Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-05-06T08:49:46-03:00
Estadão Conteúdo
Economia

FGV prevê queda de 8% na produção industrial

O setor pode regredir quase duas décadas em termos de produção e voltar ao nível de 2003.

6 de maio de 2020
8:49
Instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na cidade de Volta Redonda
Imagem: Marcos Arcoverde/Estadão Conteúdo

Com a economia paralisada por conta da pandemia do novo coronavírus, a expectativa é que a produção industrial este ano caia 8,2%, segundo estimativa de pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), feita a pedido do jornal O Estado de S. Paulo. Se o cenário se concretizar, o setor pode regredir quase duas décadas em termos de produção e voltar ao nível de 2003.

Assim, se o cenário de queda de produção de 8,2% para este ano se concretizar, será o pior resultado da série da PIM, iniciada em 2002, empatando com o resultado de 2015, quando o País entrou em recessão.

Na terça-feira, 5, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial caiu 9,1% em março, na comparação com fevereiro - o pior resultado para o mês desde 2002, pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM).

Como os efeitos do isolamento social, necessário para achatar a curva de contágio do novo coronavírus, foram mais fortes a partir de abril, a queda da produção da indústria deve ter sido pior no mês passado, lembra a economista Luana Miranda, pesquisadora de Economia Aplicada do Ibre.

"Vai ser uma recuperação bastante dolorosa para a indústria, que já vinha de dois anos de recessão, após o desastre com o rompimento da barragem em Brumadinho (em 2019) e as perdas no setor de transformação, por conta da crise econômica na Argentina, principal destino de manufaturados brasileiros", diz Luana.

Rafael Cagnin, economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), avalia que é preciso trabalhar com um cenário de recuperação lenta e fraca da indústria após a pandemia. "A gente pode ter períodos intermitentes de isolamento social, com desemprego alto e falência de empresas. O que estamos vendo na indústria é um momento parecido com o da greve dos caminhoneiros, em 2018, só que mais imprevisível."

Quando considerado o Produto Interno Bruto (PIB) industrial, que leva em conta mais setores da indústria do que a PIM, a expectativa de queda é menor, mas ainda assim expressiva: de 7% este ano ante 2019, segundo projeção da consultoria MacroSector para o jornal O Estado de S. Paulo.

Não houve uma queda dessa magnitude desde 1990, época do confisco da poupança pelo plano Collor, quando a taxa caiu 8,2%.

Antes da pandemia a expectativa era de aumento de 2% do PIB industrial, após uma alta de 0,5% no ano passado.

"Se nada for feito, a indústria brasileira vai ser minúscula daqui a alguns anos. Ela já praticamente não consegue competir com os equivalentes internacionais. Faltam planejamento e liderança para uma virada de jogo", avalia Fábio Silveira, sócio-diretor da MacroSector.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Queridinha dos brasileiros

Poupança fará um retorno triunfal? Auxílio emergencial e Selic em alta ajudam e saldo da caderneta é positivo pelo 4º mês seguido

No ano passado, a aplicação já havia sido favorecida pelo pagamento do auxílio e registrou dez meses seguidos de depósitos líquidos

FECHAMENTO DO DIA

Ações da Petrobras decolam, mas Brasília trava o caminho e Ibovespa fecha em queda; dólar sobe a R$ 5,2106

Nem mesmo a forte alta da Petrobras livrou o Ibovespa de um dia de perdas. Mais uma vez, o fator Brasília falou mais alto

Vídeos

Apple ou Amazon? As principais Big Techs entregam resultados expressivos no segundo trimestre

Na semana passada, uma “enxurrada” de empresas americanas ligadas à tecnologia foram a mercado para divulgar o resultado do segundo trimestre. O analista da Empiricus, Enzo Pacheco, separou aqui as cinco melhores para analisar se vale a pena ou não investir nelas.

Antiga InfraCo

Unidade de fibra ótica da Oi (OIBR3) muda de nome para V.tal e sonha com IPO

O novo ativo já nasce com a maior infraestrutura de fibra ótica do Brasil e deve receber cerca de R$ 30 bilhões em investimentos nos próximos quatro anos

sinal verde

Câmara aprova texto-base de projeto que abre caminho para venda dos Correios; veja os próximos passos para a privatização

Aprovação do projeto representa uma vitória para a agenda de privatizações do governo Bolsonaro, mas acontece sob críticas da oposição

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies