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boas expectativas

Novo mercado de gás vai propiciar redução de custo para indústria, diz secretário

Ainda hoje, está está previsto o lançamento oficial do programa que deve estabelecer novas condições de competição para a produção e transporte de gás

Unidade de tratamento de gás da Eneva
Unidade de tratamento de gás da Eneva - Imagem: Divulgação

O novo mercado de gás vai propiciar um redução significativa do custo da energia para a indústria e permitir investimentos privados no setor, reforçou nesta terça-feira, 23, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Reive Barros.

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Ainda hoje, está está previsto o lançamento oficial do programa que deve estabelecer novas condições de competição para a produção e transporte de gás — o que, na expectativa do governo, deve favorecer tanto a redução do preço do insumo como da energia elétrica.

"A expectativa é que venha a acontecer com mercado de gás o que viveu o setor elétrico em 1980 a 1990”, disse Barros. Ele fazia uma referência ao processo de privatização de empresas de distribuição, transmissão e geração de energia elétrica, com a entrada de diversos competidores internacionais.

Geração elétrica

A necessidade de expansão da capacidade de geração elétrica no País, atualmente estimada em 5 GW por ano, pode ser elevada se avançarem as reformas que o governo Bolsonaro pretende realizar, como a da Previdência, a tributária e a administrativa, indicou Barros.

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Isso porque o atual planejamento da expansão elétrica, que prevê o aumento de 5 GW/ano de capacidade instalada, está atrelado a um crescimento médio do PIB da ordem de 2,8%.

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Para Barros, a atual projeção pode ser considerada conservadora, em especial se forem concluídas as reformas previstas.

O secretário disse que ainda que o crescimento da atividade econômica venha a ser mais acelerado, o Brasil não terá dificuldade com a expansão energética. "O principal desafio é gerenciar as diversas fontes", disse.

Ele destacou que a previsibilidade da expansão, a estabilidade regulatória e jurídica, bem como a garantia de recebíveis (os contratos de compra de energia de longo prazo), além da remuneração adequada, garantem o interesse de investidores privados em assumir a construção e operação de novos projetos de geração e transmissão.

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"O setor de energia é altamente sustentável e com participação efetiva da iniciativa privada, e participação zero do Tesouro, modelo a ser utilizado para o restante da infraestrutura", afirmou.

Um novo plano decenal de energia, bem como um plano de estratégico de longo prazo, com indicações de tendências tecnológicas para os próximos 50 anos, deve ser apresentado aos investidores em 10 de dezembro deste ano.

*Com Estadão Conteúdo 

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