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Lançamento de diretor da Quaest vira o ‘talk of the town’ ao ‘chocar, causar e importunar’ com pesquisa inédita sobre a sociedade brasileira
Fruto de uma pesquisa inédita feita pela agência Quaest, Brasil no Espelho: Um guia para entender o Brasil e os brasileiros (Globo, R$ 69,90) busca retratar as múltiplas realidades e tendências de comportamento do brasileiro. O faz por meio das opiniões, crenças e atitudes da própria sociedade, “revelando um país que muitos ainda não foram capazes de enxergar”.
Se por um lado o livro representa um estudo sério da realidade cultural brasileira, e pode ser utilizado no meio acadêmico, de outro pretende ser um trabalho de divulgação relevante para qualquer um que se interesse pelo Brasil. Além disso, se destaca como poderosa ferramenta para empreendedores e profissionais do marketing.
Felipe Nunes, Ph.D. em ciência política, mestre em estatística pela Universidade da Califórnia, professor de políticas públicas na escola de Economia da FGV de São Paulo. É co-autor, com Thomas Traumann, de Biografia do Abismo(Harper Collins, R$ 59,90), semifinalista do prêmio Jabuti 2024 que examina as causas e consequências da crescente polarização na política brasileira.

O livro não é um manual acadêmico nem um grande ensaio sobre o Brasil, sua proposta não é apresentar o pensamento do autor sobre o país, mas os resultados da pesquisa de largo escopo feita pela agência Quaest sobre como brasileiros se reconhecem.
Como um espelho pretensamente fiel, o livro quer revelar a verdade por trás de lugares comuns. Acima de tudo, quer chocar, causar e importunar, apresentando aos brasileiros seus próprios valores, atitudes, percepções e suas consequências para o país e a democracia.
“Diante do espelho, queremos fazer as pessoas refletirem: será que eu estou mesmo sempre tão certo sobre tudo o tempo todo?”
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O ineditismo da pesquisa se deve ao seu escopo. São quase 10 mil entrevistados (cinco vezes o número de uma pesquisa tradicional), em 340 municípios das 27 unidades da federação. Os participantes responderam a perguntas sobre religião, família, tradicionalismo e discriminação. De quebra, revelaram concepções sobre a identidade brasileira, sobre o famoso “jeitinho”, sobre segurança e confiança interpessoal, política, ideologia e hábitos de consumo.
As respostas foram agrupadas de acordo com a faixa etária dos entrevistados, divididos em quatro gerações. Além do critério de idade, os entrevistados foram divididos pelos critérios de gênero, escolaridade, renda e religião, revelando aspectos fundamentais sobre a autopercepção dos brasileiros e as raízes de seus posicionamentos.
A pesquisa identificou 11 critérios importantes na construção da realidade brasileira: religiosidade, família, identidade nacional, honestidade, meritocracia, discriminação, sexualidade, insegurança, confiança, comportamento social e ideologia.
A partir desses critérios, quis responder sobre o significado de uma visão de mundo tradicional no Brasil. Entre as perguntas, questionam, por exemplo, como se dá a divisão do país, observando as particularidades de cada grupo? Ou que Brasil as novas gerações estão criando? Ainda: como entender as contradições da população? Mas, sobretudo, quais são os valores que nos unem e nos dividem?
A partir do cruzamento de dados e análise, Felipe Nunes interpreta o perfil da sociedade brasileira e aponta seu caráter profundamente marcado por contradições entre tradição e modernidade.
De um lado, há a base sólida de valores conservadores que prioriza a religiosidade, a importância da família e uma visão punitivista de segurança pública. Está presente, por exemplo, uma forte crença no mérito individual e no trabalho como veículos de ascensão. Isso, aliás, geraria frequentemente certa resistência a políticas de redistribuição de renda focadas apenas na pobreza, ainda que o brasileiro não rejeite a presença do Estado. Ao contrário, espera-se que ele seja eficiente na entrega e acolhedor no trato.

Entretanto, esse mesmo país vive uma fragmentação interna acentuada. Os dados desfazem o mito da democracia racial mostrando que os brasileiros se reconhecem racistas. Existe, no entanto, um abismo na percepção e compreensão do problema: mulheres pretas sentem o preconceito de forma quase unânime, enquanto uma parcela de homens brancos ainda nega sua existência.
No campo da moral, a tolerância em relação à homossexualidade e novos arranjos familiares é crescente, especialmente entre as novas gerações, mas ainda enfrenta a barreira de 71% da população que considera a homossexualidade injustificável.
O que mais salta nesse espelho é o retrato de uma população que compartilha o cansaço da batalha cotidiana e sonha com a liberdade do empreendedorismo. Esta, por outro lado, aparece inibida por uma forte desconfiança interpessoal e para com o Estado.
No entanto, essa sociedade também rejeita a implementação de modelos estrangeiros, como o armamentismo aos moldes americanos, em favor de uma solução nacional.
Brasil no Espelho conta a história de um país que tem a oportunidade e vontade de construir um "sonho brasileiro", que combine seu caráter afetivo e plural com a superação de preconceitos estruturais, buscando uma evolução social que faça sentido dentro de sua própria realidade.
Vale notar que antes de apresentar a extensa pesquisa de opinião e seus achados, o autor dedica algumas páginas à metodologia utilizada na construção, análise e interpretação dos dados.
A seção é curta, clara, acessível e, mais importante, dinâmica. Com isso, consegue evitar as duas críticas mais comuns a um livro de divulgação científica: a superficialidade, apontada por diversos críticos, por exemplo, no best-seller Coisa de Rico (Todavia, R$ 89,90); e o tom maçante de diversas teses acadêmicas convertidas em livro.
Apesar da clareza na apresentação dos dados, Brasil no Espelho não é um livro fácil. Primeiro pelo número de dados, que torna a leitura densa. Por outro lado, pela síntese da população brasileira. Ao dividi-la em diversos estratos e suas mais diferentes opiniões, a obra parece fadada a incomodar todo leitor em algum ponto, ao ver a prevalência de certas opiniões contrárias à sua.
E exatamente por isso que o livro se torna indispensável, hoje: é um desafio ao viés de confirmação. Desafiando a lógica afirmativa de algoritmos onipresentes, a pesquisa apresentada por Nunes propõe o caminho difícil: o do diálogo que primeiro supera o desconforto e depois encontra identificação. Que se permite à diferença, ainda que incômoda. E que resgata, mesmo diante de um espelho fragmentado, o retrato de uma democracia necessária.
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