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O melhor do Seu Dinheiro
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
2020-12-18T09:40:57-03:00
Tudo que vai mexer com seu dinheiro hoje

Poder e dilemas de uma sigla

18 de dezembro de 2020
9:40
O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Andrei Morais/Seu Dinheiro

A esta altura do campeonato você já deve estar familiarizado com a sigla ESG. 

Recém incorporada ao vocabulário do mercado financeiro, ela agrega temas relativos a meio ambiente, ações sociais e governança corporativa e se tornou uma nova, e importante, métrica para análise de empresas. Cada vez mais consumidores e investidores estão exigindo responsabilidade das corporações nestas três áreas.

Não basta mais ter um bom perfil financeiro e operações em ordem, é preciso também estar alinhado com práticas ESG. Quem não está corre o risco de ver os investimentos diminuírem, ou de enfrentar dificuldades na hora de pegar dinheiro emprestado. 

Mas entre a teoria e a prática existe uma grande distância. Vamos olhar para a letra “E” da sigla. Como exigir que empresas cujas operações necessariamente geram poluição se enquadrem nos ditames que envolvem a parte de meio ambiente?

Todos queremos reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa. Só que nossos carros são movidos a combustíveis fósseis. O plástico, onipresente em nossas vidas, é produzido a partir do petróleo, esse grande poluidor. Devemos (ou melhor, podemos) parar de investir em petroleiras e fabricantes de produtos químicos? 

Em sua tradicional coluna de sexta-feira, Ruy Hungria aborda essa questão pegando a Eneva como exemplo. Ela é uma companhia que atua na geração de energia por meio de termelétricas, uma matriz altamente poluente. Sob a perspectiva do ESG, a tese de investimento dela estaria com os seus dias contados. 

Só que as termelétricas garantem que a gente não enfrente uma nova crise de apagão, como ocorreu em 2001.

E aí, o que fazer? Não deixe de conferir a coluna de hoje.

O que você precisa saber hoje

MERCADOS

O Ibovespa fechou ontem em alta de 0,46%, aos 118.400 pontos, puxado pela valorização das commodities e a perspectiva da aprovação de um pacote de estímulos de US$ 900 bilhões nos Estados Unidos, o que animou as bolsas globais. O dólar caiu 0,5%, para R$ 5,07. 

O que mexe com os mercados hoje? Lá fora, as bolsas internacionais operam com um fôlego mais limitado nesta sexta-feira, pesando a preocupação com a segunda onda e a possibilidade de um novo pacote de estímulos nos Estados Unidos. No Brasil, o Banco Central realiza nova intervenção no câmbio, o que pode segurar o dólar em dia de cautela.

EMPRESAS

A Petrobras assinou ontem um contrato para a venda de sua participação em 14 campos terrestres de exploração e produção no Polo Recôncavo, localizado na Bahia, para a 3R Petroleum Óleo e Gás, por US$ 250 milhões.

A Petrobras também informou ontem que resolveu pendências jurídicas que tinha com a Petros, fundo de pensão de seus funcionários, e com a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Em um dos casos, a empresa terá de fazer um pagamento de R$ 4,5 bilhões.

 Ao menos cinco empresas anunciaram ontem o pagamento de juros sobre capital próprio, incluindo Petz e Raia Drogasil. Veja os valores e condições da operação de cada companhia.

ECONOMIA

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou ontem os detalhes da sexta rodada de concessão aeroportuária para 22 aeroportos. A agência marcou para 1º de abril a data para a entrega das propostas e 7 de abril para o leilão. 

 O Congresso Nacional aprovou ontem a abertura de um crédito suplementar de R$ 3,303 bilhões no Orçamento, com parte do valor destinado para o pagamento de compromissos do Brasil com organismos multilaterais. Sem o dinheiro, o governo ficará inadimplente e perderá o direito de voto em diversos órgãos, incluindo a Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Brasil registrou 1.092 novas mortes por covid-19 nas últimas 24 horas, segundo atualização divulgada ontem pelo Ministério da Saúde. O último dia em que foram registrados mais de 1 mil óbitos foi no dia 30 de setembro.

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