O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Está escrito entre as máximas do templo do Oráculo de Delfos: “nada em excesso”. É uma ode à prudência e à moderação.
Há algo curioso, no entanto, sobre essa defesa. Na conversa que tivemos com Eduardo Giannetti na semana passada, naquilo que será o próximo episódio do podcast RadioCash (vai ao ar amanhã), ele identifica uma circularidade na proposição: devemos ser moderados inclusive quanto ao princípio de sermos sempre moderados. Há situações específicas em que precisamos abandonar o comedimento e lançarmo-nos ao arrojo. Nadar em mar aberto se faz necessário. O rompante de criatividade, aquele momento de iluminação que desafia a racionalidade estrita, conduz à evolução.
A arte, que também poderia ser chamada de sensibilidade ou capacidade de julgamento, está justamente em saber identificar os momentos adequados para transgredir a prescrição de prudência. Quando tocar a bola de lado, quando driblar? Quando trocar bolas do fundo de quadra, quando subir à rede no tênis?
Desafios impostos à intuição e ao conhecimento tácito. Claro que a técnica e a ciência podem ajudar. Mas, como construímos, estamos falando de situações extraordinárias para irromper contra a racionalidade, precisamos de algo além.
George Soros insiste em respeitar o mercado. Ele rebate a ideia de que é um investidor contrarian. Na verdade, segundo afirma, 80% do tempo ele está com o consenso. A tendência é sua amiga. Mas, naqueles raros momentos em que você identifica uma oportunidade, você precisa ir na jugular. O leão espera, pacientemente, o instante preciso para abocanhar a zebra; até que ele ataca.
Há muito risco em não arriscar. Se apenas aguardar, continuará com fome. A paciência sobre um momento ideal para avançar sem riscos se transforma em “Esperando Godot”. A situação realmente ideal não existe, porque ela habita o mundo das ideias. Só nos resta o mundo real, onde convivemos com vícios e virtudes, risco e retorno, incerteza e potencial, mazelas e qualidades.
Leia Também
A Empiricus existe há 11 anos e meio. Não me lembro de um início de maio em que não tenham me perguntado: “E aí, Felipe, devo vender em maio e ir embora?”, em referência, claro, ao ditado americano “sell in May and go away”. Por conta das férias no hemisfério norte, as Bolsas globais entrariam num período sazonalmente ruim, de baixa atividade. Supostamente, teríamos quatro meses negativos.
Se fosse fácil, não seria difícil. Há mais mistérios entre o “sell” e a Terra do que julga nossa vã filosofia. Decisões de compra e venda não deveriam se apoiar em critérios assim. Também aqui existe uma circularidade no raciocínio.
Ora, se sabemos que o mês de maio é sazonalmente ruim, já venderemos ao final de abril — afinal, por que esperar a queda? Então, a pressão vendedora já começaria dias antes. Mas, daí, os demais participantes do mercado perceberiam a iminente pressão vendedora ao final de abril. Logo, já começariam a vender antes, talvez em meados de abril. E haveria uma outra classe de participantes que venderia ainda antes. E outra que… Bom, você entendeu… O movimento seria tal que chegaríamos no mês de maio do ano anterior.
Pela eficiência de mercado, se há algum padrão sazonal nas séries financeiras, ele não pode ser assim tão facilmente identificado, porque seria arbitrado.
Não se trata apenas de uma abordagem inócua. Sua adoção não seria somente neutra. Ela pode ser destruidora de valor. Não ter mapa é sempre melhor do que dispor de um mapa errado.
A economia global oferece sinais sucessivos e contundentes de uma recuperação acima das projeções iniciais. Saímos de um mundo de baixo crescimento e de baixa inflação, de anos e anos na chamada “estagnação secular”, para um novo regime, de mais crescimento e mais inflação. Isso é bom para ativos nominais, bom para as ações, para os imóveis, para as commodities, que, por sua vez, ajudam mercados emergentes. O Citi já fala em minério de ferro a US$ 200 por tonelada.
As big techs americanas acabam de soltar resultados muito vigorosos, acima das expectativas e capazes de descartar qualquer suposição de uma bolha irrestrita em Wall Street (pode haver casos isolados de sobreapreçamento excessivo, mas não é algo sistêmico). Buffett manifesta seu arrependimento por ter vendido Apple.
Enquanto isso, os bancos centrais parecem ter mudado sua função de preferências e, dentro do escopo da Regra de Taylor, ponderam maiores preocupações com crescimento e menores com inflação. Ou seja, os juros devem continuar baixos por muito tempo, sob movimentos ainda intensos de compra de ativos. Segue o mundo de muita liquidez.
Internamente, se mantivermos o atual ritmo, devemos vacinar o grupo prioritário até o final de junho. Se repetirmos o padrão internacional de “pent-up demand” (demanda reprimida), a recuperação da economia doméstica pode oferecer resultados importantes. Tudo isso em valuations para cíclicos domésticos que parecem bastante atrativos.
Depois da confusão do Orçamento “inexequível”, parece termos mudado um pouco a pauta. Agora, se fala em reforma tributária, reforma administrativa e privatização da Eletrobras e dos Correios. Não tenhamos expectativas ingênuas. Muita coisa aí não vai passar. Mas metade já seria bem bom. Dado que o Brasil é o país da mediocridade e da nota 5, faz sentido.
E vale lembrar que ações são ativos reais e deveriam andar nominalmente. A Bolsa está há um ano e meio mais ou menos parada, com a inflação caminhando para patamares mais altos — isso porque ainda foi sustentada por alta vigorosa de empresas de commodities, cujas receitas estão em dólares. Os domésticos estão amassados.
Talvez a prescrição correta para maio seja um homônimo homófono: céu in May. Mas aprecie com moderação.
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa
Conheça a história da Gelato Borelli, com faturamento de R$ 500 milhões por ano e 240 lojas no país
Existem muitos “segredos” que eu gostaria de sair contando por aí, especialmente para quem está começando uma nova fase da vida, como a chegada de um filho
Cerveja alemã passa a ser produzida no Brasil, mas mantém a tradição
Reinvestir os dividendos recebidos pode dobrar o seu patrimônio ao longo do tempo. Mas cuidado, essa estratégia não serve para qualquer empresa
Antes de sair reinvestindo dividendos de qualquer ação, é importante esclarecer que a estratégia de reinvestimento só deve ser aplicada em teses com boas perspectivas de retorno
Saiba como analisar as classificações de risco das agências de rating diante de tantas empresas em dificuldades e fazer as melhores escolhas com o seu dinheiro
Em meio a ruídos geopolíticos e fiscais, uma provocação: e se o maior risco ainda nem estiver no radar do mercado?
A fintech Nubank tem desenvolvido sua operação de telefonia, que já está aparecendo nos números do setor; entenda também o que esperar dos mercados hoje, após o anúncio de cessar-fogo na guerra do Oriente Médio
Sem previsibilidade na economia, é difícil saber quais os próximos passos do Banco Central, que mal começou um ciclo de cortes da Selic
Há risco de pressão adicional sobre as contas públicas brasileiras, aumento das expectativas de inflação e maior dificuldade no cumprimento das metas fiscais
O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo
Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras