Menu
2019-04-10T08:49:25-03:00
Estadão Conteúdo
PROPOSTA FATIA EMPRESA EM 7 PARTES

Anac não recebeu pedidos de divisão da Avianca

Autorização do órgão é essencial para dar continuidade no plano de recuperação judicial da empresa, que prevê a criação de seis subsidiárias

10 de abril de 2019
8:05 - atualizado às 8:49
Avianca Brasil
Aeronave da Avianca Brasil - Imagem: shutterstock

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda não foi acionada pela Avianca para dar início a uma etapa essencial no esforço de venda dos ativos da companhia: o órgão não havia recebido nenhum pedido da empresa para emissão dos Certificados de Operador Aéreo (COA) até essa terça-feira, 9. Essa autorização é essencial para o plano de recuperação judicial, que prevê a divisão da Avianca em pequenas unidades operacionais. Seriam uma espécie de "minicompanhias" aéreas que iriam, então, a leilão.

Aprovado na semana passada, o plano de recuperação judicial da Avianca tem como premissa a criação de seis subsidiárias - as Unidades Produtivas Isoladas (UPI). Cada uma dessas unidades terá um grupo de horários de pousos e decolagens nos aeroportos de Congonhas (SP), Guarulhos e Santos Dumont (Rio), atualmente operados pela Avianca. Elas herdarão parte dos atuais funcionários e poderão usar o nome "Avianca Brasil" sem custo por até 180 dias.

Para todo esse pacote, porém, é preciso autorização da Anac: o respectivo COA. É esse o documento que permite a operação de uma companhia aérea de transporte regular de passageiros ou carga. Há, atualmente, 11 autorizações desse tipo emitidas pela agência, sendo uma para a OceanAir - razão social da Avianca no Brasil - documento que não é divisível.

Seis meses

Credores trabalham com a expectativa de que os certificados serão emitidos até 3 de maio. A data é mencionada no plano de recuperação judicial, que admite a possibilidade de prorrogação por "prazos sucessivos de 30 dias". O adiamento parece necessário, já que documentos da própria Anac indicam que o tempo pode ser de até 180 dias.

A Anac confirmou o prazo, mas informou que, a depender do processo, ele pode ser encurtado. Sobre o caso da Avianca, a agência esclareceu que a emissão dessas autorizações considerará "cada Unidade Produtiva como uma subsidiária independente e que, portanto, deve comprovar que possui os requisitos operacionais para se constituir empresa aérea". "Ou seja, cada uma das UPIs deverá demonstrar capacidade para comercialização e operação dos voos, onde a segurança é o principal item a ser avaliado", informou a agência por meio da assessoria de imprensa. Procurada, a Avianca não quis comentar o assunto.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

Fechou bem o ano

Petrobras tem lucro de quase R$ 60 bi no 4º trimestre e anuncia R$ 10 bi em dividendos

Alta extraordinária de 635% no lucro teve influência de itens não recorrentes de peso, mas mesmo o lucro recorrente totalizou R$ 28 bilhões, alta de 120% na comparação anual; em 2020, estatal lucrou R$ 7,1 bilhões, queda de 82% em relação a 2019

SEU DINHEIRO NA SUA NOITE

Quanto vale a Eletrobras privatizada

Ontem à noite, o governo federal entregou ao Congresso a Medida Provisória que possibilita a privatização da Eletrobras e de quase todas as suas subsidiárias. O procedimento será feito por meio de uma capitalização que vai diluir a participação da União, que apenas manterá uma ação com poderes especiais de veto, a chamada golden share. […]

FECHAMENTO

Eletrobras dá susto na reta final, mas Ibovespa segue se recuperando do tombo recente; dólar recua

Estatais seguem se recuperando do tombo recente e a bolsa brasileira também conta com uma ajudinha do exterior

De volta ao topo

País volta a ser maior mercado de caminhão da Mercedes, que reafirma investimento

O volume supera os 24,5 mil caminhões vendidos na Alemanha, que caiu para a segunda posição no ranking de mercados globais da montadora.

Retomada

Faturamento da indústria de máquinas sobe 38,5% em janeiro em comparação anual

A expectativa é de que as vendas internas continuem positivas.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies