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2019-08-19T16:17:33+00:00
Expectativas

Vice-presidente da Toyota Brasil diz que venda direta deve chegar a 50% no país em 2019

Vendas diretas são como o setor chama os veículos vendidos pelas montadoras diretamente para os clientes

19 de agosto de 2019
16:17
Toyota
Imagem: Shutterstock

O vice-presidente da Toyota no Brasil, Miguel Fonseca, afirmou nesta tarde de segunda-feira que a participação das vendas diretas no mercado de carros deve chegar a 50% no fim do ano.

As vendas diretas são como o setor chama os veículos vendidos pelas montadoras diretamente para os clientes, sem passar pelas concessionárias.

Em geral, são consumidores pessoa jurídica que por meio da venda direta compram das montadoras com descontos.

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Segundo Fonseca, a participação dos clientes corporativos, que estava abaixo dos 30% em 2014, e em 2019 já chegou a 46%, tem aumentado por uma conjunção de vários fatores, entre eles a crise econômica, que fez cair a fatia do consumidor pessoa física, e o enfraquecimento do desejo dos mais jovens de comprar o primeiro carro, favorecendo negócios como o do Uber.

"No Brasil já são mais de 200 mil carros comprados para utilização de motoristas da Uber", estimou o executivo, que participa de evento do setor automotivo, realizado pela revista Automotive Business.

Apesar do aumento da venda para pessoa jurídica nos últimos anos, a venda de carros para pessoa física, que ficou estagnada em 2018 e começou 2019 oscilante, deu sinais de aceleração nos últimos dois meses, em meio a descontos maiores oferecidos pelas concessionárias para liberar estoque.

No ano passado, enquanto a venda para pessoa física ficou estável, ainda como consequência da crise econômica, o mercado para consumidores corporativos cresceu 23%.

Em 2019, o ano começou com taxas positivas de dois dígitos para a venda direta, e a venda para pessoa física oscilando entre altas e quedas de um dígito.

Em junho, porém, o mercado para o consumidor comum ganhou tração e o crescimento voltou a dois dígitos, a uma taxa de 17,5% ante igual mês do ano passado. Em julho, teve expansão de 6%, retornando a um dígito, mas na segunda maior variação mensal do ano.

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