Menu
2019-04-05T10:20:07-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
'Menos CNN, mais Raul Seixas'

Novo ministro das Relações Exteriores critica globalismo e quer colocar país no sentido oposto ao movimento

Em discurso de transmissão de cargos, Ernesto Araújo disse que reorientará a atuação diplomática do país na direção contrária à do globalismo

3 de janeiro de 2019
6:52 - atualizado às 10:20
Jair Bolsonaro e Ernesto Araújo
Presidente Jair Bolsonaro e ministro das relações exteriores, Ernesto Araújo - Imagem: Divulgação/Instagram

O novo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, não acredita no globalismo. E por isso, durante transmissão de cargos nessa quarta-feira, 2, Araújo disse que o país vai lutar para reverter este movimento.

Ao atacar o globalismo, o chanceler descreveu a atual política externa brasileira dedicada apenas a “exportar produtos e atrair investimentos, mas quieta, pacífica, sem poder para nada”. Para ele, o Brasil se limita a dizer o que é esperado dele, para se enquadrar na “piscina sem água” da ordem global. Agora, o ministro prometeu um Brasil “que sabe quem é”.

Nessa linha, afirmou que reorientará a atuação da diplomacia na Organização das Nações Unidas (ONU), “em favor do que é importante para o Brasil, não as ONGs.”

“O globalismo se constitui em ódio”, afirmou. “É contrário à natureza humana.” Ele citou como ideias “da mesma raiz ideológica” a noção de que não há diferença entre homem e mulher e os fetos são amontoados de células. “Vamos defender a soberania, a liberdade de expressão, a liberdade de crença, da internet, as liberdades políticas e os direitos da humanidade, o principal dos quais talvez seja o direito de nascer.”

Ele disse ainda admirar os países latino-americanos que se libertaram dos “regimes do Foro de São Paulo”, os africanos que “estão construindo uma África pujante e livre”, os que lutam contra a “tirania” na Venezuela. Também citou países europeus que recentemente elegeram governos de direita, como Itália, Hungria e Polônia.

“O problema do mundo não é a xenofobia, e sim a oikofobia”, afirmou, explicando que esta última é o ódio ao próprio lar. Outro problema que deveria preocupar, disse o chanceler, é a teofobia, a aversão a Deus. “Para destruir a humanidade é preciso acabar com as nações e afastar o homem de Deus. E é isso que estão tentando, e é contra isso que nos insurgimos.”

No exercício de uma política externa soberana, o chanceler orientou seus quadros a ouvir “menos CNN e mais Raul Seixas”. Ele citou um trecho da música "Ouro de Tolo" do cantor baiano: "eu é que não me sento no trono de um apartamento, com a boca escancarada, cheia de dentes, esperando a morte chegar".

Ele ainda afirmou que o Itamaraty vai mudar a forma como fará negócios. A pasta estará próxima do setor produtivo nacional como nunca esteve, prometeu. As embaixadas e consulados terão seu trabalho desburocratizado e atuarão como escritórios de comércio.

Durante o discurso, era possível observar os diplomatas se entreolhando. Enquanto o discurso do ex-chanceler Aloysio Nunes foi longa e entusiasticamente aplaudido em pé, o final da fala de Araújo, encerrada com um “anuê Jaci”, uma Ave Maria em tupi, foi aplaudido por uma plateia sentada, num primeiro momento. Em seguida, os diplomatas se levantaram.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

nos estados unidos

Remuneração de CEOs cresceu em meio à pandemia

Recuperação do mercado de ações impulsionou ganhos de executivos em 2020, que tiveram remuneração média de US$ 13,7 mi no período

Após estremecimentos

China quer parceria estratégia com Brasil, diz chanceler asiático

Chanceler chinês, Wang Yi, falou com o novo ministro das Relações Exteriores do Brasil, Carlos Alberto Franco França.

entrevista

Bittar reafirma que Guedes sabia de acordo para destinar verba a emendas

Apontado como um dos artífices da “maquiagem” no Orçamento, o senador Marcio Bittar diz que não chegou sozinho ao valor de R$ 29 bilhões em emendas

Apesar da pandemia

Saúde perde espaço em emendas parlamentares

Números mostram estratégia dos parlamentares para destinar recursos para obras e projetos de interesse eleitoral em seus redutos

Renovação do Conselho

Comitê interno da Petrobras desaprova dois nomes indicados ao Conselho

Indicados foram considerados inaptos pelo Comitê de Pessoas por terem atuado em empresas com relação direta com a estatal nos últimos três anos

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies