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Neste ano, as ações da companhia fundada por Steve Jobs já subiram 50%, graças a grandes ganhos no primeiro semestre
A Apple voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, ultrapassando a Microsoft, mesmo com suas ações tendo terminado o dia em queda nesta segunda-feira (14).
Os papeis da gigante de tecnologia fundada por Steve Jobs registraram queda de 0,14%, fazendo com que seu valor de mercado chegasse a US$ 1,0659 trilhão, segundo informações disponíveis no site da Nasdaq.
Já os ativos da Microsoft encerraram o dia em queda de 0,09% - e o valor de mercado da companhia ficou em US$ 1,0655 trilhão.
A diferença, apesar de pequena, representa uma volta da companhia ao topo. No quarto trimestre de 2018, o preço das ações caiu cerca de 30% em meio a preocupações com a queda nas vendas do iPhone.
Mas, neste ano, as ações da companhia já subiram mais de 50%. No último dia do ano passado, os papeis valiam US$ 148,26. Ontem as ações da Apple fecharam o dia a US$ 235,87.
A subida é atribuída principalmente a grandes ganhos no primeiro semestre. No segundo trimestre, a queda nas vendas de iPhones foi compensada por um aumento nas receitas geradas com iPads, iMacs e serviços, e as perdas na China não foram tão grandes quanto o imaginado.
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A receita líquida da Apple chegou a US$ 53,8 bilhões no trimestre encerrado em junho, cifra 1% maior que a contabilizada no mesmo período de 2018, de US$ 53,3 bilhões. O resultado ficou ligeiramente acima da média das estimativas de analistas consultados pela Bloomberg, que apontava para receita de US$ 53,35 bilhões.
Por outro lado, o lucro líquido da empresa da maçã caiu 12,8% na mesma base de comparação, para US$ 10,04 bilhões. O lucro por ação, métrica que é acompanhada mais de perto pelos analistas lá de fora, ficou em US$ 2,18 — abaixo dos US$ 2,34 vistos há um ano.
Já a Microsoft também passa por um bom momento. As ações da companhia valorizaram quase 40% este ano. No último balanço trimestral divulgado, a companhia registrou lucro líquido de US$ 13,1 bilhões, um crescimento de 48,6% em relação ao resultado obtido no mesmo intervalo do ano anterior, de US$ 8,8 bilhões.
Na ocasião, o que chamou a atenção do mercado foi o desempenho do setor de computação em nuvem, ou seja, o gerenciamento e armazenamento remoto de dados. Dos US$ 33,7 bilhões de receita, o segmento foi responsável por gerar US$ 11,4 bilhões, um aumento de 18,6% em um ano.
A divisão de produtividade e processos corporativos respondeu por US$ 11 bilhões (+14,3%) e a área de computação pessoal obteve US$ 11,3 bilhões (+4,3%).
Com o fortalecimento da geração de receita em todas as suas divisões, em especial a de computação em nuvem, a Microsoft encerrou o trimestre com lucro operacional de US$ 12,4 bilhões, um crescimento de 19,5% na base anual.
No pré-mercado desta terça-feira, as ações de Microsoft, assim como os papeis da Apple, oscilavam pouco menos de 1%. Veja como deve ser o dia dos mercados na Bula do Mercado.
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