🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Recuperação da estatal

Lucro da Petrobras salta 55,7% em 2019 e chega a R$ 40,1 bilhões, impulsionado pela venda de ativos

A Petrobras fechou 2019 com o maior lucro líquido anual de sua história, sustentada pelos fortes desinvestimentos e ganhos de eficiência na extração de petróleo — fatores que compensaram os menores preços da commodity no exterior

Victor Aguiar
Victor Aguiar
19 de fevereiro de 2020
21:24 - atualizado às 22:34
Petrobras petr4
Petrobras - Imagem: Shutterstock

Desde o início da gestão Roberto Castello Branco, a Petrobras deixou claro que tinha dois objetivos a serem perseguidos no curto e médio prazo: reduzir seu tamanho e tornar-se mais eficiente. E os esforços empreendidos para atingir essas metas foram sentidos no balanço da estatal em 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A companhia fechou o ano passado com um lucro líquido atribuído aos acionistas de R$ 40,1 bilhões, uma alta de 55,7% em relação ao resultado de 2018. Trata-se do maior lucro anual já reportado pela Petrobras — um número que, em grande parte, se deve ao processo acelerado de venda de ativos e aos menores custos nas operações.

O salto no lucro chama ainda mais a atenção quando olhamos para a linha da receita líquida, que fechou 2019 em R$ 302,2 bilhões — uma queda de 2,6% na comparação com 2018. Afinal, as cotações do petróleo caíram ao longo do ano passado, o que, obviamente, impacta o valor das vendas da commodity.

Um outro indicador do aumento da eficiência da Petrobras é o Ebitda, ou seja, o lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização. Em 2019, a linha chegou a R$ 129,2 bilhões, avançando 12,5% na base anual.

Ao longo do ano passado, a Petrobras fez dois grandes desinvestimentos: vendeu 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) por R$ 33,5 bilhões, e se desfez de 30% da BR Distribuidora por meio de uma oferta de ações, levantando mais R$ 8,56 bilhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outras operações de menor porte também foram concluídas em 2019, com a venda de participações em ativos de produção e exploração de petróleo — um processo que encheu os cofres da estatal e, consequentemente, reduziu seu endividamento.

Leia Também

"Estamos num negócio com horizonte de longo prazo, em que temos os desafios de mitigar os efeitos negativos dos muitos erros cometidos no passado, cuidar do curto prazo e nos prepararmos para as próximas décadas", escreveu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, em mensagem aos acionistas.

E o trimestre?

Considerando apenas o quarto trimestre de 2019, a Petrobras reportou uma queda de 10,3% no lucro líquido na base anual, para R$ 8,15 bilhões, em meio aos maiores impairments — uma espécie de 'efeito deterioração' a ser lançado nos registros contábeis.

A receita líquida, por outro lado, cresceu 6,1% na mesma base de comparação, para R$ 81,8 bilhões. O Ebitda também melhorou nos três últimos meses de 2019, chegando a R$ 36,5 bilhões — uma alta de 12,1% em relação ao quarto trimestre de 2018, dados os menores custos de produção no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ganhos de eficiência

Os menores preços internacionais do petróleo foram compensados pela Petrobras com ganhos de eficiência na extração da commodity.

Considerando apenas as atividades que não têm participação governamental, o custo de extração ficou em US$ 9,62 por barril de óleo equivalente (boe) em 2019, uma queda de 11,7% em relação a 2018.

Ao olharmos apenas para a região do pré-sal, a joia da coroa da Petrobras, vemos uma redução ainda maior: o custo médio para exploração em 2019 foi de US$ 5,61 por boe — uma queda de 14% em um ano.

Os dados do quarto trimestre também apontam para esse ganho de eficiência: entre outubro e dezembro do ano passado, os custos de exploração foram de US$ 8,22 por barril equivalente, queda de 19,8% ante o mesmo período de 2018; no pré-sal, a redução foi de 20,2%, para US$ 5,02.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estabilidade na dívida

Em termos de endividamento, a Petrobras não conseguiu fazer grandes evoluções nos três últimos meses de 2019. A dívida líquida da estatal somava R$ 317,8 bilhões ao fim de dezembro, cifra 1,2% maior que a reportada ao término do terceiro trimestre do ano passado.

Apesar disso, a alavancagem da companhia — isto é, a relação entre dívida líquida e Ebitda nos últimos doze meses — caiu mais um pouco: saiu de 2,58 vezes em setembro para 2,46 vezes em dezembro. A meta da estatal é atingir uma alavancagem de 1,5 vez ainda em 2020.

Essa relativa estabilidade nas métricas de endividamento está relacionada ao desfecho do leilão do pré-sal, realizado em novembro. Na ocasião, a Petrobras arrematou 90% do campo de Búzios e 100% do campo de Itaipu, por R$ 63,1 bilhões.

Como a estatal possuía um crédito de R$ 34,1 bilhões a ser recebido da União, referente ao ressarcimento da revisão do contrato da cessão onerosa, o saldo líquido ficou negativo em R$ 29 bilhões. E boa parte dessa cifra foi paga com a geração de caixa no quarto trimestre, que somou R$ 30,7 bilhões no período.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, quase sem conseguir reforçar o caixa no quarto trimestre, já que boa parte dos recursos gerados foram usados para pagar o compromisso com a União, a Petrobras não conseguiu dar continuidade à tendência de queda na alavancagem vista no passado recente — um efeito que já era esperado pelo mercado.

Dividendos

Considerando os resultados de 2019, a Petrobras distribuiu aos acionistas, sob a forma de dividendos e juros sobre o capital próprio, o montante de R$ 10,6 bilhões — ou R$ 0,73 por ação ordinária (PETR3) e R$ 0,92 por papel preferencial (PETR4).

A reação dos investidores internacionais ao balanço da estatal foi positiva: por volta de 21h15 (horário de Brasília), os recibos de ações (ADRs) da Petrobras operavam em alta de 0,67% no after market da NYSE — uma espécie de prorrogação do pregão regular da bolsa americana.

A Petrobras realiza nesta quinta-feira (20) as teleconferências com analistas e investidores, tanto em português (10h) quanto em inglês (11h30).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEPOIS DA OPA

Sabesp (SBSP3) reforça aposta na Emae e desembolsa R$ 171,6 milhões por nova fatia

13 de março de 2026 - 10:32

Negócio envolve fundo que detém mais de 23% das ações ordinárias da geradora de energia; veja os detalhes da transação

SINAL DE ALERTA

Oncoclínicas (ONCO3) à beira de um calote? Por que a Fitch rebaixou o rating da empresa pela 2ª vez no mês

13 de março de 2026 - 9:54

Agência vê risco de inadimplência restrita após empresa iniciar negociações com credores para prorrogar pagamentos de dívida

JÁ NÃO ESTÁ BARATO

Voar vai ficar (ainda) mais caro: alta do petróleo afeta passagens aéreas, diz presidente da Gol (GOLL54)

13 de março de 2026 - 9:34

O presidente-executivo da companhia aérea Gol (GOLL54), Celso Ferrer, afirmou que alta do petróleo deve ser repassado aos preços das passagens

MAIS PROVENTOS

Privatização no horizonte e dinheiro no bolso: Copasa (CSMG3) aprova novo JCP aos acionistas; veja quem tem direito ao pagamento

13 de março de 2026 - 8:30

Companhia distribuirá R$ 177,6 milhões em proventos referentes ao primeiro trimestre de 2026. Saiba quando a remuneração vai pingar na conta

NOVA FASE

Magazine Luiza (MGLU3) inicia novo ciclo e quer acelerar o e-commerce — mas ainda se recusa a entrar na guerra de Shopee e Mercado Livre

12 de março de 2026 - 19:05

Empresa inicia ciclo focado em inteligência artificial. Intenção é acelerar no e-commerce, mas sem comprar briga por preços

BALANÇO

Selic ainda aperta o Magazine Luiza (MGLU3): lucro cai 55% no 4T25 com pressão das despesas financeiras; lojas físicas seguram vendas

12 de março de 2026 - 19:01

O Magazine Luiza reportou lucro líquido de R$ 131,6 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 55% na comparação anual, pressionado pelo avanço das despesas financeiras em meio aos juros elevados

REESTRUTURAÇÕES EM ALTA

Quando a conta chega: por que gigantes como Raízen, Oi, GPA e Americanas recorreram à recuperação para reorganizar bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 18:01

As maiores reestruturações da história recente ajudam a explicar como o ambiente financeiro mais duro tem afetado até grandes companhias brasileiras

MINERAÇÃO

CSN (CSNA3) despenca após resultado, com queima de caixa e dívida ainda maior: China e até guerra afetam a companhia

12 de março de 2026 - 15:40

A CSN reiterou seus esforços de melhorar a estrutura de capital e reduzir a alavancagem financeira daqui para a frente, mas esse caminho não será fácil

NA MODA

O que Safra e BB Investimentos viram na Lojas Renner (LREN3)? Veja por que a ação pode subir até 40%

12 de março de 2026 - 15:15

“A recuperação de sua divisão de mercadorias continua sendo sustentada por melhorias nas estratégias de precificação, maior assertividade nas coleções e gestão de estoques mais eficiente”, destacaram os analistas do Safra

BRIGA DE GIGANTES

A ameaça da Shopee: Mercado Livre (MELI34) é rebaixado pelo JP Morgan por preocupações com a concorrência, e ações caem

12 de março de 2026 - 12:45

O banco defende que o Mercado Livre ainda é considerado uma boa tese de longo prazo, mas não deve refletir suas qualidades nos preços da ação em 2026

CENÁRIO INCERTO

Casas Bahia (BHIA3) virou a página da sua dívida, mas cenário ainda é preocupante: entenda o que mexe com a empresa agora

12 de março de 2026 - 12:15

A Casas Bahia finalmente conseguiu virar a página de sua crise financeira, que a levou a pedir recuperação extrajudicial em 2024,? A resposta não é tão simples.

NA CORDA BAMBA

CSN (CSNA3) volta ao vermelho no 4T25 e prejuízo dispara 748% em um ano. O que pesou no balanço?

12 de março de 2026 - 10:01

Resultado negativo chega a R$ 721 milhões no quarto trimestre, enquanto empresa tenta reorganizar dívidas

VAI PAGAR?

Raízen (RAIZ4): S&P Global rebaixa rating para ‘calote seletivo’ após pedido de recuperação de R$ 65 bilhões em dívidas

12 de março de 2026 - 9:43

O plano da Raízen poderá envolver uma série de medidas, como uma capitalização pelos seus acionistas e a conversão de parte das dívidas em participação acionária

RESULTADO

Casas Bahia (BHIA3) corta prejuízo em 82% no 4T25, mas ainda amarga perda bilionária no ano; veja os destaques do balanço

12 de março de 2026 - 7:57

Receita cresce, margens avançam e varejista ganha participação de mercado em meio a avanços no plano de reestruturação

DEPOIS DA RE

Nada é tão ruim que não possa piorar: Citi abandona ações do GPA (PCAR3) e Fitch corta rating

11 de março de 2026 - 19:47

O banco tinha recomendação de venda para o papel, enquanto a agência de classificação de risco rebaixou a nota de crédito da varejista em moeda local de CCC para C

CRESCIMENTO ESTRUTURAL

Já deu para a WEG (WEGE3)? Por que analistas veem menos gatilhos para a ação no curto prazo mesmo com tese positiva

11 de março de 2026 - 19:23

Itaú BBA e Santander mantêm visão positiva para a empresa, citando o ciclo global de investimentos em redes elétricas, mas apontam riscos e pressões no horizonte mais próximo

SD ENTREVISTA

Espaçolaser (ESPA3) tem lucro maior no 4T25, vê ano de virada e quer estar pronta para a volta das small caps na bolsa, diz CFO

11 de março de 2026 - 19:07

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Fabio Itikawa diz que empresa entra em 2026 mais eficiente, menos alavancada e pronta para atrair investidores

VAI PINGAR NA CONTA?

Dividendos extraordinários da Vale (VALE3) vêm aí — mas há condição para o pagamento aos acionistas

11 de março de 2026 - 18:45

A companhia é afetada pelos desdobramentos do conflito no Oriente Médio, com custos do combustível e de frete na linha de frente dos impactos

AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE

Cobrança de R$ 170 milhões da Casas Bahia empurrou o Grupo Pão de Açúcar para a recuperação judicial; entenda a discussão entre as ex-parceiras

11 de março de 2026 - 17:33

“Hoje, na data do protocolo deste procedimento, a companhia não tem condições de realizar o pagamento sem interromper as suas operações”, disse o Pão de Açúcar

VACAS MAGRAS

Além do Oriente Médio, EUA e China também afetam os frigoríficos e até o preço da carne do seu churrasco

11 de março de 2026 - 15:07

Situação dos rebanhos nos EUA e tarifas da China também afetam o cenário para a carne bovina; JBS, MBRF e Minerva podem sofrer, e, em 2026, o seu churrasco deve ficar ainda mais caro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar