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CEO da Tesla, Elon Musk fecha acordo com CVM dos EUA para colocar um revisor em seus tuítes

Decisão promete acabar com as várias polêmicas em que o executivo se meteu nos últimos tempos ao usar sua conta pessoal no Twitter

29 de abril de 2019
16:08 - atualizado às 18:48
O bilionário Elon Musk, CEO da Tesla
Elon Musk, CEO da Tesla - Imagem: Wikimedia Commons

Depois de muitas dores de cabeça envolvendo negócios de peso, o CEO e fundador da Tesla, Elon Musk, fechou um acordo na semana passada com a Comissão de Valores dos EUA (SEC, em inglês) para colocar limites em seus próprios tuítes.

A decisão promete acabar com as várias polêmicas que Musk se meteu nos últimos tempos ao usar sua conta no Twitter para soltar informações-chave sobre os negócios da Tesla.

No acordo, o executivo ficará livre para postar o que bem entender nas redes sociais, exceto quando o assunto for Tesla. Nesses casos, a publicação deverá passar pelo aval de um representante jurídico da companhia antes de ir ao ar.

Entre os casos barrados estão:

  • informações sobre a condição financeira da empresa, fusões, aquisições ou joint ventures;
  • números de produção, vendas ou entrega;
  • dados sobre linhas de negócios da Tesla;
  • projeção, previsão ou números de estimativas referentes aos negócios da empresa que não foram publicados anteriormente na orientação oficial;
  • eventos relativos aos valores mobiliários da empresa
  • decisões legais ou regulamentares não públicas;
  • qualquer evento que requeira a apresentação de um Formulário 8-K;
  • informações sobre mudanças na diretoria da Tesla.

Uma história de cabeçadas

O embate entre a SEC e Musk começou lá atrás, depois depois que o executivo tuitou, em 7 de agosto de 2018, que tinha "financiamento garantido" para uma aquisição privada da empresa por US$ 420 por ação.

Na ocasião, a SEC apresentou uma queixa alegando que Musk havia cometido fraude de valores mobiliários. Processos também foram movidos por vários investidores, que afirmavam que seus os tuítes influenciaram artificialmente as ações da empresa, já que o executivo é o maior investidor.

Após a reclamação, Musk chegou a um acordo com a comissão. Nele, a Tesla pagaria uma multa de US$ 20 milhões e nomearia diretores independentes para o conselho, enquanto Musk também desembolsaria US$ 20 milhões e renunciaria ao cargo de presidente por um período de pelo menos três anos.

Mas a trégua durou pouco. Em 19 de fevereiro deste ano, Musk voltou a abrir o bico, afirmando que a Tesla produziria cerca de 500.000 carros este ano, corrigindo-se horas depois.

Para a SEC, o tuíte havia sido uma clara violação do acordo. Já Musk defendia a posição que sua publicação estava dentro da norma. O embate se sustentou por mais de dois meses, até que um novo acordo foi selado.

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