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Entre os potenciais compradores estão a Air Astana, que é cazaquistanesa e que teria assinado um acordo de intenção para adquirir 30 jatos. As informações são da Bloomberg
Depois de sofrer bastante com a interdição de todas as unidades do modelo 737 Max, a Boeing recebeu uma notícia bastante positiva hoje (19) durante um dos principais eventos de aviação do mundo, o Dubai Airshow.
De acordo com informações da Bloomberg, a fabricante de aviões teria recebido 50 pedidos para o modelo 737 Max. Entre os potenciais compradores estão a Air Astana, que é cazaquistanesa e que teria assinado um acordo de intenção para adquirir 30 jatos.
Além dela, um comprador anônimo teria enviado pedido para adquirir outras 20 aeronaves do mesmo modelo, segundo fontes ouvidas pelo serviço de notícias da Bloomberg. Os pedidos vieram depois que a companhia SunExpress, uma joint venture entre a Lufthansa e a Turkish Airlines, teria comprado dez aeronaves no total de US$ 7,5 bilhões a preços de catálogo.
A notícia vem em boa hora, especialmente depois que os negócios envolvendo o modelo Max da Boeing ficaram cada vez mais escassos por conta dos problemas com a versão 737 Max.
Tudo começou depois que dois aviões produzidos pela Boeing caíram e levaram a morte de 346 pessoas. Com isso, os voos do modelo foram suspensos em março deste ano e desde então a fabricante de aeronaves passa por uma de suas maiores crises.
Mesmo com as notícias de compra de aeronaves, as ações da companhia (BA) fecharam o pregão desta terça-feira (19) em leve queda de 0,67%, cotadas em US$ 367,00.
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E o resultado do último trimestre da Boeing apenas traduz a situação complicada que vive a empresa. No terceiro trimestre deste ano, a companhia reportou um lucro de US$ 1,17 bilhão, o que representa uma queda de 51% ante o mesmo período do ano passado.
O valor por ação, indicador bastante utilizado nos Estados Unidos, também sofreu uma contração de 50% na comparação ano a ano e passou de US$ 4,07 no terceiro trimestre de 2018 para US$ 2,05 no último balanço.
A receita, por sua vez, recuou 21% e fechou em US$ 20 bilhões. O resultado foi impactado, principalmente pela uma deterioração no desempenho da divisão comercial, que reportou prejuízo operacional de US$ 40 milhões no trimestre ante um lucro de US$ 2 bilhões visto um ano antes.
Ao olhar os números do segmento de aeronaves comerciais, os valores são ainda mais preocupantes. A receita da companhia nesse segmento fechou o período em US$ 8,2 bilhões, o que representa uma queda de 41% ante o mesmo período de 2018. A contração é reflexo na queda das entregas do 737.
Durante o período, a companhia informou que foram entregues apenas 62 aeronaves contra 190 no terceiro trimestre do ano passado.
Como reflexo do cenário atual mais complicado, a Boeing também anunciou que a produção do 787 Max será reduzida de 14 para 12 aeronaves mensais por um período de dois anos contados a partir de 2020.
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