O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Documento do Banco Central (BC) mostra inflação compatível com as metas em 2019 e 2020, volta a enfatizar necessidade de reformas e mostra importância do câmbio nas projeções
Para o Banco Central (BC) o cenário atual prescreve a manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 6,5% ao ano e os cenários traçados no Relatório de Inflação sugerem manutenção desse patamar.
Mas como projeção não é promessa, a concretização desse quadro depende da realização das reformas e ajustes na economia. Algo visto como “essencial para a manutenção da inflação baixa no médio e longo prazos, para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia”. O comportamento do câmbio também é fator relevante no horizonte de projeções.
No documento, o Comitê de Política Monetária (Copom) volta a dizer que “cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de seu objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas”.
Logo mais, o presidente Ilan Goldfajn e o diretor de Política Econômica, Carlos Viana, concedem entrevista coletiva para comentar os dados do Relatório de Inflação.
Essa possibilidade de manutenção da Selic na mínima histórica é favorável aos ativos de risco como bolsa de valores e fundos imobiliários. No mercado de títulos ganham atratividade os prefixados longos e as Notas do Tesouro Nacional Série-B mais longas, que encontramos no Tesouro Direto.
O BC também promoveu uma revisão marginal no seu prognóstico de crescimento para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2018 de 1,4% para 1,3%, refletindo a revisão da base de dados do IBGE. Para 2019, foi mantido o prognóstico de avanço de 2,4%. Previsão também condicionada à realização de reformas e ajustes.
Leia Também
Na avaliação dos fatores que podem levar a inflação a divergir do cenário esperado, o BC voltou a explicar que o risco de o nível de ociosidade elevado produzir trajetória prospectiva de inflação abaixo do esperado aumentou e o risco relacionado a uma frustração das expectativas de continuidade das reformas e ajustes necessários na economia brasileira diminuiu.
Ainda assim, o BC explica que os riscos altistas para a inflação permanecem relevantes e seguem com maior peso em seu balanço de riscos.
No cenário com Selic constante em 6,5% e câmbio de R$ 3,85, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecha o ano em 3,7%, marca 4% em 2019 e 2020 e sobe a 4,1% em 2021. As metas são de 4,5% neste ano, 4,25% em 2019, 4% em 2020 e 3,75% em 2021.
O foco de atuação do BC é no ano de 2019 e com peso crescente em 2020. O BC ressalta, ainda, que as projeções apresentadas “dependem ainda de considerações sobre a evolução das reformas e ajustes necessários na economia”.
Considerando as projeções do Focus, de Selic em 6,5% neste ano, 7,5% em 2019, 8,13% em 2020 e 8% em 2021, as projeções são de 3,7% para este ano, 3,9% e 2019, 3,6% em 2020 e 3,7% em 2021. O câmbio considerado é de R$ 3,78 neste ano, R$ 3,80 em 2019 e 2020 e R$ 3,86 em 2021.
O BC ainda testa outros dois cenários, com Selic constante e câmbio da pesquisa Focus e Selic variando conforme a Focus e câmbio constante.

Segundo o BC, o principal fator de redução das projeções em relação ao Relatório de Inflação de setembro foi a queda nas projeções da inflação de preços administrados para 2018 e 2019, associada às reduções na taxa de câmbio e no preço de petróleo, com impactos em itens como gasolina e gás de bujão, e à revisão das bandeiras tarifárias da energia elétrica. Em setembro, o câmbio considerado foi de R$ 4,15.

No cenário com taxas Selic e de câmbio da pesquisa Focus, as probabilidades estimadas de a inflação ultrapassar os limites superior e inferior do intervalo de tolerância da meta em 2018 situam-se próximas de zero. Essa banda de tolerância é de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Já as probabilidades referentes aos limites superior e inferior para os anos seguintes situam-se ao redor de 8% e 19% (2019), 9% e 21% (2020) e 13% e 15% (2021).
Na avaliação do BC, a evolução recente dos indicadores de atividade segue evidenciando continuidade do processo de recuperação da economia brasileira em ritmo gradual.
Mas a economia segue operando com elevado nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e na taxa de desocupação, apesar das suas trajetórias de recuperação gradual.
O BC estima um crescimento de 6% para o saldo de crédito em 2019, dando continuidade ao movimento de recuperação que já vem sendo observado neste ano. Para as pessoas físicas, a estimativa é de alta de 7%, em linha com a aceleração do consumo das famílias.
Para as empresas, o avanço estimado é de 5%. Essa projeção é influenciada, entre outros fatores, ‘pela continuidade do processo de captação de recursos por parte das empresas nos mercados externo e de capitais em substituição aos recursos do sistema financeiro”.
Considerando as fonte de recursos, o BC prevê aumentos de 10,5% da carteira de crédito livre e de 1% da carteira de empréstimos no segmento de direcionados.
A avaliação sobre o cenário externo, o BC nota que as projeções de crescimento da maioria dos países têm sido reavaliadas, refletindo o menor dinamismo da atividade. Os impactos associados às tensões comerciais e suas repercussões sobre a atividade, em particular sobre a China, têm aumentado.
Dentro desse contexto de maior incerteza, os cenários prospectivos para a normalização monetária nas principais economias têm papel determinante para eventos de ajustes de preços de ativos e do apetite ao risco em relação a economias emergentes.
Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira
Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos
Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês
Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda
Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores
Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima
Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse
Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana
Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.
Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.
Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais
Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado
No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%
Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate
Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano
O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa
Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos
Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira