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Bolsonaro diz que governo está na iminência de mandar a reforma administrativa

Presidente disse que a proposta ainda pode passar por novas alterações ao longo da semana

17 de fevereiro de 2020
18:18
Presidente da República, Jair Bolsonaro.
Imagem: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 17, que a reforma administrativa está na "iminência" de ser enviada ao Congresso. De acordo com Bolsonaro, uma nova versão do texto deve ser apresentada a ele amanhã.

"Estamos na iminência de mandar a reforma administrativa. Não vai atingir os já servidores. Não vai ser mexido nada no tocante a eles. (Estamos) ultimando, né. Sempre tem um acerto, um pequeno acerto a mais pra fazer. Amanhã a previsão é, à tarde, eu ser apresentado à nova proposta", disse o presidente ao chegar no Palácio da Alvorada, no final do dia.

Bolsonaro reclamou da demora no encaminhamento do texto, mas disse que a proposta da reforma administrativa ainda pode passar por novas alterações ao longo da semana. "Espero que esta semana nasça essa criança aí, que está demorando muito para nascer. Está parecendo filhote de elefante, não é dois anos de gestação de elefante?", disse.

Sobre a garantia de estabilidade a determinadas de carreiras, ele falou que algumas delas serão propostas pelo governo e outras poderão ser avaliadas pelo Legislativo. Bolsonaro não quis citar exemplos.

"Vamos ter algumas (categorias), que serão propostas por nós, e depois o Legislativo pode alterar e propor outras. Grande parte, quem faz as reformas, como sempre foi, a palavra final é do Legislativo, ainda mais PEC (Proposta de Emenda à Constituição), ele decidiram, promulgam."

Maia retruca estratégia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou não ver necessidade da aprovação da reforma administrativa para o governo federal abrir novos concursos públicos. Uma coisa, disse o parlamentar, não depende da outra para sua efetividade.

Conforme o Estado revelou nesta segunda-feira, 17, o aval a novos concursos públicos virou moeda de troca do governo para pressionar o Congresso a aprovar a reforma administrativa. A equipe econômica decidiu segurar os processos seletivos até a nova proposta ser chancelada pelos parlamentares.

"Não sei se é necessário", disse Maia ao chegar na Câmara quando foi perguntado sobre a "moeda de troca". "O governo vai mandar uma reforma para os novos servidores. Eu não sei onde é que tem conflito em melhorar a qualidade do serviço público, acho que se valoriza os próprios servidores públicos que já estão na administração pública. Não vejo nenhuma relação de uma coisa com a outra."

*Com Estadão Conteúdo.

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