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Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Eleições 2018

Presidente do BC de Bolsonaro está na gaveta do Paulo Guedes

Jair Bolsonaro também falou em rever modelo de privatização no setor de energia e sistema de preço de combustíveis da Petrobras

9 de outubro de 2018
21:02 - atualizado às 22:54
paulo-guedes
O ministro da economia, Paulo Guedes, é um dos convidados do evento - Imagem: Nilon Fukuda/Estadão Conteúdo

Em entrevista ao “Jornal da Band”, da rede “Bandeirantes”, o presidenciável Jair Bolsonaro falou que o nome do presidente do Banco Central (BC) de sua eventual gestão está “na gaveta do Paulo Guedes” e que não comenta abertamente para evitar possível perseguição.

Ainda sobre sua futura equipe, disse que se depender dele, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) será seu ministro da Casa Civil. E que já teria  350 deputados ao seu lado, entre as bancadas ruralista, evangélica, agronegócio, turismo e outras.

Ainda na área econômica, Bolsonaro defendeu a privatização das empresas que dão prejuízo, mas voltou falar que setores tidos como estratégicos estão de fora. Na energia elétrica, ele disse “não vamos mexer”, mas que vai indicar as pessoas certas para o comando de estatais. Disse, ainda, que não podemos deixar a energia “na mão do chinês”, mas que pode se avaliar modelos de privatização para a transmissão de energia, para geração não.

Na sequência falou que a Petrobras tem um “miolo” que tem de ser preservado, mas que algumas áreas, como refino, podem ser vendidas. “Temos tecnologia, mas não temos recursos para explorar”, disse.

Depois falou que mesmo privatizando tem que se rever o modelo de preços, pois não é possível ter uma “política de combustível predatória para salvar a Petrobras e matar a economia” e que “não pode usar o monopólio para fazer o preço que bem entender”. Ainda sobre o tema, defendeu a redução da tributação dos combustíveis.

Sobre a reforma da Previdência, a ideia de Bolsonaro é acabar com a "fábrica de marajás" que advém de incorporações salariais. A conversa também girou em torno da possibilidade de adoção de uma idade mínima, começando em 61 anos, e ampliando gradualmente. Segundo o candidato, esse seria uma forma de driblar as críticas da esquerda “que faz campanha falando de se aposentar no cemitério”. Disse ainda que não adianta colocar remendo novo em calça velha e que vai tratar do assunto vagarosamente.

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