Menu
2020-01-21T19:03:06-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Levantamento

Fontes de renda extra e foco na casa própria: como as classes C e D poupam e organizam as finanças

De acordo com pesquisa feita para o Seu Dinheiro, um terço das pessoas de classes C e D trabalha a mais quando precisa de dinheiro, e apenas 29% conseguem poupar; principal objetivo financeiro é a casa própria.

22 de janeiro de 2020
5:30 - atualizado às 19:03
Homem mexe em calculadora
Imagem: Shutterstock

Os mais pobres investem? Se sim, em quais aplicações financeiras e com quais objetivos?

Já falamos aqui no Seu Dinheiro que investimento não é só "coisa de rico". Afinal, hoje em dia, com R$ 30 você já pode começar a investir no Tesouro Direto ou num fundo Tesouro Selic sem taxa, obtendo um retorno maior que a poupança.

  • CONVITE ESPECIAL. Você não precisa esperar décadas de trabalho para se aposentar. Veja como desfrutar da sua liberdade financeira ainda jovem. Saiba mais.

Além disso, já existem fundos disponíveis para qualquer investidor em plataformas de investimento com aplicações mínimas a partir de R$ 100, e contas de pagamento que remuneram a 100% do CDI depósitos de qualquer valor.

Mesmo assim, para investir é preciso poupar, e para boa parte das classes C e D é difícil fazer sobrar alguma coisa.

A pedido do Seu Dinheiro, a Superdigital - banco digital do Santander - fez um levantamento para mostrar se e como as classes C e D investem. Entre os dias 12 e 14 de dezembro de 2019, a fintech ouviu 1.188 dos seus clientes que se enquadram nessas faixas de renda, em todas as regiões do Brasil.

A pesquisa mostrou que apenas 29% deles gasta menos do que ganha. Quase 40% costumam ficar no zero a zero, 10% estão desempregados, e o restante gasta mais do que ganha.

Ainda assim, quando sobra algum dinheiro, a maioria (33%) diz que opta por comprar algo para si ou para a sua família em vez de poupar. Outros 26% deixam o dinheiro parado na conta e 11% guardam dinheiro em casa - sem qualquer correção, o que significa que os recursos ficam perdendo para a inflação. Só 8% disseram investir as sobras, eventuais ou não.

A falta de conhecimento sobre investimentos financeiros também fica clara na pesquisa: 59% das pessoas que já investiram alguma vez optaram pela caderneta de poupança. O Tesouro Direto aparece em segundo lugar com apenas 4% das respostas.

Engana-se, porém, quem pensa que as classes C e D desconhecem totalmente outras modalidades de investimento ou estão alheias às novas tecnologias. Pelo menos 2% dos respondentes disseram investir em ações, e outros 2% disseram comprar criptomoedas.

Em entrevista recente ao Seu Dinheiro, o CEO da Superdigital, Felipe Castiglia, contou que a fintech pensa em lançar neste ano um investimento voltado para esse público, uma vez que já detectou que muitos clientes usam a conta ou mesmo os cartões virtuais para guardar dinheiro.

Casa própria é o principal objetivo

Perguntados sobre o principal objetivo para o qual guardam ou gostariam de guardar dinheiro, a maioria dos respondentes (37%) disseram “a casa própria”. Os objetivos de viajar (15%) e comprar um veículo (13,5%) apareceram em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Se falta dinheiro, trabalha-se mais

Na nossa conversa recente, Castiglia também me contou que a Superdigital vem detectando que seus clientes de classes C e D frequentemente têm mais de uma fonte de renda.

Por exemplo, um salário fixo de um emprego formal e uma renda variável complementar, como comissões de vendas diretas ou pagamentos pelos serviços de Uber ou entregas por aplicativo.

“Uma boa parte dos nossos clientes trabalha mais quando o dinheiro acaba”, diz Castiglia. Ele ressalta que a inclusão digital dessa população hoje em dia é muito forte, pois a internet lhes permite acessar produtos e serviços mais baratos, além de conseguir fontes de renda extra.

Tal realidade aparece nos dados da pesquisa: 29% dos respondentes disseram que “trabalham dobrado” quando precisam de dinheiro, enquanto 30% disseram usar o cartão de crédito e 20% disseram pedir dinheiro emprestado para família e amigos.

A opção de trabalhar a mais de certa forma evita o endividamento. Já a opção do cartão de crédito pode ser perigosa para a saúde financeira, já que se trata de uma das linhas de crédito mais caras, caso a fatura não seja paga integralmente.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Seu Dinheiro na sua noite

O pior pregão desde o ‘Joesley Day’

Se o ano no Brasil só começa mesmo depois do Carnaval, 2020 resolveu chegar logo com uma voadora no peito dos brasileiros. Enquanto nós descansávamos ou curtíamos a folia, os mercados no exterior amargavam fortes perdas diante do agravamento da disseminação do coronavírus fora da China, notadamente na Itália. Pois bem, após a batucada pela […]

Gigante de tecnologia

Microsoft revê projeção trimestral e cita impactos do coronavírus

Empresa de tecnologia vive uma demora maior do que a esperada para a volta ao normal das operações em suas cadeias de suprimento

Caos na bolsa

Pressionado pelo coronavírus, Ibovespa cai 7% e tem o pior pregão desde o Joesley Day

O Ibovespa perdeu quase oito mil pontos nesta quarta-feira, impactado por um forte movimento de correção por causa da disparada de casos do coronavírus fora da China — todas as ações do índice fecharam em queda. Já o dólar à vista subiu a R$ 4,44, cravando mais um recorde nominal de encerramento

Mais uma polêmica

Vídeo de Eduardo Bolsonaro defendendo Orçamento impositivo circula pelo WhasApp

Vídeo mostra a fala do parlamentar no plenário da Câmara, no dia 26 de março do ano passado

Surto mundial

Por coronavírus, Costa Cruzeiros amplia medida de segurança em seus navios; Nestlé aconselha funcionários a não viajarem

Entre as providências está a proibição da entrada de pessoas que tenham viajado para países e regiões afetadas pela doença

FORA DO AR

Investidores da XP relatam problemas para acessar home broker nesta quarta-feira

Ao ser procurada, a assessoria de imprensa informou que “a plataforma apresentou lentidão para alguns clientes no início da tarde desta quarta-feira”

Medida do BC

Moody’s: diminuição de compulsório para depósitos a prazo é positiva

Para a agência, os gigantes do mercado são os mais beneficiados, por deterem 72% de todos os depósitos a prazo no Brasil

CDS no radar

Risco-país do Brasil tem novo dia de alta e vai a 106 pontos

Desde o começo de fevereiro o CDS vinha sendo negociado abaixo dos 100 pontos

CRIPTOMOEDAS

Criptomoedas ainda mantêm um papel limitado como forma de proteção, para analistas do JPMorgan

Apesar da baixa correlação das criptomoedas com ativos tradicionais, analistas do banco acreditam que elas ainda não podem servir como hedge da carteira

Gastos no exterior

Compras com cartão no exterior serão cobradas conforme a taxa de câmbio do dia

Opção estará disponível a consumidores a partir de 1º de março e já estava autorizada pelo BC desde 2016; atualmente, valor a ser pago na fatura é definido dez dias antes do fechamento

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements