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Para a gestora de Rogério Xavier, o cenário para o Brasil é “claramente negativo”, diante do alto endividamento e do ambiente político conturbado
O Banco Central errou ao baixar a taxa básica de juros a níveis tão baixos, e o nível da Selic que pode ser alcançado não será sustentável por muito tempo. A avaliação é da gestora SPX Capital, de Rogério Xavier.
“Teremos que reverter esse movimento em breve”, escreveu a gestora em sua carta mensal aos investidores. Embora acredite que a Selic terá de subir, a SPX informou que tem apostas relevantes no mercado de juros.
A gestora segue vendida nas moedas de países de emergentes. Embora não especifique se o real ainda está entre elas, deixa a entender que sim.
Na bolsa, a SPX possui posições compradas nos setores de consumo básico, saúde, tecnologia e algumas empresas defensivas do setor industrial e vendidas em índices e setores mais frágeis como varejo, energia e automotivo.
Toda a exposição em ações da gestora está no exterior. “Em relação à bolsa brasileira, estamos sem alocações direcionais relevantes.”
Para a gestora de Rogério Xavier, o cenário para o Brasil é “claramente negativo”, diante do alto endividamento e do ambiente político conturbado.
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“O ponto de partida frágil do Brasil sendo impactado pela tempestade perfeita nos leva a ter uma grande incerteza em relação à solvência de médio prazo do país, o que certamente põe peso no câmbio e na política monetária.” – SPX Capital
A gestora não coloca o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em seu cenário central. Mas avalia que, um eventual agravamento do cenário político pesará nas contas públicas, já que poderia levar a um aumento de programas de transferência de renda.
No mês passado, o fundo SPX Nimitz rendeu 1,26%, contra 0,28% do CDI, o indicador de referência. Em 2020, o retorno acumulado do fundo está em 2,81%, mais que o dobro dos 1,30% do CDI.
Leia aqui a íntegra da carta da gestora.
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