Menu
2019-04-20T15:25:15-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
MAIS INVESTIMENTOS À VENDA

A bolsa brasileira tem novos produtos para o investidor na prateleira… Mas eles não são para principiantes

Investidores de varejo e institucionais poderão escolher cinco novas opções de contratos de maneira mais acessível e flexível para ter acesso a investimentos em dólar, futuros de ações e a um dos índices mais importantes dos Estados Unidos, o Standard & Poor’s

4 de dezembro de 2018
15:03 - atualizado às 15:25
Sede da B3 em São Paulo
Sede da B3 em São Paulo - Imagem: Shutterstock

A Bolsa de Valores (B3) lançou hoje cinco novos produtos voltados tanto para investidores de varejo e também para institucionais. As novidades são as mini opções de dólar; futuros de moedas negociadas em dólares dos Estados Unidos; contrato de opções sobre futuros de DI; contratos futuros de ações e units; e microcontrato futuro de um dos maiores índices dos Estados Unidos, o Standard & Poor’s (S&P 500).

Os produtos estarão disponíveis a partir do dia 10 deste mês em corretoras autorizadas a operar derivativos, ou seja, contratos que derivam a maior parte de ativos subjacentes, taxas de referência ou índices, como o S&P 500.

Por serem contratos de maior complexidade, a ideia é que produtos como mini de dólar, futuro de ações e microcontratos futuro de S&P 500 sejam buscados mais por investidores pessoa física experientes e não por principiantes, segundo Afonso Rossato, superintendente de relacionamento de clientes da B3.

Já as opções de futuro de DI e futuro de moedas tendem a ser mais voltadas para clientes institucionais. Por conta da flexibilidade, a ideia da B3 é atrair maior gama de investidores.

Como funciona na prática?

No caso dos contratos futuros de moedas, o novo produto vai oferecer maior paridade de todas as moedas existentes com o dólar. É o que diz Marcos Skistymas, superintendente de relacionamento com clientes da Bolsa.

Hoje, a Bolsa trabalha apenas com a paridade contra o real, o que faz com que o investidor tenha que fazer dois contratos para se expor ao dólar. A novidade é importante porque pode gerar uma diminuição de custos, de acordo com Skistymas.

A opção mini de dólar surge como um contrato que busca trazer maior flexibilidade de prazos e competitividade de preço para o mercado brasileiro que perdeu espaço para o mercado offshore, por conta de liquidez. No mini, a opção de dólar tem valor de US$ 10 mil. Hoje, já há dois formadores de mercado para esse produto, o Itaú e a empresa internacional Optiver.

Já as opções de futuro de DI vão ser uma forma mais estruturada de operar as taxas de juros e a volatilidade, assim como vão oferecer prazos mais diferenciados. A vantagem é que a operação pode trazer redução de custos e maior eficiência para os investidores.

Outra novidade são os contratos futuros de ações, produto bastante requisitado nas principais bolsas mundiais. A ideia desse novo ativo é servir como forma de proteção dos seus investimentos e utilizá-lo para operações estruturadas.

Já os microcontratos de S&P 500 foram criados para complementar a família de minicontratos e sofisticar o mercado brasileiro. Atualmente, a B3 oferece uma opção de contrato futuro de S&P, criado em conjunto com o CME Group, um dos principais grupos do mercado de derivativos no mundo.

“A chegada dos microcontratos de S&P aqui representa a maneira mais líquida e acessível de oferecer um dos índices mais negociados no mundo a investidores brasileiros. Hoje, esse mercado corresponde a 80% do mercado de equities americano”, disse Charles Farra, diretor executivo de Desenvolvimento de Mercado Internacional da CME, com foco na América Latina.

Mais lançamentos para 2019

A expectativa da B3 é que ocorram mais lançamentos de produtos até o fim de 2019 com foco em atender melhor o investidor pessoa física e tornar o mercado brasileiro mais competitivo em relação ao mercado externo.

O objetivo é oferecer maior diversidade de produtos para disponibilizar mais instrumentos capazes de viabilizar estratégias diferenciadas e que podem gerar redução de custos para o investidor.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

TECNOLOGIA

Xiaomi supera Apple em venda de celulares

O levantamento também mostra que a Samsung voltou ser a líder global de vendas de smartphones, após perder a liderança do mercado para a também chinesa Huawei, que ficou no topo por um único trimestre.

BOMBOU NO SEU DINHEIRO

Melhores da Semana: O Halloween dos mercados

A segunda onda de coronavírus é um ‘fantasma’ que ronda os mercados desde o início do ano. Muita gente não acreditou. Nesta semana, ele mostrou as caras.

POLÍTICA

Bolsonaro grava para campanhas e aposta em 2º turno em RJ e SP

Presidente busca apoiar aliados para tentar formar base nos grandes colégios eleitorais para sua campanha de reeleição em 2022

responsabilização

JBS aprova em assembleia ação contra irmãos Batista

Processo diz respeito a prejuízos causados por crimes revelados nos acordos de colaboração e leniência firmados pela JBS com a Procuradoria Geral da República

em live

Se necessário, voltaremos a fazer transferência do BC para o Tesouro, diz secretário

Em agosto, CMN já havia autorizado o Banco Central a repassar R$ 325 bilhões para o Tesouro Nacional

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies