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2020-08-31T21:22:32-03:00
Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
de olho no balanço

Com ajuda de crédito fiscal, Lojas Renner tem lucro líquido de R$ 818,1 mi no 2º tri, salto de 254,6%

Desconsiderando o efeito fiscal, a empresa teve prejuízo de R$ 228 milhões. A receita líquida com a venda de mercadorias tombou 73,3% em um ano, para R$ 539,6 milhões

31 de agosto de 2020
20:31 - atualizado às 21:22
Lojas Renner
Lojas Renner - Imagem: Estadão Conteúdo/Itaci Batista

A Lojas Renner divulgou nesta segunda-feira (31) que registrou um lucro líquido de R$ 818,1 milhões no segundo trimestre de 2020, em alta de 254,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na ocasião, o lucro foi de R$ 230,7 milhões.

O resultado se deveu à recuperação do crédito fiscal no período, no valor de R$ 1 bilhão, informou a Lojas Renner.

Sem esse efeito fiscal, a empresa teve prejuízo de R$ 228 milhões. Este resultado é explicado pelo Ebitda do varejo, que subiu 32,1% para R$ 455,3 milhões, mas que, com o crédito excluído, seria negativo em R$ 280,2 milhões.

O crescimento das despesas com depreciações, consequência dos ativos fixos e investimentos realizados em períodos anteriores, também pesou sobre o resultado trimestral.

A receita líquida com a venda de mercadorias tombou 73,3% em um ano, para R$ 539,6 milhões.

O indicador de vendas mesmas lojas (SSS) da empresa caiu 74,1% no período, refletindo o fechamento de 100% dos estabelecimentos da Renner em meio à pandemia. As lojas passaram a ser reabertas em 24 de abril e, ao fim do trimestre, 69% delas estavam abertas.

No trimestre, as vendas digitais subiram 121,8% na base anual, atingindo 36% das vendas totais. Já em julho e agosto, meses referentes ao terceiro trimestre, a Lojas Renner disse que as vendas digitais avançaram 239% e 206%, respectivamente.

O Ebitda Ajustado atingiu R$ 508,1 milhões, um avanço de 16,6% na mesma base de comparação.

Caixa e Ebitda

A Lojas Renner encerrou o segundo trimestre do ano com alavancagem (relação dívida líquida/Ebitda ajustado) de 0,61x, frente à alavancagem de 0,47x de há um ano.

O endividamento líquido da companhia encerrou o segundo trimestre em R$ 1,1 bilhão, alta de 29,8% em um ano, disse a empresa.

O caixa e equivalentes de caixa e aplicações financeiras chegou a R$ 2,3 bilhões. O fluxo de caixa operacional foi de R$ 1 bilhão no período, enquanto o fluxo de caixa livre foi negativo em R$ 88,1 milhões.

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