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a regra é otimismo

Mercosul deve fechar dois acordos até o final do ano, diz Ernesto Araújo

Mercosul toca quatro negociações, de forma avançada, com o Canadá, com os países europeus do EFTA (formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), com Cingapura e com a Coreia do Norte

Ernesto Araujo, ministro das Relações Exteriores
Ernesto Araújo, ministro das Relações Exteriores - Imagem: Valter Campanato/Agência Brasil

O Brasil deve assinar ao menos mais dois acordos comerciais até o fim deste ano, afirmou nesta terça-feira, 2, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.

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O Mercosul toca quatro negociações, de forma avançada, com o Canadá, com os países europeus do EFTA (formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein), com Cingapura e com a Coreia do Sul. A expectativa do governo brasileiro é que seja possível concluir no segundo semestre ao menos duas dessas tratativas.

Araújo afirmou que, diante da conclusão do acordo com os europeus, aumentou o interesse do Japão para firmar um tratado com o bloco sul-americano. O ministro ainda disse com a China não há intenção de se avançar, por ora, num acordo comercial amplo.

[captacao]

"Cada país do Mercosul tem uma estratégia. Estamos tentando ações pontuais para abrir novos mercados interessantes ao Brasil, sobretudo na parte agrícola, de atração de tecnologia e investimentos", disse.

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Por causa do acordo com o Mercosul, o Brasil só está autorizado a negociar acordos que envolvam tarifas em conjunto com os outros Estados-membros do bloco - Argentina, Paraguai e Uruguai. Mas é possível negociar bilateralmente outros tipos de acordo internacional, como aqueles que garantem segurança a investimento ou eliminam a dupla tributação.

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França e Mercosul

Sobre porta-voz francesa Sibeth Ndiaye de que o País não está pronto para assinar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Araújo disse que a fala mira "seu público interno".

"Nada do que está no acordo é surpresa aos Estados-membros da União Europeia", afirmou nesta terça-feira, 2, durante coletiva de imprensa em Brasília.

O chanceler brasileiro disse que, como o texto final ainda passa por revisão jurídica, nenhum país signatário está pronto para ratificá-lo. O ministro demonstrou ainda incômodo com a postura dos europeus de colocar os compromissos ambientais como uma obrigação somente do Brasil.

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O ministro do Meio Ambiente francês, François de Rugy, afirmou, também nesta terça, que o acordo Mercosul e União Europeia só será ratificado pela França se o Brasil respeitar seus compromissos, referindo-se ao combate ao desmatamento na Amazônia.

Segundo Araújo, há muitos méritos na política ambiental do Brasil "seja na Amazônia ou em outros biomas"e o País tem "total compromisso" contra o desmatamento. "Esse tema se coloca como se fosse apenas de interesse europeu, mas é de interessante nosso também. Muitos países europeus têm uso de agrotóxico por hectare maior que o do Brasil", disse Araújo.

*Com Estadão Conteúdo 

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