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Mercosul deve fechar dois acordos até o final do ano, diz Ernesto Araújo

Mercosul toca quatro negociações, de forma avançada, com o Canadá, com os países europeus do EFTA (formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), com Cingapura e com a Coreia do Norte

2 de julho de 2019
13:14 - atualizado às 14:38
Ernesto Araujo, ministro das Relações Exteriores
Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O Brasil deve assinar ao menos mais dois acordos comerciais até o fim deste ano, afirmou nesta terça-feira, 2, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

O Mercosul toca quatro negociações, de forma avançada, com o Canadá, com os países europeus do EFTA (formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), com Cingapura e com a Coreia do Sul. A expectativa do governo brasileiro é que seja possível concluir no segundo semestre ao menos duas dessas tratativas.

Araújo afirmou que, diante da conclusão do acordo com os europeus, aumentou o interesse do Japão para firmar um tratado com o bloco sul-americano. O ministro ainda disse com a China não há intenção de se avançar, por ora, num acordo comercial amplo.

"Cada país do Mercosul tem uma estratégia. Estamos tentando ações pontuais para abrir novos mercados interessantes ao Brasil, sobretudo na parte agrícola, de atração de tecnologia e investimentos", disse.

Por causa do acordo com o Mercosul, o Brasil só está autorizado a negociar acordos que envolvam tarifas em conjunto com os outros Estados-membros do bloco - Argentina, Paraguai e Uruguai. Mas é possível negociar bilateralmente outros tipos de acordo internacional, como aqueles que garantem segurança a investimento ou eliminam a dupla tributação.

França e Mercosul

Sobre porta-voz francesa Sibeth Ndiaye de que o País não está pronto para assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Araújo disse que a fala mira "seu público interno".

"Nada do que está no acordo é surpresa aos Estados-membros da União Europeia", afirmou nesta terça-feira, 2, durante coletiva de imprensa em Brasília.

O chanceler brasileiro disse que, como o texto final ainda passa por revisão jurídica, nenhum país signatário está pronto para ratificá-lo. O ministro demonstrou ainda incômodo com a postura dos europeus de colocar os compromissos ambientais como uma obrigação somente do Brasil.

O ministro do Meio Ambiente francês, François de Rugy, afirmou, também nesta terça, que o acordo Mercosul e União Europeia só será ratificado pela França se o Brasil respeitar seus compromissos, referindo-se ao combate ao desmatamento na Amazônia.

Segundo Araújo, há muitos méritos na política ambiental do Brasil "seja na Amazônia ou em outros biomas"e o País tem "total compromisso" contra o desmatamento. "Esse tema se coloca como se fosse apenas de interesse europeu, mas é de interessante nosso também. Muitos países europeus têm uso de agrotóxico por hectare maior que o do Brasil", disse Araújo.

*Com Estadão Conteúdo 

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