🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mercados agitados

Copom, política e exterior: a semana cheia trouxe ganhos ao Ibovespa e pressão ao dólar

O Ibovespa acumulou ganhos de mais de 4% na semana, sustentado pelo bom humor externo e pelo corte nos juros. Mas, no mercado de câmbio, a cautela falou mais alto: o dólar saltou mais de 5% no período, mostrando preocupação com o cenário político

Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O tripé corte na Selic, otimismo externo e tensão política no Brasil deu as cartas para os mercados domésticos nesta semana. Uma combinação explosiva e imprevisível — e que gerou reações distintas no Ibovespa e no dólar à vista.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A bolsa, por exemplo, teve um saldo positivo: o Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira (19) em leve alta de 0,46%, aos 96.572,10 pontos e, com isso, acumulou ganhos de 4,07% na semana — um desempenho bastante firme e que leva a crer que os investidores estão otimistas, não?

Bem, nem tanto. No câmbio, os últimos dias foram bastante turbulentos: por mais que o dólar à vista tenha recuado 0,98% hoje, a R$ 5,3180, a divisa americana vinha de uma sequência de sete altas consecutivas. Assim, o alívio de hoje foi insuficiente para reverter o quadro de pressão e, no acumulado da semana, a moeda americana teve um salto de 5,46%.

  • Podcast Touros e Ursos desta semana já está no ar! Eu e a Julia Wiltgen discutimos o novo corte na Selic e as implicações para os seus investimentos:

Esse comportamento não muito comum — em geral, bolsa e dólar não andam na mesma direção — mostra que o mercado enxerga riscos no radar, mas também vê oportunidades interessantes adiante. É uma espécie de encruzilhada: o investidor quer estar posicionado para aproveitar um rali, mas também quer proteger a carteira para o caso de o cenário piorar.

E, de fato, o tripé citado no começo do texto traz informações que, muitas vezes são conflitantes. O exterior, por exemplo, esteve bem humorado com as perspectivas de recuperação da economia americana, muito embora a possibilidade de uma segunda onda do coronavírus não esteja descartada. Um otimismo cauteloso, digamos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o que dizer do Copom? Juros baixos estimulam a migração de recursos para a bolsa, dada a queda na rentabilidade dos investimentos em renda fixa. Por outro lado, esse cenário de estímulo monetário só ocorre por causa das fraqueza econômica e das incertezas em relação ao ajuste fiscal — um quadro que nem de longe é animador.

Leia Também

Quanto às tensões em Brasília... bem, o governo teve uma semana difícil: a prisão de Fabrício Queiroz pode trazer desdobramentos comprometedores à família Bolsonaro — o que, fatalmente, provocaria uma deterioração no cenário político. E, por enquanto, o mercado espera para ver o que poderá acontecer.

Cadê a Selic que estava aqui?

O corte de 0,75 ponto na Selic veio em linha com as projeções do mercado — as curvas de juros de curto prazo já precificavam esse movimento. Mas o BC promoveu algumas mudanças em sua comunicação: o Copom deixou a porta aberta para mais uma "redução residual".

Ou seja: uma eventual nova baixa na taxa de juros, se concretizada, será menos intensa — provavelmente de 0,25 ponto. E, considerando as menções à ociosidade da economia e à recuperação lenta do nível de atividade, a perspectiva é de manutenção da Selic em níveis baixos por algum tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse é um quadro traz implicações para a bolsa e para o câmbio. A Selic mais baixa diminui a rentabilidade das aplicações em renda fixa, estimulando uma migração de recursos para o mercado de ações, que pode oferecer retornos mais atrativos. Assim, o corte nos juros tende a dar impulso ao Ibovespa e à bolsa.

Por outro lado, a queda na Selic provoca uma redução no chamado "diferencial de juros" entre EUA e Brasil — a subtração entre as taxas brasileira e americana. E, quanto menor esse número, menos atrativas são as aplicações no país para os investidores que buscam retornos fáceis.

Claro, esse é um dinheiro de caráter mais especulativo. Ainda assim, é um montante relevante de moeda estrangeira que deixa de entrar no país — o que diminui a oferta de dólares por aqui e acaba pressionando a taxa de câmbio.

Enquanto isso, lá fora...

...os investidores seguem assumindo uma postura mais positiva, de olho na recuperação da atividade dos EUA, na reabertura das economias da Europa e numa evolução positiva das relações comerciais entre americanos e chineses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Claro que esse bom humor só é sustentável porque há uma espécie de escudo protegendo as bolsas globais: a inundação de liquidez proveniente dos governos e bancos centrais, que abriram os cofres para injetar recursos na economia durante a pandemia de coronavírus.

Com tantos estímulos financeiros no mundo todo, boa parte desse dinheiro acaba sendo direcionada às bolsas — e, convenhamos: com recursos de sobra, fica mais fácil enxergar o lado positivo das coisas.

Mas, por mais que o otimismo seja predominante, há fatores de risco que são difíceis de serem desprezados. Em destaque, há o medo em relação a um novo avanço nos casos de coronavírus no mundo — o que, se confirmado, provocaria uma retomada das inciativas de isolamento social e, consequentemente, causaria novos danos à economia global.

De qualquer maneira, a blindagem da liquidez abundante tem servido para manter as bolsas em alta — e, de certa maneira, tem dado um empurrão para o Ibovespa, apesar das tensões domésticas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Suspense em Brasília

Por aqui, o panorama político volta a ganhar papel de destaque, desta vez por causa da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flavio Bolsonaro — filho do presidente Jair Bolsonaro.

O nome de Queiroz é associado a diversas ilicitudes e, com sua prisão, há o entendimento de que a família Bolosnaro poderá ser diretamente comprometida. E, se de fato os desdobramentos do caso forem nessa direção, a perspectiva é de forte turbulência em Brasília.

Nas últimas semanas, o cenário político passou por alguma estabilização, com os atritos entre governo, Congresso e STF diminuindo um pouco. Mas, com os acontecimentos recentes, não seria surpreendente ver uma nova escalada nessas tensões — e mesmo o apoio que vem sendo costurado pelo governo com o Centrão poderia ser abalado.

Pensando nessa lógica, o mercado automaticamente vê crescer a percepção de risco em relação às reformas e ao ajuste fiscal, já que, num ambiente tão nervoso, as pautas econômicas tendem a serem deixadas de lado — o que, no médio e longo prazo, causaria danos ao nível da atividade brasileira e reduziria a confiabilidade do país no âmbito internacional.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ao menos nesta semana, a bolsa não se mostrou fortemente abalada pelo noticiário político. O câmbio, no entanto, acusou a pressão: ao verem a potencial deterioração no quadro em Brasília, os investidores correram para a segurança do dólar, buscando algum tipo de 'hedge' para a carteira.

Resta saber se, conforme o caso Queiroz for evoluindo, essa proteção via dólares será suficiente — ou se uma correção na bolsa será necessária para adequar o Ibovespa aos riscos que se desenham no horizonte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

ONDE INVESTIR EM 2026

Nubank (ROXO34), Localiza (RENT3) e mais: as 10 ações para investir em 2026, com cortes na Selic e eleições à vista

21 de janeiro de 2026 - 18:00

Em painel do evento Onde Investir em 2026, do Seu Dinheiro, grandes nomes do mercado analisam os cenários para o Ibovespa em 2026 e apontam as ações que podem se destacar mesmo em um ano marcado por eleições

MERCADOS HOJE

Ibovespa bate os 171 mil pontos pela primeira vez: o que está por trás da disparada do índice?

21 de janeiro de 2026 - 14:04

Entrada recorde de capital estrangeiro, rotação global de dólares para emergentes e alta de Petrobras e Vale impulsionaram o índice, em meio a ruídos geopolíticos nos Estados Unidos e com eleições brasileiras no radar dos investidores

DE MALAS PRONTAS

PicPay, fintech da J&F, dos irmãos Batista, busca levantar mais de R$ 2,34 bilhões em IPO nos EUA

20 de janeiro de 2026 - 12:29

O banco digital controlado pela holding dos irmãos Batista busca levantar US$ 434,3 milhões em abertura de capital nos EUA

MEXENDO NA CARTEIRA

XP Malls (XPML11) vai às compras? FII de shoppings mira captação de R$ 400 milhões com emissão de cotas, com espaço para buscar ainda mais

20 de janeiro de 2026 - 11:46

A oferta é destinada exclusivamente a investidores profissionais e será realizada sob o regime de melhores esforços

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Sabesp (SBSP3): mercado projeta destruição bilionária de valor, mas JP Morgan vê exagero e mostra ‘saídas’ para a empresa

19 de janeiro de 2026 - 10:38

Após cair mais de 6% em cinco pregões com o temor de escassez hídrica, as ações da Sabesp passaram a embutir um cenário extremo de perdas, mas para o JP Morgan o mercado ignora a proteção do modelo regulatório

REPORTAGEM ESPECIAL

A Selic vai cair — mas isso resolve o drama das empresas mais endividadas da bolsa? Gestores não compram essa tese 

19 de janeiro de 2026 - 6:09

Para especialistas consultados pelo Seu Dinheiro, alívio nos juros ajuda no curto prazo, mas o destino das ações mais alavancadas depende de outro vetor macroeconômico

ESTRATÉGIA EM FOCO

Fundo TVRI11 vende agência do Banco do Brasil (BBAS3) por R$ 13 milhões; veja lucro por cota para os acionistas

16 de janeiro de 2026 - 11:42

De acordo com a gestora, a alienação faz parte da estratégia de reciclagem do portfólio do fundo imobiliário

O QUE FAZER COM AS AÇÕES

Uma surpresa e um ‘soluço’: de Direcional (DIRR3) a Cyrela (CYRE3), quem se destacou na nova leva de prévias operacionais?

16 de janeiro de 2026 - 11:05

Even (EVEN3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3) e Lavvi (LAVV3) divulgaram prévias operacionais na noite de ontem (15), e o BTG avaliou cada uma delas; veja quem se destacou positivamente e o que os números indicam

PERSPECTIVAS EM 2026

FIIs em ano eleitoral: o que esperar de tijolo, papel e outros segmentos, segundo o BTG Pactual

15 de janeiro de 2026 - 16:51

As incertezas típicas de um ano eleitoral podem abrir janelas de oportunidade para a compra de fundos imobiliários — mas não é qualquer ativo que deve entrar na carteira

HORA DE COMPRAR?

Movida (MOVI3) dá spoiler dos resultados do quarto trimestre e ações pisam no acelerador; veja o que agradou

15 de janeiro de 2026 - 15:53

Resultado preliminar dos últimos três meses de 2025 superou as projeções de lucro e endividamento, reforçou a leitura positiva de analistas e fez a companhia liderar as altas da bolsa

ÚLTIMA CHAMADA?

A Selic vai cair e ficar parado no CDI pode custar caro. Veja as apostas do BTG e do Santander para ações, renda fixa, crédito e FIIs em 2026

14 de janeiro de 2026 - 19:04

Analistas dos dois bancos indicam onde investir em 2026 antes que os juros mudem o jogo; confira as estratégias

ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar