🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

AS APOSTAS DE 2020

S&P 500 pode subir mais 7% em 2020, e petróleo pode ir além dos US$ 70, diz veterano de Wall Street

Para Byron Wien, vice-presidente da Blackstone, que possui US$ 554 bilhões sob gestão, pagamento de dividendos altos vai dar novo fôlego aos preços das ações americanas.

Bruna Furlani
Bruna Furlani
10 de janeiro de 2020
9:44 - atualizado às 17:58
Byron Wien, vice-presidente da empresa Blackstone Private Wealth Solutions, que tem US$ 554 bilhões sob gestão. Imagem: Divulgação/Blackstone

Depois de crescer mais de 30% em 2019, há quem diga que o S&P 500 não vai parar por aí. Entre os defensores dessa tese está o bilionário e vice-presidente da empresa Blackstone Private Wealth Solutions, Byron Wien, que tem US$ 554 bilhões sob gestão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo ele, o S&P 500 pode ultrapassar os 3.500 pontos em 2020, o que representaria uma alta de 7% em relação ao fechamento da última quinta-feira (9).

Uma das razões para o otimismo é que o dividend yield das ações que compõem o índice está mais alto do que o retorno dos títulos do Tesouro americano com vencimento de dois anos. O dividend yield é o indicador que mostra quanto do valor de uma ação retorna para o acionista na forma de proventos.

Segundo ele, isso pode ajudar a trazer mais um impulso ao mercado de capitais.

Mas Wien faz uma ponderação: tanto o lucro das companhias como as margens operacionais atingiram o topo e agora estão caindo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Por essa razão, estamos otimistas com a alta do índice, mas não pensamos que há espaço para ir além dos 3.500 pontos."

Leia Também

E não é só isso. Outro ativo que pode subir mais é o petróleo. Wien acredita que as tensões entre Estados Unidos e Irã podem fazer com que a cotação do petróleo WTI vá além dos US$ 70 o barril. A última vez em que isso ocorreu foi em outubro de 2018, quando a commodity bateu a casa dos US$ 71,92.

Segundo Wien, o clima de tensão entre Estados Unidos e Irã pode levar ao fechamento de um dos pontos mais importantes de passagem para o fornecimento global de petróleo, o Estreito de Hormuz, o que pode impactar na cotação da commodity.

As duas apostas - petróleo e S&P - fazem parte da lista de surpresas de Wien para 2020. Uma carta é preparada pelo investidor todos os anos. Em 2019, o veterano de Wall Street acertou oito dos dez palpites que deu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olho na economia americana

Apesar da possibilidade de subida do S&P em 2020, o ataque norte-americano que levou à morte do general iraniano Qassem Soleimani deve pesar ainda mais para os mercados neste ano. E isso pode impedir maiores altas do principal índice da bolsa americana.

Wien destaca que, se os Estados Unidos entrarem em guerra com os iranianos, os americanos podem reduzir o consumo, o que pode fazer com que a economia precise de mais alguns estímulos para não desacelerar.

Sobre a política monetária, Wien espera que o banco central americano (Fed) corte os juros mais duas vezes ao longo do ano, mesmo que a instituição tenha sinalizado que deve optar pela estabilidade. Com isso, a taxa de juros americana deve terminar 2020 próxima de 1%. Atualmente, ela está entre 1,5% e 1,75%.

Além do perigo de uma possível guerra com o Irã, a falta de medidas mais concretas para a fase 2 do acordo entre Estados Unidos e China assustam o bilionário. A primeira fase deve ser assinada na próxima semana.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A China não vai desistir de adquirir propriedades intelectuais de empresas americanas e isso pode fazer com que fique cada vez mais difícil chegar a um acordo definitivo."

Diante desse cenário, o veterano de Wall Street diz que o presidente americano Donald Trump deve tentar mais uma vez usar a sua autoridade e poder para estimular o crescimento e afastar a possibilidade de uma recessão.

Para contornar a situação, Wien espera que Trump volte a reduzir os impostos cobrados das empresas para impulsionar o emprego e colocar mais dinheiro nas mãos dos consumidores.

Empresas americanas

Apesar dos estímulos tributários e das novidades apresentadas, as ações de gigantes de tecnologia como Facebook, Amazon, Alphabet e Netflix (FAANGs) não tiveram um bom ano e acumularam desempenho inferior ao S&P ao longo de 2019.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E para 2020, a projeção não é muito melhor. "As empresas de tecnologia devem enfrentar problemas por conta de cunho mais social e político por conta de investigações do governo", aponta o veterano de Wall Street.

Mas não são só elas que podem ser impactadas negativamente neste ano. Na carta, Wien se mostrou mais cético com relação ao lançamento de protótipos de carros autônomos.

"Uma série de acidentes envolvendo veículos experimentais pode fazer com que grandes companhias voltem atrás e anunciem uma pausa no desenvolvimento de tecnologias voltadas para os carros autônomos", destaca.

Fora do setor de tecnologia, a questão muda um pouco. Na opinião de Wien, uma das beneficiadas pode ser a Boeing. Os problemas envolvendo o modelo 737 MAX da companhia devem ser resolvidos, e as entregas da aeronave devem ser retomadas neste ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O modelo tem grandes chances de se tornar conhecido ao redor do mundo ao permitir que companhias aéreas tenham uma operação mais eficiente e aumentem o seu lucro. As ações da companhia devem melhorar em 2020."

Economia mundial também exigirá atenção

E a situação complicada do ponto de vista econômico não é exclusividade dos Estados Unidos. A expectativa de Wien é que a economia na zona do euro também permaneça em desaceleração e que os mercados europeus (fora o Reino Unido) tenham performances inferiores aos mercados norte-americano e asiáticos em 2020.

Entre os motivos para o melhor desempenho do Reino Unido estão o estabelecimento de um acordo seguro em que o conjunto de países deve sair como o grande vencedor em seu "divórcio" com a União Europeia.

Segundo Wien, o Reino Unido pode se beneficiar de um longo período de transição e por isso, o especialista espera que o crescimento econômico por lá exceda os 2%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A razão, segundo ele, é que haverá aumento de investimentos externos diante de um cenário menos nebuloso para os investidores que acreditam no conjunto de países.

Os erros e acertos de Byron Wien em 2019

Brexit

Apesar de estar mais positivo com a economia do Reino Unido agora, Wien errou no ano passado ao dizer que não seria aprovado algum acordo com relação ao Brexit.

Ouro

Outro ponto que o especialista não acertou foi sobre o ouro. Ao apostar na melhora dos mercados norte-americanos, Wien preferiu não recomendar investimentos em metais como o ouro.

Na avaliação dele, a commodity teria caído US$ 1.000, enquanto o mercado de ações tanto nos Estados Unidos quanto fora teria melhorado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Alta do S&P 500

Não é à toa que entre as apostas de Wien estavam uma alta de 15% para o S&P 500, que no fim do ano passado subiu mais de 30%.

O bilionário acreditava que o crescimento mais fraco da economia mundial incentivaria o Fed, o banco central dos EUA, a não promover mais aumentos na taxa de juros durante o ano.

Diante desse cenário, Wien esperava que o valor de mercado das empresas voltasse a ficar atrativo depois de um ano ruim para as bolsas americanas, em que todas terminaram no vermelho, no pior resultado em uma década.

A volta dos emergentes (e do Brasil)

Outro acerto do veterano de Wall Street foi sobre os emergentes. Um ano atrás, Wien previu que o Brasil voltaria a ser uma das apostas entre os emergentes, ainda que o gringo não tenha vindo com força para o país.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na época, ele destacou que o Brasil voltava a chamar atenção diante da ascensão de um governo mais conservador. Na visão dele, o preço das ações por aqui também estava bem atrativo, se comparado aos anos anteriores e aos mercados mais desenvolvidos.

Wien disse também que a contínua expansão da classe média em países como China e Brasil incentivaria o aumento da renda e a confiança do consumidor.

Uma carteira internacional

Mesmo diante de erros e acertos sobre o comportamento da economia no ano passado, Wien preferiu manter a carteira que havia recomendado em 2019 para investidores que estiverem dispostos a receber maior retorno e consequentemente, dispostos a correr maior risco.

Na hora de escolher, o especialista voltou a não apostar no ouro e preferiu separar 10% do patrimônio para investir em ativos de mercados emergentes. A justificativa é que eles têm maior potencial de crescimento, o que poderia oferecer retornos mais atrativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro detalhe é que a aposta em ativos de mercados europeus ficou em apenas 5%, por conta da expectativa de desaceleração da economia. No caso dos ativos japoneses, a alocação foi semelhante. Na visão de Byron, há melhores oportunidades em outras bolsas que não a japonesa.

Com perspectivas mais negativas para Europa e Ásia, a maior aposta de Wien continua sendo no mercado norte-americano. O veterano de Wall Street alocou cerca de 15% da carteira em ativos dos Estados Unidos.

Já o resto da alocação da carteira foi em ações de multinacionais (empresas de grande porte e bastante líquidas), hedge funds, investimentos no mercado imobiliário e fundos de private equity.

Há também aplicações em commodities agrícolas e recursos naturais, assim como outras formas não muito convencionais de investimento em renda fixa, como em dívidas de mercados emergentes. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PRÓXIMA PARADA, PÁSCOA

Março sem descanso? Confira quando acontecem os próximos feriados, pontos facultativos e datas comemorativas de 2026

2 de março de 2026 - 11:27

Confira o calendário de feriados de 2026 para se programar e aproveitar para descansar durante o ano

É MUITO MILHÃO

R$ 160 milhões: Mega-Sena entra em março com maior prêmio em disputa, mas Quina acumulada rouba a cena hoje entre as loterias da Caixa

2 de março de 2026 - 7:14

Como a Mega-Sena só corre amanhã, a Quina e a Lotomania são as loterias da Caixa com os maiores prêmios em jogo na noite desta segunda-feira (2); confira os valores em jogo.

ESTÁ CHEGANDO A HORA

Calendário do PIS/Pasep março de 2026: confira quando o abono cai na conta

2 de março de 2026 - 6:06

Pagamentos do abono salarial aos beneficiários do PIS e do Pasep em 2026 seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto

ESTIMATIVA

Conta dos 5 maiores bancos com capitalização do FGC pode se aproximar de R$ 30 bi

1 de março de 2026 - 18:15

Com patrimônio de cerca de R$ 125 bilhões, o FGC pode ter de usar ao menos R$ 52 bilhões com Banco Master, Will Bank e Banco Pleno, o que indicaria necessidade de recapitalização

BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família março de 2026: veja quando começam os pagamentos e quem pode receber o benefício

1 de março de 2026 - 12:45

Pagamentos do Bolsa Família começam em 18 de março e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

INVESTIDORES OPINAM

Eleições de 2026: pesquisa do BTG mostra ações favoritas em cenários com Lula ou Flávio Bolsonaro

1 de março de 2026 - 12:00

Levantamento feito durante a CEO Conference indica preferência por exportadoras em caso de reeleição de Lula e por financeiras e estatais em eventual vitória da oposição

CALENDÁRIO BPC

BPC/LOAS começa a ser pago amanhã (2): confira o calendário do benefício de um salário-mínimo

1 de março de 2026 - 11:11

Benefício assistencial começa na segunda-feira (2), seguindo o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC

ALÉM DAS PISTAS

De ‘filho do dono’ a ativo milionário: Primeiro brasileiro na Fórmula 1 desde Massa movimenta milhões de dólares; veja valores e os salários de seus adversários na temporada

1 de março de 2026 - 8:16

Saiba quanto ganham os principais pilotos da F1 em meio a salários, bônus e patrocínios

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para março de 2026

28 de fevereiro de 2026 - 14:06

Confira datas oficiais de pagamento dos benefícios sociais em março de 2026

BALANÇO DO MÊS

Rali do Ibovespa continua em fevereiro, mas Tesouro Direto acelera e coloca a renda fixa no páreo — na outra ponta, Bitcoin derrete quase 20%

27 de fevereiro de 2026 - 19:01

Bolsa brasileira diminui o ritmo em fevereiro, enquanto a renda fixa se valoriza diante da perspectiva de queda dos juros, e o Bitcoin segue em queda livre

MENOS DENTES, MAIS DINHEIRO

A inflação da fada do dente: uma moedinha já não é mais suficiente

27 de fevereiro de 2026 - 15:30

Crianças norte-americanas estão ‘cobrando’ dos pais uma média de US$ 5,84 por dente de leite, alta de 17% em relação ao ano passado

OLHOS NA SALA

Aspirador de pó espião? Homem assume controle acidental de milhares de equipamentos e expõe risco à privacidade

27 de fevereiro de 2026 - 15:17

Falha em sistema permitiu acesso remoto a mais de 7 mil aparelhos conectados dentro de residências

TRANSIÇÃO CONCLUÍDA

Gás do Povo: Governo prepara-se para implementar fase final do programa sucessor do Auxílio Gás

27 de fevereiro de 2026 - 14:28

Gás do Povo substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

INCENTIVO PARA ESTUDANTES

Calendário do Pé-de-Meia março 2026: veja quando o governo paga os incentivos do ensino médio

27 de fevereiro de 2026 - 10:20

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano

CAÇADORES DE PECHINCHAS

Receita Federal realiza leilão com iPhones baratos e carros a partir de R$ 6 mil; veja como participar

27 de fevereiro de 2026 - 10:18

O certame, marcado para 13 de março, reúne 223 lotes de produtos que vão de eletrônicos a joias, com preços abaixo do mercado

ARRUMANDO A CASA

Vale (VALE3) reforça capital e enxuga estrutura. O que está por trás do movimento de R$ 500 milhões?

27 de fevereiro de 2026 - 9:34

Mineradora capitaliza reservas e incorpora duas empresass em meio a questionamentos do mercado sobre o fôlego das ações VALE3

BRILHOU SOZINHA MAIS UMA VEZ

Lotofácil 3622 paga prêmio milionário em capital; Mega-Sena acumula pelo oitavo sorteio seguido e valor em jogo vai a R$ 145 milhões

27 de fevereiro de 2026 - 6:57

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.

‘NO PRECINHO’

Considerada a capital Nacional do Doce, essa cidade já foi uma das mais ricas do Brasil e hoje é a mais barata para se comprar um imóvel

26 de fevereiro de 2026 - 15:36

Uma cidade do interior do Rio Grande do Sul foi considerada uma das cidades mais baratas para se comprar imóveis residenciais

ALÉM DA ORLA

Longe da praia, este é o bairro com o aluguel mais caro do país — e fica ao lado de um dos parques mais visitados da América Latina

26 de fevereiro de 2026 - 15:08

Levantamento aponta mudança no mapa das regiões mais valorizadas do Brasil e revela disparada de preços em área nobre de São Paulo

TOUROS E URSOS #260

Dólar abaixo de R$ 5, juros em queda e Ibovespa caro: esta é a visão da Legacy para 2026

26 de fevereiro de 2026 - 12:45

Pedro Jobim, economista-chefe e sócio-fundador da Legacy Capital é o convidado desta semana no podcast Touros e Ursos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar