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Estratégia de comprar e manter ações é válida, mas para sempre? Se o relacionamento estiver ruim, separe-se.

Não case com suas ações. André Barros explica o momento certo de se desfazer delas

10 de junho de 2020
11:07 - atualizado às 14:38
Imagem: Shutterstock

Esta semana quero trazer a você um ponto interessante relacionado à uma das estratégias de investimentos em ações.

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Talvez seja a mais tradicional, e aquela que gera bons resultados para quem a implementa de forma correta.

Estou falando do “Buy and Hold” ou, em língua portuguesa, “Compre e Mantenha”.

É uma estratégia que busca empresas com boa relação de preço e valor e, preferencialmente, que sejam pagadoras de dividendos.

A partir disso, constrói-se um portfólio em que o tempo seja seu principal aliado, levando as ações ao longo do tempo e fazendo aportes neste período que você mantém a carteira.

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De fato: se você olhar o histórico da maioria dos mercados acionários verá que, ao longo de anos e décadas, a evolução ocorre.

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Eu costumo dizer que não é uma linha reta, existe uma volatilidade natural, mas o longo prazo premia aqueles detentores de paciência.

O ponto que gostaria de chamar atenção do “Buy and Hold” está ligado às simplificações que nós fazemos.

Quando eu vejo o nome da estratégia, a minha primeira tradução literal é “compro, espero e vou carregar as posições pelo resto da vida”.

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Ou, pelo menos, por muitas décadas ou muitos anos. No entanto, existe uma armadilha aí…

A armadilha da manutenção

Tomemos como exemplo um grande investidor, Warren Buffett. Se você acompanhar o seu portfólio de ações, excluindo as seguradoras da holding, existe movimentação.

Em outras palavras, tirando ações que permanecem por décadas, como as da Coca-Cola, ele mantém as posições enquanto estão atrativas e interessantes.

Recentemente, vimos Buffett sair das posições de companhias aéreas e, se formos analisar em uma perspectiva temporal, foi uma presença curta.

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Fato análogo ocorreu com as ações de bancos que Buffett havia comprado na época da crise de 2008.

Isso nos chama a atenção para o ponto de “comprar e esperar para sempre”: o longo prazo é para os pacientes, não para os que ficam parados.

A melhor banda de todos os tempos da última semana

Lembro agora de um outro fato interessante, exemplo que uso nos treinamentos e cursos que faço.

Neste link explico melhor as 3 Regras para fazer Trades Rápidos com Ações Alpha. Este método é fundamental para qualquer nível de investidor da Bolsa.

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Foi feito um comparativo com as 500 maiores empresas dos EUA, em uma pesquisa realizada pela revista americana Fortune.

O pesquisador comparou a lista de 1955 com a classificação que saiu em 2015, 60 anos depois. O que ele percebeu é surpreendente: 90% das empresas saíram do grupo das 500 maiores.

O que aconteceu com elas? Grande parte simplesmente perdeu relevância, algumas foram compradas e outras deixaram de existir.

Não precisamos ir muito longe: aqui no Brasil mesmo você provavelmente deve lembrar de uma série de empresas que eram líderes de mercado e que, muitas vezes, nem a marca prevalece mais.

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Outras foram incorporadas, como a Sadia, que hoje faz parte do grupo BRF.

A mensagem central é: nossas posições precisam ser revisadas com o tempo.

As empresas mudam, o cenário econômico se altera, tudo está em constante transformação.

Mesmo se você seguir uma estratégia de se manter posicionado ao longo do tempo fazendo aportes adicionais, lembre-se de sempre revisar essa lista de ações.

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Vou encerrar com a frase de Vinícius de Moraes: “que o amor seja eterno enquanto dure”.

É assim que você deveria encarar suas posições: eternas enquanto o valor estiver presente.

Esta é a importância de revisarmos sempre nossa carteira.

E eu estou aqui para ajudar você com isso.

Vamos juntos?

Aproveito para convidar você a participar de uma reorganização financeira de perder o fôlego com a Dara Chapman. O link para inscrição é este (gratuito).

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