Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Os investidores agora viraram virologistas: os impactos da Ômicron sobre os mercados

Ainda não sabemos o bastante para decidir se esta é uma oportunidade de compra, mas parecemos estar mais preparados como sociedade para enfrentar o problema

30 de novembro de 2021
6:07 - atualizado às 13:30
coronavírus 2020
Imagem: Shutterstock

A recém-descoberta variante do coronavírus B.1.1.529, chamada de Ômicron pela Organização Mundial da Saúde (OMS), deixou os investidores em modo de alerta no final da semana passada, com muitas dúvidas em torno de sua velocidade de contágio, capacidade de causar doenças graves e aptidão de escapar da resposta imunológica de uma infecção ou vacinação anterior.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A cepa identificada pela primeira vez na África do Sul foi incluída na famigerada lista de "variantes preocupantes" da OMS, gerando novas inquietações de que poderia prolongar ainda mais a pandemia de Covid-19, que hoje já completa quase dois anos. Um dos fatores que chamou atenção do mercado está descrito no gráfico abaixo, que mostra como esta variante está competindo com seus pares.

De acordo com o que os dados mais recentes nos contam, a variante Ômicron tem cerca de 50 mutações, das quais mais de 30 delas estão na proteína “spike”, que permite que o vírus se ligue às células humanas (o que explicaria a imagem acima) – aliás, a própria parte do vírus que primeiro faz contato com nossas células também tem 10 mutações, o que é muito mais do que as duas da variante Delta, já de rápida propagação.

Sintomas incomuns, mas moderados

Contudo, pelo menos por enquanto, o primeiro médico sul-africano a alertar a comunidade científica sobre a Ômicron considerou seus sintomas incomuns, mas moderados.

Para ilustrar, nenhum de seus pacientes apresentou perda de paladar ou olfato, sinais característicos da doença, tendo demonstrado predominantemente apenas dores no corpo e cansaço. Outros cientistas e autoridades de saúde sul-africanos também disseram que não há sinais mais graves.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O movimento de medo do vírus não foi novidade no mês de novembro. Mesmo antes da variante, o mercado já operava em tom de cautela depois que muitos países europeus começaram a impor novamente as restrições à pandemia em resposta ao aumento dos casos de coronavírus.

Leia Também

A Áustria entrou em lockdown mais uma vez, a Alemanha flertou com outro bloqueio nacional, enquanto a Bélgica anunciou que iria fechar bares e proibir festas privadas, exceto em casamentos e funerais. Outros países como Holanda, Portugal e França também já estavam testando novas restrições antes da Ômicron.

Retardar o avanço

Agora, porém, o foco está em retardar a disseminação da variante Ômicron, que até agora foi detectada na Austrália, Bélgica, Grã-Bretanha, Canadá, Dinamarca, França, Alemanha, Hong Kong, Israel, Itália, Holanda e na Escócia.

Foi por isso que as companhias aéreas sentiram tanto na última sexta-feira (26), uma vez que mudanças repentinas nas regras de viagens podem atrasar ainda mais o retorno de lucrativas viagens de negócios internacionais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impacto inicial diluído

Bastou os mercados voltarem do fim de semana que as coisas já começaram a se diluir. Houve recuperação, ainda que modesta, em nível global dos ativos. Nota-se que o tom de cuidado ainda prevalece, mas alguns sinais fizeram com que os investidores deixassem de esboçar o mesmo medo verificado no final da semana passada.

Além dos sintomas mais leves, os testes envolvendo o Ômicron já estão em andamento entre os grandes fabricantes, com vários deles dizendo que levaria cerca de duas semanas para estabelecer se a nova variante tornava seus disparos menos eficazes.

Adicionalmente, o ministro da saúde da África do Sul disse que espera que as vacinas atuais ainda ofereçam proteção contra doenças graves e morte por Ômicron, embora possam ser menos eficazes na prevenção de infecções e doenças mais brandas.

Caso isso não aconteça, a Pfizer disse que seriam capazes de adaptar suas vacinas em até seis semanas e enviar os lotes iniciais em no máximo 100 dias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro fator novo são os medicamentos, dado que o molnupiravir da Pfizer e da Merck visam partes do vírus que não são alteradas no Ômicron e podem ser ainda mais importantes se a imunidade natural e induzida pela vacina estiver ameaçada. Sem falar então nos anticorpos já presentes em boa parte da população depois de uma pandemia deste tamanho como a que vivemos.

O principal é a vacinação

Não poderia deixar de falar do principal. Hoje, o percentual da população mundial que já recebeu pelo menos uma dose da vacina está em 54%, liderada pelos Emirados Árabes Unidos, Cingapura e Chile.

O Brasil não decepciona, com mais de 75% da população com pelo menos uma dose, graças a nossa ampla e crescente cobertura vacinal, inclusive para a população mais jovem. O percentual totalmente imunizado é de 63%, devendo crescer para pelo menos algo próximo de 70% até o fim de 2021.

Cenários possíveis

Nessa dinâmica, o susto de sexta-feira com a Ômicron teria soado como um alarme falso. O banco de investimentos Goldman Sachs, por exemplo, listou três cenários sobre os efeitos da nova variante sobre o crescimento global:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  1. Negativo: o crescimento global para 22 é reduzido em 0,4%, mas isso volta em 2023;
  2. Neutro ou “alarme falso”: a Ômicron se espalha menos rapidamente do que a Delta e não tem efeitos significativos no crescimento global e na inflação
  3. Positivo: a variante é ligeiramente mais transmissível, mas causa doença muito menos grave, proporcionando uma redução líquida na carga de doenças e propiciando um crescimento global mais alto.

Se o segundo ou o terceiro cenário se materializar, a variante Ômicron pode ser uma oportunidade de compra. Isso porque a forte onda de vendas que atingiu os mercados globais na sexta-feira está diminuindo, com as ações se recuperando na segunda-feira.

Vale ressaltar, entretanto, que ainda não é possível concluir que tudo não foi uma reação exagerada, muito mais instintiva devido à falta de informações disponíveis sobre a nova variante.

Informações ainda são insuficientes

Ainda não sabemos o suficiente para decidir se esta é uma oportunidade de compra. Mesmo assim, entendo que, pelos fatores ilustrados no início do texto, estamos muito mais preparados como sociedade a enfrentar este tipo de problema.

As novas ondas recentes, por exemplo, tanto na Índia como da variante Delta, não foram suficientemente preocupantes para causar um estrago permanente nos mercados. Hoje, a relação entre infecção e hospitalização/fatalidade foi amplamente quebrada, e essa é a grande bola para ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda assim, precisamos estar preparados para fazer "tudo e qualquer coisa" para combater a variante. Informações mais definitivas estarão disponíveis em cerca de duas semanas, mas é importante observar que outras "variantes preocupantes", como a Beta da África do Sul, a Delta da Índia ou a Gamma do Brasil, ainda serão riscos para 2022. Por isso, é provável que haja volatilidade à medida que mais detalhes sobre a Ômicron surjam.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como surfar pela renda fixa, o preço do petróleo, e o que mais move os mercados hoje

9 de abril de 2026 - 8:27

Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Quebrando a criptografia do pessimismo incondicional

8 de abril de 2026 - 20:05

Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As novas fronteiras do Nubank e o cessar-fogo nos mercados: tudo o que você precisa saber antes de investir hoje

8 de abril de 2026 - 8:49

A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A normalização da inflação e dos juros, o recorde de pedidos de RJ, mudanças na Petrobras (PETR4), e o que mais afeta a bolsa hoje

7 de abril de 2026 - 8:53

Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Entre a crise geopolítica e a rigidez inflacionária: volta ao normal no Brasil é adiada em um mundo fragmentado

7 de abril de 2026 - 7:17

Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia