiros.
Mas quem embarcou nesses fundos se deu bem? Não digo em um ano ou outro... Que tal em cinco anos? A Julia Wiltgen traz nesta matéria um levantamento sobre o retorno dos FIIs entre 2016 e 2020.
É verdade que muitos dos fundos imobiliários que estão à venda na bolsa hoje não existiam há cinco anos. Então, para falar também do passado recente, a Julia mostra o ranking dos fundos que mais renderam em 2020.
Ela também entrevistou o gestor do fundo campeão, que entregou um retorno de quase 60% aos seus cotistas no ano passado. Recomendo fortemente a leitura!
Proponho um desafio aos acadêmicos, às empresas de pesquisa ou até mesmo aos produtores do Shark Tank: que tal medir o entusiasmo de investidores nas rodadas de investimento de startups à palavra “exponencial”?
Adoraria fazer um teste A/B no qual a apresentação tivesse um power point com a palavra “exponencial” e outro sem. Será que a disposição em investir em um negócio e o valor dos aportes seria o mesmo?
Parece um detalhe bobo ou implicância da minha parte. Mas a possibilidade de crescimento exponencial muda completamente o valor de mercado de uma empresa. É aceitável pagar mais por um negócio que pode ser escalado com rapidez e baixo custo.
Quem vende já percebeu isso. Então, claro, todo mundo quer colocar o “carimbo” de exponencial no seu negócio. Mas será que todo negócio que se vende como “exponencial” faz jus ao adjetivo?
Cuidado para não comprar gato por lebre (ou seja, pagar caro demais por uma ação que não é lá tudo isso). Esse é o alerta do Richard Camargo na sua última coluna no Seu Dinheiro.
Aliás, amanhã o Richard traz mais uma provocação: será que vale a pena tentar ganhar dinheiro na corrida maluca pela próxima tecnologia do futuro? Eu já li e adorei.
#ficadica para o domingão.
Um grande abraço e ótimo fim de semana!
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