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de olho no dólar

Rogério Xavier, da SPX, vê câmbio de equilíbrio a R$ 4,30

Gestor espera que 2020 seja um ano de vento contrário no cenário externo. Além da eleição nos Estados Unidos, Xavier afirmou que a guerra comercial com a China vai além da questão de tarifas e tem mais relação com a hegemonia política

Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital | Fed | meta de inflação
Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital - Imagem: Divulgação/Santander

Você deveria ter um terço das suas aplicações em moeda forte (vulgo dólar), um terço em bolsa (não necessariamente a brasileira), e um terço em renda fixa. A sugestão de alocação foi feita por Rogério Xavier, sócio-fundador da SPX Capital, ao participar na manhã de hoje de um evento promovido pelo Santander.

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Responsável pela gestão de R$40 bilhões, Xavier afirmou que o histórico de juros altos do Brasil fez com que as pessoas se desacostumassem a ter alocação em moeda forte. "As declarações infelizes de Paulo Guedes mostram que o câmbio é uma alternativa", disse, em referência à afirmação do ministro da Economia de que é bom se acostumar com o dólar alto.

A SPX está comprada na moeda norte-americana e tem como cenário-base um câmbio de equilíbrio de R$ 4,30. "Continuo achando que o mundo é de dólar forte", disse o gestor, que vive em Londres e revelou ter 100% do próprio dinheiro dolarizado.

Xavier repetiu a visão que apresentou na semana passada em evento da XP Investimentos. Ele projeta um crescimento de 2% a 2,5% da economia brasileira no ano que vem, mas estimulado por fatores temporários, como a liberação de recursos do FGTS.

O sócio da SPX também não espera o avanço de novas medidas na área econômica no Congresso. "A reforma da Previdência foi a última que o governo Bolsonaro fez", afirmou.

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Dentro da visão de que o dólar deve se manter valorizado, Xavier reiterou que não espera a entrada do capital estrangeiro para o chamado investimento em portfólio, como bolsa e renda fixa.

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O gestor espera que 2020 seja um ano de vento contrário no cenário externo. Além da eleição nos Estados Unidos, Xavier afirmou que a guerra comercial com a China vai além da questão de tarifas e tem mais relação com a hegemonia política.

"Vender porquinho e grão para a China não quer dizer absolutamente nada nesse conflito", afirmou.

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