Menu
2020-02-25T17:09:17-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
AVERSÃO AO RISCO

‘Índice do medo’ dispara mais de 46% em meio a movimento de aversão ao risco no mundo

Seguindo na mesma direção, o ouro também apresentou alta na tarde desta segunda-feira por conta do movimento de busca por proteção

24 de fevereiro de 2020
16:18 - atualizado às 17:09
Vírus coronavírus China Ibovespa
Imagem: Shutterstock

De olho na velocidade de propagação acelerada do novo tipo de coronavírus na Itália e em outros países como Irã e Coreia do Sul, os investidores acenderam o alerta e ficaram mais cautelosos. Hoje (24), o índice que mede "o medo" do investidor e a sensibilidade do mercado por meio das opções do S&P 500, o VIX, subiu 46,55% e terminou o pregão cotado em 25,03 pontos.

Na máxima intradiária, o indicador chegou a bater a casa dos 26,35 pontos. O índice não ultrapassava a barreira dos 20 pontos desde outubro de 2018 no auge da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Seguindo na mesma direção, o ouro também apresentou alta nesta segunda-feira por conta do movimento de aversão ao risco e busca por proteção.

Ao fim do dia, o SPDR Gold (GLD), que é o principal ETF referenciado em preços de ouro, fechou em alta de 0,90%, cotado em US$ 156,09.

Porém, na máxima intradiária o ETF de ouro chegou a bater os US$ 158,51. A última vez em que o ativo tinha ido além dos US$ 158 tinha sido em fevereiro de 2013.

Queda generalizada nas bolsas mundo afora

As notícias do aumento na velocidade de propagação do coronavírus em países fora da China geraram uma reação bastante negativa também nas bolsas de fora.

Por volta de 15h45, o Dow Jones caía 3,40%, S&P 500 recuava 3,35% e o Nasdaq tinha perdas de 3,78%; o dólar se valorizava em escala global, tanto em relação às divisas fortes quanto as de países emergentes.

As bolsas da Europa, por sua vez, também despencaram e encerraram o pregão de hoje (24) com quedas superiores a 3%. Acompanhe a nossa cobertura de mercados.

Por estar no epicentro do surto do novo tipo de coronavírus, com seis mortes e mais de 200 pessoas infectadas, a bolsa italiana (FTSE MIB) foi a mais afetada e recuou 5,43% hoje.

Já no Reino Unido (FTSE 1000), a retração da bolsa foi a menor entre as europeias, que terminou o dia com queda de 3,33%.

A sessão asiática também foi bastante negativa. Na Coreia do Sul, o índice Kospi caiu 3,87% e, em Hong Kong, o Hang Seng fechou em baixa de 1,79%. Os mercados da China e de Taiwan também terminaram o dia no vermelho.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Em clima de disputa

Dez empresas brigam por usinas da EDP Brasil

Segundo analistas, faz sentido a EDP Brasil vender suas hidrelétricas, uma vez que sua prioridade no País será a geração distribuída e a transmissão de energia

O melhor do seu dinheiro

Freud, Itaú e o ETF dos millennials, o que esperar da Super Quarta, o preço da passagem espacial e outros destaques

Freud dedicou parte de seus estudos a tentar desvendar a tal “alma feminina”. Até que um dia jogou a toalha e reconheceu estar longe de responder o que, afinal, querem as mulheres. Se o pai da psicanálise vivesse hoje, imagino que o objeto de curiosidade talvez fosse outro: os chamados millennials. A expressão surgiu para […]

O tempo fechou

Crise hídrica piora clima da votação sobre privatização da Eletrobras

Na semana passada, líderes do Senado aumentaram a reação à MP e ameaçaram derrubar a proposta, pedindo até que o texto não fosse pautado

Esquenta dos Mercados

Indicadores econômicos dos EUA devem movimentar o dia, com aumento da cautela antes da ‘Super Quarta’

Depois de um pregão ignorando a Super Quarta, Ibovespa deve sentir o peso da cautela antes da decisão de política monetária no Brasil e nos EUA

E a fila aumenta

BR Partners faz registro de IPO que pode movimentar até R$ 620 milhões

Banco de investimentos fundado por Ricardo Lacerda pretende fazer uma oferta pública de Units, com faixa de preço entre R$ 16 e R$ 19

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies