Menu
Vinícius Pinheiro

Olá, tudo bem?

Eu sou o Vinícius Pinheiro (@vinipinn), repórter especial do Seu Dinheiro. Se você já acompanha esse mundo de economia e finanças é possível que tenha se deparado com alguma das minhas reportagens em jornais como O Estado de S.Paulo, Valor Econômico e Gazeta Mercantil. Mas certamente não sabe muito mais sobre mim além do nome que vem no cabeçalho de cada uma dessas matérias.

Imagino que a sensação de escrever um texto sobre si próprio seja parecida com aquela que as pessoas relatam quando passam por uma situação extrema: o filme da sua vida passa pela frente. No meu caso, o filme (ou novela, como preferir) exibido foi o da minha vida profissional.

E a primeira imagem que surgiu, logo depois dos créditos imaginários, foi a de um jovem estudante de jornalismo que nos fins de semana tocava (mal) contrabaixo em uma banda de rock chamada Os Imigrantes, que estava prestes a estourar. Faltava apenas sair da garagem.

Na remota hipótese de a banda não der certo, o plano B era me tornar jornalista de cultura. Eu já me imaginava sendo enviado para congressos internacionais de literatura, onde faria longas entrevistas com prêmios Nobel regadas a charutos e destilados.

A realidade, porém, insistia em se impor. E nela eu precisava despertar todos os dias pouco antes das cinco da manhã, a tempo de pegar o ônibus fretado que me levava de Santos para São Paulo, onde trabalhava como técnico do Procon (sim, o órgão de defesa do consumidor). Depois de passar as oito horas seguintes ouvindo reclamações, ainda precisava descer a serra para assistir às aulas na faculdade.

Eu já estava no último ano do curso de jornalismo em janeiro de 1999 quando cheguei para mais um dia de trabalho. O horário de atendimento começava às 8h e era comum encontrar algumas pessoas à espera na porta do velho prédio da Rua Líbero Badaró. Mas naquela manhã a fila se estendia por vários metros e chegava perto do antigo Banespinha, que anos mais tarde viraria a sede da Prefeitura.

O problema de quase todos à espera de atendimento no Procon naquela manhã era parecido: a prestação do financiamento do carro havia praticamente dobrado de um mês para o outro. Foi só quando se dirigiram ao banco em busca de explicações que eles descobriram que não haviam contraído um empréstimo normal, mas um leasing cambial.

Tratava-se de uma alternativa mais barata de financiar o carro oferecida pelos bancos na época, mas com o pequeno detalhe de o valor dos boletos estar sujeito à flutuação do dólar. Como a cotação da moeda se mantinha controlada pelo regime de bandas, nem os bancos se preocupavam em informar nem os clientes em saber desse risco. Isso, é claro, até as bandas estourarem e o governo passar a adotar o câmbio flutuante.

Perdi a conta de quantos consumidores entre confusos e revoltados atendi nos meses que se seguiram. Nesse meio tempo, fui atrás de mais informações sobre aquela crise, intrigado como problemas em países tão distantes como a Rússia ou a Coreia podiam influenciar a nossa economia. Além, é claro, de nossos próprios erros e fragilidades.

Conforme aprendia, fui tomando gosto por essa coisa de economia. Deixei o Procon, onde era funcionário concursado, logo depois da formatura para abraçar a profissão de jornalista. A banda de rock, quem diria, jamais deixou a garagem, e os planos de entrevistar prêmios Nobel de literatura foram substituídos pelos meus próprios livros de ficção. Escrevi os romances O Roteirista, publicado pela Rocco em 2007, e Abandonado, que saiu pela Geração em 2015 – nenhum deles descoberto (ainda) pela Academia Sueca.

Junto com a paixão (e sofrimento) por escrever, a curiosidade por entender mais sobre economia e finanças só aumentou nesse período. Como repórter, tive a oportunidade de estar bem próximo dos acontecimentos que movimentaram o mercado de capitais brasileiro nos últimos anos.

Eu cobria o sobe e desce da bolsa quando o Ibovespa atingiu seu primeiro grande recorde histórico em 2008. Assisti ao discurso do ex-presidente Lula, que na época ainda era “o Cara”, para uma plateia de banqueiros na bolsa no fechamento da megacapitalização da Petrobras. Acompanhei o Brasil ganhar e perder o grau de investimento das agências de classificação de risco. E reforcei a equipe de política na votação do Senado que selou o impeachment da ex-presidente Dilma.

Agora estou aqui no Seu Dinheiro, para trazer a você algumas dessas histórias enquanto outras histórias se repetem, mas sempre de uma maneira nova. Espero que você me acompanhe e também faça parte deste filme, que ainda promete muitas emoções.

Aquele abraço,

Vinícius Pinheiro

Mostrar mais
Publicações
Seu Dinheiro na sua noite

O que Dom Pedro II ensina sobre investimentos

15 de novembro poderia ser apenas mais um dia na rotina da família real. Dom Pedro II estava em Petrópolis, como tradicionalmente fazia nos meses de calor, quando recebeu o primeiro telegrama dando conta dos primeiros acontecimentos que resultariam na Proclamação da República. Os historiadores apontam um conjunto de razões que culminaram no golpe que […]

Bolsa e dólar

Ibovespa perde força e fica no zero a zero, apesar do “PIB do BC” melhor que o esperado; dólar sobe a R$ 4,19

A surpresa positiva com o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR) trouxe alívio ao mercado durante a manhã, mas a pressão vendedora de investidores estrangeiros zerou os ganhos

SD Premium - Lupa dos fundos

Fora, isentão! Um fundo “long biased” para compor a sua carteira em renda variável

Fundos “long biased” ganham com a alta da bolsa, mas podem se proteger em momentos de maior incerteza no mercado de ações. Desafio é não perder uma onda de alta nem ser pego no meio do mar durante uma tempestade

ONDE INVESTIR 2020

Em busca de renda? Fundos imobiliários se mantêm como boa opção em 2020

As principais condições para a continuidade do bom momento dos fundos imobiliários seguem na mesa: juros baixos, inflação controlada e retomada da economia

Sonho americano

Ações da MRV sobem após empresa mudar proposta por empresa nos EUA

No novo desenho, a MRV vai incorporar a participação de Rubens Menin na AHS antes de fazer o aporte na construtora que atua nos EUA

Seu Dinheiro na sua manhã

No radar: Ibovespa aos 117 mil, uma ação de educação para comprar e as vendas nos shoppings

Já virou uma doce rotina: o Ibovespa fechou mais uma vez em nível recorde e alcançou pela primeira vez o patamar dos 117 mil pontos. E ainda restam dois pregões em 2019. Será que a bolsa vai alçar novos voos? Por falar em ações, o BTG Pactual elevou a recomendação para uma empresa do setor […]

Seu Dinheiro na sua manhã

No radar: sprint final na bolsa e na economia e uma ação para comprar

Uma seleção de notícias feita por Vinícius Pinheiro sobre tudo o que vai mexer com os seus investimentos nesta quinta-feira

O melhor do Seu Dinheiro

No radar: Bolsonaro na TV, a festa nas bolsas e os livros de Bill Gates

Jair Bolsonaro foi presença constante na televisão na véspera de Natal. O presidente deu uma entrevista à TV Bandeirantes, na qual falou sobre a possibilidade de ter Sergio Moro como vice em 2022. Ele também fez um pronunciamento natalino em que destacou as ações do primeiro ano de governo. Por falar em ações, a edição […]

Fim do monopólio?

B3 faz acordo para processar operações de bolsa concorrente

Empresa estabelece taxa para prestar serviços a outras bolsas, mas possível fim do monopólio no mercado de bolsas no Brasil pesa sobre as ações

Seu Dinheiro na sua manhã

No radar: Pregão natalino, aquisição bilionária e Via Varejo

Em ritmo de compras (de última hora) de Natal, os mercados devem ter uma segunda-feira morna. Mas o noticiário segue quente com uma aquisição bilionária no mercado de torres de telefonia celular e novidades vindas da China em tarifas comerciais. Aproveite para ler também a entrevista exclusiva com o gestor da XP Asset, que fala […]

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements