🔴 TOUROS E URSOS: A AÇÃO QUE QUASE DOBROU E FOI UM TOURO EM 2025 – ASSISTA AGORA

Devo, não nego, pago quando puder… Como a reforma

Discussão sobre reforma da Previdência, que será retomada na comissão especial na semana que vem, contempla dois cenários: de reforma bem-sucedida e de fracasso total. E essa segunda opção poderá levar o governo a um calote

4 de maio de 2019
5:13 - atualizado às 18:13
Homem mostra carteira sem dinheiro
Imagem: Shutterstock

Todo jornalista (ou quase) guarda uma mágoa da profissão ou de alguma chefia. É uma sina! Isso deve acontecer com outras categorias, mas espero que não seja o seu caso. É de doer. A minha grande mágoa é ter levado um “furo” de TO-DA a imprensa. Daqui e de fora...

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando eu era editora de Finanças da Gazeta Mercantil na década de 1980, certa noite, quando retornava para casa, soube que o Brasil havia dado um calote nos credores da nossa dívida externa. Às pressas, voltei para a redação e implorei para que a 1ª Página fosse reeditada. Apesar do momento histórico ouvi um sonoro “Não!” para o meu desespero.

Meu chefe justificou a negativa. Disse que o “nosso jornal” não publicava notícia sem a confirmação de todos os envolvidos...e tínhamos apenas (?!?!) a confirmação do clube de bancos credores. O governo brasileiro enrolou. Não quis falar. Adiou sua declaração para o dia seguinte. Era tarde demais... Todos os jornais já estavam nas bancas com o calote em letras garrafais. Menos o “nosso jornal”.

Estou fazendo essa confidência porque toda discussão acerca da reforma da Previdência, que será retomada na comissão especial na terça-feira (7), contempla dois cenários: de reforma bem-sucedida e de fracasso total. E essa segunda opção poderá levar o governo a um calote. É isso o que acontece quando um governo não paga o que deve. E o governo Bolsonaro afirma e reafirma que, sem reforma, não terá como pagar aposentadorias no futuro. O ministro Paulo Guedes (Economia) não disse exatamente isso, mas já sugeriu que, sem reforma, estaríamos embarcando num trem fantasma com nossos filhos e netos...

Pense bem! Se você é jovem, um dia ficará velhinho e vai querer e precisar de sua aposentadoria. Se você já tem sua vida financeira estabelecida (e isso pode acontecer em qualquer idade...), um governo com despesas menores precisa de menos dinheiro para financiar suas dívidas. Com o tempo, haveria menos pressão sobre as taxas de juros. E, no mercado financeiro, quando o juro se move (para cima ou para baixo) ele provoca um rebalanceamento das taxas de retorno de todas as aplicações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Sem que a Previdência tome uma nova direção, qualquer avanço no Brasil – e penso em inflação e taxa de juro instantaneamente – perde a validade. Nossa economia não sairá do buraco. E bater carteira de velhinho é imperdoável, vamos combinar!

Leia Também

Na semana passada, os economistas Armando Armenta, Fabio Ramos e Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central do Brasil, do banco UBS, divulgaram um relatório que chama atenção para o alto e volátil prêmio de risco associado aos ativos brasileiros que, afirmam, está relacionado à preocupação com a sustentabilidade da dívida pública.

Os economistas fazem projeções para um indicador examinado com lupa por governos, instituições e investidores quando avaliam os riscos de países darem um calote em seus credores.

Esse indicador (Dívida/PIB) mostra quanto do total das riquezas de um país (o Produto Interno Bruto) está comprometido com dívidas a pagar. Em outra leitura, quanto as dívidas de um governo consomem das riquezas totais de um país. Quanto mais elevado o resultado dessa divisão, maior é a dificuldade terá o governo para pagar sua dívida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O UBS acredita que, quanto maior a probabilidade de a relação Dívida/PIB sofrer uma redução, também maior será a confiança que o Brasil despertará nos investidores no curto e médio prazo. Nesse ambiente positivo, diz o relatório do UBS, aumenta também a perspectiva de crescimento da nossa economia.

Mas o contrário também é verdadeiro, avisam os especialistas.

E se a reforma azedar?

Caso a reforma não seja aprovada, as consequências possíveis serão crescimento baixo, inflação e juros mais altos e o real mais desvalorizado na comparação com o dólar. Os investidores reduziriam seu interesse pelos títulos emitidos pelo governo e comprariam dólares.

Você concorda que, nessa situação, é improvável que o desemprego diminua? Pior, poderá até aumentar? Você se lembra que o Brasil encolheu 7,5% em dois anos (2015 e 2016)? Lembra também que, em 2017 e 2018, o crescimento foi baixinho? E um dos resultados terríveis dessa perda de potência da atividade foi o aumento do desemprego?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, a taxa de desocupação cola em 13%, mas, em 2014, era a metade, de 6,5% da população economicamente ativa. Em 2015, porém, quando a economia brasileira deu o primeiro mergulho da história recente, a taxa de desocupação saltou a 9%, avançando a 12% em 2016 - o segundo ano perdido para o Brasil.

O UBS trabalha com o cenário-base de que a Nova Previdência vai trazer uma economia entre R$ 800 bilhões e R$ 600 bilhões em 10 anos. E defende que o governo resista firmemente a um resultado menor porque, nesse caso, aquele indicador Dívida/PIB embarcaria numa espiral de alta.

O estudo mostra que, confirmada a economia estimada como ideal pelo ministro Paulo Guedes, de pouco mais de R$ 1,1 trilhão em 10 anos, e com o PIB crescendo 2,5% ao ano a longo prazo, é elevada a probabilidade de a relação Dívida/PIB cair num primeiro momento. Ficará mantida, contudo, a probabilidade de elevação da dívida (em proporção do PIB) futuramente.

No cenário de diluição da proposta original -- e perspectiva de economia do governo com despesas previdenciárias em torno de R$ 400 bilhões também em 10 anos -- haveria um risco, mais que provável, de um aumento crescente da Dívida/PIB que chegaria a 100% da soma das riquezas do país, ainda que o ritmo de crescimento permanecesse em 2,5% ao ano, em uma década.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos cenários de não aprovação da reforma, a trajetória da relação Dívida/PIB torna-se muito ruim, alerta o UBS. Mesmo com o teto de gastos para o setor público desgastado, sem a reforma em 98% dos cenários, simulados pela instituição, a Dívida/PIB ficaria acima de 70% durante anos. E a chance de ultrapassar 100% do PIB aumentaria consideravelmente.

O pior cenário possível

Agora, pense em um cenário ainda mais negativo ou extremo: aquele em que a reforma das aposentadorias não passa no Congresso e o teto de gastos fixado para o setor público deixa de ser cumprido...

Nessas condições, alertam os economistas do UBS, a dívida aumentaria ainda mais rapidamente e atingira 105% do PIB. Isso significa dizer que, mesmo juntando tudo o que o Brasil produz em todas as áreas, o resultado financeiro apurado (equivalente a alguns trilhões de reais) seria insuficiente para cobrir nossa dívida. O Brasil entregaria os anéis e alguns dedos...

Apesar dos resultados sombrios para as contas públicas caso o governo não consiga fazer uma reforma mais robusta da Previdência, o banco suíço não vê o Brasil caminhando para uma crise financeira decorrente de desequilíbrios fiscais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, advertem os economistas, dificilmente o governo conseguiria evitar alguma fuga de capitais do país, a despeito de nossas defesas importantes para momentos críticos, como elevado nível de reservas internacionais e um déficit em conta corrente modesto.

O Congresso tem, portanto, uma responsabilidade e tanto pela frente!

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SUPERCOMPUTADOR

Jaci, o supercomputador que conecta ciência de ponta e saber ancestral para evitar desastres naturais

6 de janeiro de 2026 - 10:35

Novo sistema do Inpe substitui o Tupã e amplia velocidade e a precisão das previsões metereológicas e climáticas 

BRILHO SOLITÁRIO

Lotofácil deixa 5 pessoas mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena volta hoje depois de Mega da Virada conturbada

6 de janeiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da primeira semana cheia de 2026. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

COMEÇA ESSE MÊS

Calendário do BPC/LOAS 2026: veja quando o pagamento do benefício cai

6 de janeiro de 2026 - 5:50

Benefício assistencial segue o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC 

ATENÇÃO AO PRAZO

MEI já pode entregar a declaração anual de faturamento; veja como preencher o documento

5 de janeiro de 2026 - 16:52

O microempreendedor individual deve informar quanto faturou e se teve algum funcionário em 2025 por meio da DASN-SIMEI

ALÉM DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

Robôs humanoides, data centers gigantes e biotecnologia: as oito teses que definirão a economia e os investimentos em 2026

5 de janeiro de 2026 - 15:29

Relatório da Global X compilou as tendências globais que devem concentrar capital para desenvolvimento nos próximos anos

BOLETO DO MEI

Valor da contribuição mensal do MEI muda em 2026; veja quanto fica

5 de janeiro de 2026 - 10:40

O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 também altera a contribuição mensal do microempreendedor individual

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Calendário do INSS 2026: confira as datas de pagamento e como consultar

5 de janeiro de 2026 - 9:33

Aposentados e pensionistas já recebem com valores corrigidos pelo novo salário mínimo; depósitos seguem o número final do benefício  

ANOTE NO CALENDÁRIO

Feriados 2026: veja quando caem as primeiras folgas do ano

5 de janeiro de 2026 - 7:01

Calendário de 2026 tem maioria dos feriados em dias úteis e abre espaço para fins de semana prolongados ao longo do ano

BOMBOU NO SD

Vencedor da Mega da Virada que jogou o prêmio no lixo, dividendos sendo tributados e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

4 de janeiro de 2026 - 17:30

Mega bilionária, novos impostos e regras do jogo: o que bombou no Seu Dinheiro na primeira semana do ano, entre a corrida pelo prêmio da Mega da Virada e a estreia da tributação sobre dividendos

VEJA O CRONOGRAMA

Eleições 2026: quando o jogo começa para eleitores, partidos e candidatos

4 de janeiro de 2026 - 16:00

Cronograma reúne datas-chave para eleitores, partidos e candidatos ao longo de 2026

POLÍTICA COMERCIAL

Agro cobra reação rápida do Brasil à taxação chinesa para evitar impacto no mercado

4 de janeiro de 2026 - 13:35

Bancada afirma acompanhar o tema com preocupação e alerta para riscos ao mercado e à renda do produtor no início de 2026

CALENDÁRIO 2026

Calendário Gás do Povo 2026: botijão passa a ser gratuito e governo amplia o acesso ao gás de cozinha

4 de janeiro de 2026 - 12:08

Novo programa substitui o Auxílio Gás e garante recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda

CALENDÁRIO 2026

Calendário do Pé-de-Meia 2026: confira quando o governo paga os incentivos do ensino médio

4 de janeiro de 2026 - 6:51

Programa funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano conforme matrícula, frequência, conclusão e participação no Enem

BOLSA FAMÍLIA 2026

Calendário do Bolsa Família 2026: confira quando começam os pagamentos e quem pode receber

4 de janeiro de 2026 - 6:30

Pagamentos começam em 19 de janeiro e seguem até o fim do mês conforme o final do NIS; benefício mínimo é de R$ 600

REPRECUSSÕES DA OPERAÇÃO

Do petróleo ao bitcoin (BTC): como o ataque dos EUA à Venezuela mexe com os mercados

3 de janeiro de 2026 - 18:40

O conflito pode elevar a percepção de risco de toda a América Latina, inclusive do Brasil, segundo analista da RB Investimentos

MAIS UM SORTUDO DE 2026

Lotofácil 3577 faz um novo milionário, enquanto outras loterias ficam pelo caminho; confira os sorteios deste sábado

3 de janeiro de 2026 - 11:02

A Lotofácil volta a correr neste sábado, 3, no valor de R$ 1,8 milhão, porém ela não é a única a sortear uma bolada

TENSÃO NAS AMÉRICAS

Trump diz que Maduro foi deposto e capturado após ataques dos EUA na Venezuela

3 de janeiro de 2026 - 8:47

Segundo autoridades dos EUA, Maduro foi capturado por tropas de elite das forças especiais

PAGAMENTOS 2026

Bolsa Família, Pé-de-Meia, Gás do Povo e mais: veja o calendário completo dos programas sociais do governo para 2026

3 de janeiro de 2026 - 7:04

Do Pé-de-Meia ao novo Gás do Povo, veja como ficam as datas e regras dos principais benefícios federais neste ano  

NA VIRADA DO ANO

A contribuição do Microempreendedor Individual (MEI) subiu em 2026; veja o novo valor

2 de janeiro de 2026 - 19:02

Aumento do salário mínimo reajusta valor da contribuição, que representa 5% do benefício

FOLGAS E MAIS FOLGAS

Calendário 2026: Ano terá nove feriados durante a semana — veja quando vão cair

2 de janeiro de 2026 - 15:00

Com nove dos dez feriados nacionais caindo em dias úteis, calendário de 2026 favorece emendas e planejamento de folgas ao longo do ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar