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Evolução consistente de resultados e divisão de metais básicos são dois dos quatro pilares da tese de investimento nas ações VALE3

Depois de um período “afastada” da carteira automatizada de dividendos da Empiricus, a Vale (VALE3) retornou ao portfólio, que valorizou 28,7% em 2026 até o fechamento de abril.
Para dar lugar às ações VALE3, Hungria optou pela saída da SLC Agrícola (SLCE3), que teve uma piora na percepção em relação aos custos por conta das tensões no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes do mundo para petróleo, gás natural e fertilizantes.
Já a entrada da Vale tem a ver com a evolução consistente de resultados da companhia, especialmente em sua divisão de metais básicos.
No balanço do primeiro trimestre do ano, divulgado em 28 de abril, a Vale (VALE3) registrou lucro líquido de R$ 1,9 bilhão, alta de 29% em relação ao mesmo período de 2025.
Se no segmento de minério de ferro o crescimento do Ebitda foi de 1% ano contra ano, para R$ 2,4 bilhões, na divisão de metais básicos a alta foi muito mais representativa — embora a base de comparação fosse mais “fácil” de superar.
O Ebitda do segmento de cobre saltou 57%, para US$ 949 milhões, enquanto a mesma linha da operação de níquel saltou 575%, indo de US$ 41 milhões no 1T25 para US$ 277 milhões no último trimestre.
O fluxo de caixa livre chegou a US$ 813 milhões, alta anual de 61%, número que, segundo Hungria, “tende a melhorar nos próximos trimestres por conta da sazonalidade”.
Apesar de todo esse crescimento, os números divulgados pela Vale ficaram abaixo das expectativas do mercado. Mas, para o analista da Empiricus, a companhia “está no caminho certo e deve continuar como boa fonte de dividendos para os acionistas”.
A boa perspectiva do analista para as ações VALE3 vem de quatro pilares principais:
Em primeiro lugar, os preços do minério de ferro, principal segmento da companhia, têm se mostrado mais resilientes do que o esperado, “sustentado por dinâmica de oferta mais restrita, elevada depleção global e demanda ainda sólida, com maior diversificação geográfica”, afirma Ruy Hungria.
O analista destaca ainda que a Vale está entre os produtores de menor custo, o que “traz mais segurança à tese”.
Em relação à previsibilidade operacional, Hungria avalia que os investimentos em melhorias operacionais feitos pela mineradora nos últimos anos já se traduziram em menos paradas, aumento de produção e consequente diluição de custos.
O terceiro ponto é a elevada geração de caixa da Vale, que dá ao acionista um potencial de retorno próximo de dois dígitos sustentado por dividendos recorrentes e eventuais distribuições adicionais.

Por fim, está a “joia da coroa” Vale Base Metals que, segundo Ruy Hungria, “vem ganhando relevância e pode destravar valor ao longo do tempo, em um movimento ainda pouco refletido no valuation atual”.
Agora você sabe os motivos que levaram a Vale a substituir a SLC Agrícola na carteira automatizada de dividendos de maio da Empiricus, mas não precisa parar por aqui.
Isso porque a carteira completa está disponível como uma cortesia do Seu Dinheiro. E para acessar é simples, basta fazer seu login no SD Select.
Caso não tenha cadastro, o processo é gratuito e rápido. Ao preencher seus dados, você será redirecionado à carteira e poderá conferir esta e as outras recomendações, sem ser cobrado em nenhum momento por isso.
Para conferir a carteira de dividendos, basta clicar neste link ou no botão abaixo:
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